Do JC OnLine
Com informações da TV Jornal
Na Zona da Mata do Estado, o Hospital Geral de Paudalho não consegue atender à maioria dos pacientes que procuram diariamente a unidade. Equipamentos de última geração não faltam, mas são poucos os médicos que aceitam trabalhar no local. Foi do hospital de Paudalho que, no início desta semana, Fabiana Vicente de Melo foi transferida para o Recife e acabou morrendo à espera de um leito de UTI, depois de dar à luz na maternidade da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife.
Na manhã desta sexta-feira (25), apenas um clínico geral atendia na unidade da Zona da Mata. O pediatra chegou depois das 9h30. Segundo a direção do hospital, seriam necessários mais quatro médicos para os plantões. E parte dos pacientes que procuram atendimento precisa pagar R$ 10 pela consulta, já que a cota do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 134 consultas por mês e, de acordo com a direção do Hospital, mais de 400 pessoas procuram a emergência. O diretor do Hospital Geral de Paudalho, Paulo Sarmento Barroca, argumentou que as consultas são cobradas porque a unidade de saúde é particular.
O Hospital Geral de Paudalho possui 90 leitos, mas a ocupação é menor que 50% da capacidade. O centro cirúrgico é pouco utilizado, assim como a unidade de obstetrícia. O diretor afirmou que a situação está dessa forma por causa da implantação do programa integrado entre os governos federal, estadual e municipal e acrescentou que o hospital é subutilizado. "Com toda a estrutura existente, não deveria ser necessário transferir os pacientes para a capital", diz ele. Com relação à falta de médicos, o diretor argumentou que, na região, está difícil conseguir profissionais de saúde.