Por que o Brasil perdeu para a Noruega? Ancelotti abre o jogo sobre o que pode ter causado a derrota da Seleção Brasileira
Treinador da Seleção Brasileira assumiu responsabilidade por mudanças feitas no segundo tempo e explicou o que considera decisivo na eliminação
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A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, ainda repercute. Após a derrota por 2 a 1, o técnico Carlo Ancelotti fez uma autocrítica e apontou o momento que, em sua avaliação, foi determinante para o resultado.
Segundo o treinador, o principal erro aconteceu durante a parada para hidratação no segundo tempo, quando decidiu alterar a estrutura da equipe por entender que o Brasil havia perdido o controle da partida.
O que Ancelotti disse sobre a derrota para a Noruega?
O treinador reconheceu que a leitura feita durante a pausa para hidratação pode ter sido equivocada e afirmou que as mudanças acabaram alterando o equilíbrio da equipe.
"A autocrítica que eu posso fazer, que eu fiz depois do jogo, é que eu mudei a estrutura do time depois da parada para hidratação e aí perdemos o controle do jogo."
Na sequência, o técnico explicou por que acredita ter cometido esse erro.
"Aí é que pode ter sido o meu erro pensar que a equipe perdeu o controle do jogo quando não estava perdendo o controle. Eu mudei um pouco a equipe, e aí tivemos o problema com o gol do Erling Haaland."
Mudanças durante o segundo tempo
Durante a interrupção, Ancelotti promoveu as entradas de Neymar e Danilo Santos nos lugares de Rayan e Martinelli.
Na avaliação do treinador, as alterações modificaram a estrutura da equipe, que acabou sofrendo o gol marcado por Erling Haaland.
Apesar das críticas recebidas pela substituição, Ancelotti defendeu a utilização de Neymar.
"Coloquei o Neymar um pouco antes para retomar o controle do jogo. E aí você tem que pensar também nas decisões que você tem que... Eu escutei o (Thomas) Tuchel falando que foi muito criticado, e a verdade é que você tem que tomar uma decisão que é muito difícil. É um momento onde tem muito estresse e você não acerta sempre."
Posse de bola e estratégia da Noruega
O Brasil terminou a partida com 30% de posse de bola, enquanto a Noruega controlou a maior parte das ações.
Segundo a análise apresentada por Ancelotti, a equipe adversária manteve a bola no setor defensivo para atrair a marcação brasileira, com Martin Ødegaard recuando para iniciar as jogadas e abrir espaços para ataques em velocidade.
O treinador também reforçou que pretende manter um estilo de jogo mais vertical na Seleção, explorando a velocidade de jogadores como Vinícius Júnior, Endrick e Estêvão, em vez de priorizar longos períodos de posse de bola.
Crise de lesões afetou o planejamento
Durante a entrevista, Ancelotti lembrou que a preparação para a Copa do Mundo foi impactada por diversas lesões. Antes do torneio, o Brasil perdeu atletas como Militão, Rodrygo, Estêvão e Wesley.
Já durante a competição, Raphinha também sofreu uma lesão, obrigando a comissão técnica a realizar mudanças na formação e utilizar jogadores como Rayan.
Como Ancelotti definiu a eliminação?
O treinador afirmou que a derrota teve um impacto diferente por acontecer em uma Copa do Mundo, competição em que não há oportunidade de recuperação imediata.
"Não foi um período fácil, por causa da tristeza, da decepção da derrota. É uma derrota diferente, porque é uma derrota em uma Copa do Mundo. Você não tem tempo como em um clube de reagir, de recuperar. E a derrota fica dentro mais tempo."
O que muda para a Seleção Brasileira?
Após a eliminação nas oitavas de final, Ancelotti indicou que iniciará um processo de renovação visando o ciclo da Copa do Mundo de 2030.
O treinador pretende ampliar a integração com as categorias de base, observar novos jogadores para diferentes posições e utilizar os amistosos contra Austrália e Índia como parte desse trabalho. Além disso, o foco da Seleção passa a ser a disputa da Copa América de 2028.