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Show de Shakira, hino emocionante e história: a grandiosa abertura da Copa do Mundo no México

Estádio Azteca deu o pontapé inicial ao primeiro mundial sediado em três países. Canadá e Estados Unidos recebem as cerimônias nesta sexta-feira (12)

Por Davi Saboya Publicado em 11/06/2026 às 21:19

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Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo é realizada em três países simultaneamente, trazendo uma inovação marcante: três cerimônias de abertura distintas. Enquanto os eventos em Toronto (Canadá) e Los Angeles (Estados Unidos) estão agendados para esta sexta-feira (12), o pontapé inicial histórico aconteceu na Cidade do México.

A solenidade na capital mexicana ocorreu nesta quinta-feira (11), pontualmente às 14h30, horário de Brasília, sob um clima de 24°C. Mais de 85 mil espectadores lotaram o lendário Estádio Azteca, temporariamente rebatizado de Estádio Banorte, um palco mítico que já havia sediado as aberturas dos mundiais de 1970 e 1986.

O gramado foi coberto por um grande tapete azul claro, onde bailarinos caracterizados como indígenas homenagearam as antigas civilizações asteca, maia, olmeca e tolteca. Eles dançaram ao redor de uma réplica gigante do troféu da Fifa, simulando uma reverência de gerações passadas à taça.

O tom de união foi dado pela cantora mexicana Lila Downs. Ao subir as escadarias em direção ao topo da réplica do troféu, ela declarou a frase icônica: "football unites all", traduzida em seguida para o espanhol, "fútbol nos une a todos".

Música Latina

Após a abertura formal, o estádio se transformou em um grande festival de exaltação à cultura e à música latina. A sequência de apresentações musicais começou com o rock da banda mexicana Maná, preparando o palco para parcerias de peso, como o venezuelano Danny Ocean e a espanhola Belinda, que dividiu os vocais com os veteranos do grupo Los Ángeles Azules, um dos grandes pilares da música latino-americana.

Na sequência, o astro global J. Balvin surpreendeu o público com uma entrada triunfal e inovadora, cruzando o gramado a bordo de um carro cenográfico. O ápice do show ficou por conta da grande estrela da noite, a colombiana Shakira, que dominou o tapete azul ao lado de um enérgico corpo de baile e do nigeriano Burna Boy. Juntos, eles agitaram o estádio com "Dai Dai", a música-tema oficial do torneio.

Caminhando para o encerramento do show, uma cortina de fumaça nas cores verde e vermelha tomou conta do ambiente, no exato momento em que o tapete azul foi substituído por um imenso globo terrestre no centro do gramado.

Logo depois, teve início o desfile dos porta-bandeiras representando as seleções participantes, que culminou com a entrada solene dos pavilhões dos três países-sedes. O ato artístico final foi marcado pela emoção, trazendo um dueto inesquecível entre o renomado tenor italiano Andrea Bocelli e a cantora coreana EJAE.

Ricardo Mazalan/Estadão Conteúdo
Estádio Azteca, palco da abertura e também do 1º jogo da Copa do Mundo 2026 - Ricardo Mazalan/Estadão Conteúdo

Ausência da presidente do México

Cumprindo a promessa feita em maio, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, não compareceu ao evento em um gesto de solidariedade aos compatriotas que não puderam arcar com os custos dos ingressos. Sendo assim, a responsabilidade de declarar o torneio oficialmente aberto coube ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que esteve acompanhado da aclamada atriz mexicana Salma Hayek.

O momento de maior comoção na transição para o jogo ocorreu durante a execução dos hinos nacionais de México e África do Sul, interpretados por grandes estrelas locais:

  • África do Sul: A jovem cantora Tyla, vencedora do Grammy em 2024 e 2026, deu voz ao hino sul-africano.
  • México: O astro dos boleros e da música ranchera, Alejandro Fernández (“El Potrillo”), cantou a marcha militar mexicana. O trecho que evoca que cada filho da nação é “um soldado” pronto para defender a pátria gerou uma ovação imediata e calorosa de todo o estádio.

Com o fim das cerimônias e o protocolo encerrado, a bola rolou para a partida inaugural, sob a arbitragem do brasileiro Wilton Pereira Sampaio.

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