Recife, 06 de Outubro de 2008
PUBLICIDADE
 
ATITUDE CIDADÃ
COMERCIAL
ENQUETES
EQUIPE
HISTÓRICO
MERCHANDISING
NOTÍCIAS
PROGRAMAÇÃO
SALA DE IMPRENSA
VIDEOTECA
Afiliada do
   BUSCA
Faça uma busca na videoteca


    Aumentar Diminuir Imprimir Enviar por E-mail Comentar


Violência

Uma pessoa morre e outras 400 são presas no Egito
11/06/2007 19h15

As eleições para a Câmara alta do Parlamento egípcio foram marcadas por episódios de violência nesta segunda (11). Pelo menos uma pessoa morreu em um confronto entre simpatizantes do governo e eleitores independentes em um local de votação no Delta do Nilo, informaram a polícia local e a imprensa estatal. A Irmandade Muçulmana, maior grupo de oposição ao governo egípcio, acusou o governo de ter prendido centenas de seus integrantes, além de ter impedido que muitos outros pudessem votar. Segundo a oposição, houve fraude. A polícia egípcia informou que prendeu mais de 400 integrantes da Irmandade Muçulmana.

"Nós queremos votar", gritava uma multidão que apoiava um candidato independente, fora de uma sessão eleitoral, em Gizé, cidade próxima ao Cairo. Os policiais afirmavam que a multidão não estava inscrita para votar, embora vários cidadãos exibissem títulos de eleitores. "Se eu estivesse maquiada e usasse minissaia, eles com prazer me deixariam votar," disse Safaa Hegazy, uma mulher que usava véu e foi impedida pela polícia de entrar na sessão eleitoral de Gizé. "Eles estão me punindo porque eu quero votar na Irmandade Muçulmana," disse ela.

Esta é a primeira vez que candidatos da Irmandade Muçulmana, um grupo proscrito pelo governo, participam das eleições ao Conselho Shura, como é conhecida a Câmara alta do Parlamento do Egito. A participação da Irmandade Muçulmana é altamente simbólica - apenas 19 candidatos do movimento concorrem na eleição, na qual são disputadas 88 cadeiras - mas mostra que o grupo fundamentalista continua forte, apesar do esforço do governo em bani-lo da política egípcia. Ao longo das últimas semanas, a polícia egípcia deteve centenas de integrantes da Irmandade Muçulmana. As prisões começaram quando o grupo anunciou que participaria do pleito.

A Irmandade Muçulmana, grupo de orientação islâmica, é proscrita no Egito desde 1954, mas mantém suas operações políticas apesar da repressão do governo, lançando seus candidatos como independentes. Com a Irmandade praticamente fora da disputa, o governista Partido Democrático Nacional (NDP, na sigla em inglês) deverá vencer a maioria das 88 cadeiras que estão em disputa. Dois dos maiores partidos seculares de oposição, o Nasserista e o Wafd, denunciaram fraude e recusaram-se a participar das eleições.

Fonte: Agência Estado


Voltar ao topo Aumentar Diminuir Imprimir Enviar por E-mail Comentar
 




Copyright © 1997-2008, JC OnLine - Recife - PE - Brasil.
Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site para fins comerciais. Criação e desenvolvimento: JC OnLine.