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AMIZADE
Reeleito na PB, Cunha Lima quer se reaproximar de Lula
30.10.2006 às 19h02
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Um dia depois de reeleito governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) deu início nesta segunda (30) a uma reaproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de ampliar as "parcerias" com o governo federal no próximo mandato. O entendimento com os governadores proposto por Lula em seu primeiro pronunciamento como presidente reeleito recebeu elogios do tucano.
"Temos que compreender que existem trincheiras específicas do embate político e não é recomendável que governantes se confrontem. Não é recomendável que o presidente da República esteja em confronto com o governador, o governador em confronto com os prefeitos. O presidente Lula já demonstrou qual é o seu ânimo", disse Cássio em entrevista coletiva.
Na Paraíba, Lula apoiou a candidatura de José Maranhão (PMDB), que se coligou com o PT. Mas o governador procurou enfatizar as relações amistosas com o presidente e disse que tinha a garantia de que a Paraíba não seria discriminada caso ambos fossem reeleitos
TELEFONE - Cássio falou por telefone hoje com Lula - conversa amistosa e tranqüila, conforme observou. "Nesse telefonema renovamos o compromisso de juntos atuarmos", disse o governador, que tratou de temas como a instalação de uma usina de biodiesel no Estado e do processo de prospecção do petróleo na cidade de Souza. Ele adiantou que deverá ir a Brasília na semana que vem para se encontrar com o presidente, "para reiniciar enfim as relações que sempre foram preservadas mesmo na divergência política".
"Os partidos estão com suas forças compartilhadas, divididas. E isso vai exigir muito diálogo, muita discussão entre a oposição e o governo daqui para frente", avaliou Cássio ontem à noite, dizendo que a eleição deste ano mostrou que nenhum partido pode se apresentar como hegemônico no Brasil.
O tucano acredita que o papel do PSDB no segundo mandato de Lula não pode ser outro senão o da oposição com responsabilidade. "Vamos continuar cumprindo o papel de oposição, mas com responsabilidade olhando para o Brasil que pode mais, como disse Geraldo Alckmin a campanha inteira".
INQUÉRITO - No seu ambiente doméstico, porém, Cássio enfrenta desde já um anunciado "terceiro turno". O candidato derrotado reuniu hoje com a imprensa para afirmar que seu grupo político não reconhece a "legitimidade desse pleito". Maranhão voltou a acusar Cássio de praticar crimes eleitorais durante a campanha, como a "compra de sufrágio". Advogados da coligação já solicitaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que investigue a "distribuição de dezenas de milhares" de cheques da Fundação de Ação Comunitária (Fac) durante a campanha, além da apreensão pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de R$ 42,9 mil em dez envelopes com nomes de políticos do interior do Estado e CDs com a inscrição "Cássio 45". Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal (PF).
A PF abriu inquérito também para apurar a origem e destino de R$ 304 mil encontrados na marquise do Edifício Concorde, em João Pessoa, na última sexta-feira. No domingo, mais R$ 102,8 mil em dinheiro foram apreendidos num escritório do mesmo prédio.
Fonte: Agência Estado
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