O bilionário Elon Musk deu seu apoio ao partido de extrema direita AfD por videoconferência em um comício na Alemanha neste sábado (25), em meio à controvérsia após seu gesto polêmico durante a posse de Donald Trump, comparado à saudação nazista.
"É bom ter orgulho de ser alemão. Lutem por um futuro brilhante para a Alemanha", declarou o homem mais rico do mundo para, segundo dados do AfD, cerca de 4.500 apoiadores reunidos na Feira de Halle (leste), e reiterou seu apoio ao partido que é, segundo ele, a "melhor esperança para a Alemanha", sob aplausos do público.
Em sua intervenção, elogiou a "nação alemã", que tem "milhares de anos", e disse que o imperador romano Júlio César já havia ficado "impressionado" com a vontade de combate das tribos germânicas.
O governo atual "reprime agressivamente a liberdade de expressão", acrescentou.
A AfD deve, então, "lutar, lutar, lutar", especialmente por "mais autodeterminação para a Alemanha e para os países da Europa e menos Bruxelas".
Nas últimas semanas, Musk tem se envolvido com frequência na política interna da Alemanha e de outros países europeus, publicando comentários em sua plataforma online X (antigo twitter) e apoiando abertamente o AfD.
Esse partido, hostil aos migrantes, ocupa o segundo lugar nas pesquisas para as eleições legislativas de 23 de fevereiro, com 20%, atrás dos conservadores da CDU/CSU, que têm cerca de 30% das intenções de voto.
Musk já chamou o chanceler social-democrata Olaf Scholz de "louco" e "imbecil incompetente" e o presidente Frank-Walter Steinmeier de "tirano".