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"Ninguém vai me cobrar mais do que eu", diz goleiro da Seleção Brasileira sobre a Copa do Mundo 2026

Alisson está perto de cravar a participação na terceira Copa do Mundo pelo Brasil, apesar das fortes críticas que o cerca desde o Mundial de 2018

Por Davi Saboya Publicado em 11/06/2026 às 21:39

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Perto de disputar sua terceira Copa do Mundo consecutiva como titular do Brasil, o goleiro Alisson reconheceu que o cenário atual é diferente dos mundiais de 2018 e 2022. Segundo ele, a Seleção não entra em campo desta vez com o peso de ser uma das principais favoritas ao título, uma mudança de status que, na visão do jogador, pode acabar jogando a favor dos brasileiros.

"Historicamente, é até comum que a seleção chegue questionada. Já foi assim em outros momentos também, e a seleção conseguiu vencer. Todos os períodos tiveram suas características", disse Alisson.

"Sentimos na pele nesse ciclo as dificuldades que tivemos, por vários fatores. Mas, dentro disso, o mais importante é o momento atual. É o que está acontecendo agora. Existe uma presença muito forte (de Carlo Ancelotti), que nos dá tranquilidade no ambiente, com foco no trabalho, sem distrações com polêmicas ou outras questões", completou.

Aos 33 anos, o arqueiro do Liverpool está prestes a alcançar uma marca histórica, igualando Gilmar dos Santos Neves e Taffarel ao assumir a titularidade do gol brasileiro em sua terceira Copa do Mundo.

O caminho até aqui, no entanto, não foi simples: nos meses que antecederam o torneio, Alisson enfrentou questionamentos por parte da crítica e correu contra o tempo para se recuperar de uma lesão, que chegou a colocar em xeque suas plenas condições físicas para o mundial.

"Ainda existem questionamentos, mas isso não me assombra. Tenho a consciência de que estou no caminho certo. Às vezes, em campo, as coisas não acontecem como gostaríamos. Talvez, se tivéssemos vencido mais, a percepção seria diferente. O que mais incomoda é não ter vencido. Sempre fica aquela sensação de que poderia ter feito algo diferente. Eu estou 100% e ficar fora de jogos no Liverpool foi para me preparar para a Copa", afirmou.

O goleiro elogiou a inclusão de Weverton, que surpreendeu ao aparecer como o terceiro arqueiro na lista final dos 26 convocados, anunciada em 18 de maio, sem ter sido chamado anteriormente pelo técnico Carlo Ancelotti.

Além disso, Alisson ressaltou a forte autocobrança e a pressão interna por um título que recai sobre a sua geração, liderada por nomes experientes como ele, Marquinhos e Casemiro.

"Já conquistamos a Copa América, mas nada se compara a ganhar uma Copa do Mundo. Ninguém vai me criticar mais do que eu mesmo. As críticas fazem parte do dia a dia. Dou muito valor às avaliações técnicas, táticas e psicológicas, principalmente das pessoas que trabalham comigo diariamente, como o Taffarel", disse Alisson.

A caminhada do Brasil na Copa do Mundo começa neste sábado (13), no confronto contra o Marrocos, que será disputado no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

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