Árbitro do Clássico das Emoções é reconhecido como profissional pela CBF
Rodrigo Pereira foi bastante criticado pela arbitragem durante o jogo entre Náutico e Santa Cruz, neste domingo, válido pela 5ª rodada do Pernambucano
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira o programa de profissionalização da arbitragem brasileira, que passará a valer já na temporada de 2026, inicialmente para partidas do Campeonato Brasileiro da Série A.
Os profissionais selecionados terão contrato de trabalho com a CBF com duração de um ano. Nesta primeira etapa, o programa contempla 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR.
Entre os nomes escolhidos está Rodrigo Pereira, um dos 20 árbitros profissionais. Ele foi o responsável por apitar o clássico entre Santa Cruz e Náutico, disputado no último domingo, que terminou com vitória alvirrubra por 4 a 0.
Durante a partida, Rodrigo Pereira foi alvo de críticas, principalmente por conta de uma expulsão que gerou polêmica ao longo do Clássico das Multidões.
Apesar das contestações pontuais, o árbitro já vinha sendo reconhecido pela entidade máxima do futebol brasileiro, tendo conquistado o prêmio de melhor árbitro do país ao final da temporada de 2025, fator que pesou para sua inclusão no novo programa da CBF.
Lista completa dos 20 árbitros profissionais
- Alex Stefano
- Anderson Daronco
- Bráulio Machado
- Bruno Arleu
- Davi Lacerda
- Edina Batista
- Felipe Lima
- Flávio Souza
- Jonathan Pinheiro
- Lucas Casagrande
- Lucas Torezin
- Matheus Candançan
- Paulo Zanovelli
- Rafael Klein
- Ramon Abatti Abel
- Raphael Claus
- Rodrigo Pereira
- Savio Sampaio
- Wagner Magalhães
- Wilton Sampaio
O que muda na arbitragem brasileira a partir de 2026?
Pela primeira vez, árbitros, assistentes e profissionais de VAR passam a ter contrato fixo, remuneração mensal e bônus por desempenho, trazendo mais estabilidade financeira e padronização ao trabalho em campo.
O modelo prevê 72 profissionais contratados, responsáveis por todas as partidas da Série A, além de possíveis atuações na Copa do Brasil e em rodadas decisivas da Série B.
A escala será dinâmica, atualizada rodada a rodada, com possibilidade de promoção e rebaixamento conforme o desempenho avaliado pela entidade.
Além da mudança salarial, a CBF aposta em quatro pilares principais: melhoria na remuneração, excelência física e cuidado com a saúde, capacitação técnica contínua e investimento em tecnologia.
Os árbitros terão acompanhamento físico e psicológico, treinamentos semanais, imersões mensais para padronização de critérios e uso de ferramentas inovadoras, como o VAR semiautomático e a câmera corporal (refcam).
Com avaliações constantes e um ranking interno de desempenho, a expectativa da CBF é elevar o nível técnico, reduzir erros decisivos e tornar a arbitragem brasileira mais profissional, moderna e alinhada aos principais centros do futebol mundial.