Décima edição do projeto analisou dez setores da economia do Estado, que foram tema de cadernos especiais do JC. Livro será lançado em novembroÂngela De Santisadesantis@jc.com.br
A série de cadernos especiais baseados na Pesquisa Empresas & Empresários e publicados no Jornal do Commercio chega à 10ª e última edição. O trabalho realizado pela TGI Consultoria em Gestão e Instituto da Gestão (INTG), fez uma análise profunda de dez setores da economia de Pernambuco, que foram selecionados pela relevância histórica, econômica e por seu dinamismo atual e futuro.
Foram contemplados os setores sucroalcooleiro, tecnologia da informação e comunicação (TIC), turismo e cultura, metalmecânica, varejo moderno, moda e confecção, logística, construção civil, fruticultura e vitivinicultura e, por fim, serviços modernos, que agregam empresas de educação, saúde e consultorias. A próxima etapa será a publicação de um livro com a radiografia dessas atividades, que vai trazer também um capítulo especial dedicado à petroquímica.
A pesquisa aborda aspectos como oportunidades, ameaças, forças e fraquezas de cada um dos setores e foi realizada a partir de reuniões, entrevistas e workshops com empresários, além de levantamento histórico, iconográfico e estudo econômico feito pela Ceplan (Consultoria Econômica e Planejamento).
De acordo com o coordenador-geral da pesquisa, Ricardo de Almeida, em todo o processo foram entrevistadas aproximadamente 200 pessoas, 20 de cada setor. “As discussões e debates foram muito ricos e contribuíram consideravelmente para indicar caminhos de viabilização dos setores. Para isso, levantamos informações como geração de empregos, impostos e participação no Produto Interno Bruto (PIB)”, afirma.
O objetivo do projeto é sinalizar as oportunidades e principais gargalos, assim como desenvolver uma avaliação estratégica da economia do Estado que permita subsidiar ações em âmbitos público e privado. E, segundo Ricardo de Almeida, a análise por setor permitiu um entendimento claro do ciclo econômico de Pernambuco. “Um dos aspectos mais interessantes foi observar como os diferentes segmentos econômicos se articulam em suas atuações. Fica evidente, por exemplo, a inserção de TIC em outros setores como fruticultura, logística, moda e confecção, cultura e turismo, entre outros”, relembra Ricardo de Almeida.
Em novembro deste ano, a TGI Consultoria e INTG lançam um livro em que estarão reunidas todas as informações apuradas durante a pesquisa. A idéia de fazer um capítulo sobre o setor de petroquímica surgiu durante os levantamentos e levou em consideração a importância do segmento no contexto dos projetos estruturadores de Suape.
Para realizar o projeto, a TGI e o INTG contaram com uma rede de patrocinadores, apoiadores e parceiros, como Chesf, Prefeitura do Recife, Governo do Estado, revista Algo Mais e o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. A pesquisa possui ainda um núcleo de referência, que oferece orientações e sugestões, formado por representantes de diversos segmentos e entidades como Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) e Assembléia Legislativa. Além disso conta com consultoria técnica da Ceplan (Consultoria Econômica e Planejamento).
WORKSHOP
O último workshop da 10ª edição da Pesquisa Empresas & Empresários abordou os serviços modernos e contou com a presença de arquitetos, advogados, contadores, comunicadores, médicos, professores e empresários ligados à atividade de saúde, educação e consultorias.
A apresentação da coordenadora técnica da pesquisa, Fátima Brayner, traçou um perfil do setor, colocando o conhecimento como fio condutor entre as atividades integrantes. E ainda enumerou oportunidades, ameaças, forças e fraquezas comuns aos três ramos. “Vivemos em um ambiente macroeconômico, de articulação com outros mercados, mas o setor não sabe se colocar e sofre com a baixa associação entre as empresas”, disse.
Fátima Brayner ressaltou que faltam ações conjuntas entre os empresários do setor. “As reuniões ainda estão muito setoriais. Integrantes do segmento de publicidade não se articulam com os médicos, por exemplo. É importante começar a articular em conjunto”, disse. Outro assunto debatido foi a chegada de empresas de outros Estados e países ao mercado pernambucano. “No caso dos hospitais, a associação com grupos de fora é uma janela de oportunidades, gerando emprego e desenvolvimento”, disse o endocrinologista e empresário, Gustavo Caldas.
A sócia da agência de propaganda Martpet, Jussara Pettini colocou que, com a chegada de grupos estrangeiros, as empresas de comunicação precisam ficar atentas para as parcerias. “As fusões sempre têm uma reação em cadeia, ou seja, atingem uma rede de prestadores de serviços modernos. Negócios na saúde, por exemplo, influenciam a nossa clientela, por isso, precisamos estar agrupados, com serviços conjuntos. As discussões ainda estão muito segmentadas”, acredita a empresária.
Os representantes da educação, por sua vez, ressaltaram a necessidade de investir em capital humano. “Professores qualificados formam cidadãos e é apostando nisso que vamos aumentar a visão e o conhecimento da população”, disse o diretor do Colégio Equipe, Armando Reis.