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FERA E ÓDIO
Lula demonstra medo com subida de Alckmin, diz Tasso

10.09.2006 às 15h58

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Para o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), ao classificar de "demagogias" as críticas à situação da BR-316 feitas por Geraldo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou ser o "Lula fera e ódio". De acordo com Tasso, a reação comprova o medo do presidente de enfrentar o tucano em um eventual segundo turno. "Ele está apavorado. As pesquisas estão mostrando um crescimento consistente e constante do Geraldo Alckmin. Se continuarmos com esse crescimento, nós vamos, com certeza, já nos próximos dez dias, estar passando dos 30%", avaliou Tasso.

Em resposta ao desafio da Caravana do Jornal Nacional, da TV Globo - um ônibus que viaja pelo Brasil com equipe liderada por Pedro Bial -, Alckmin deu uma de repórter do seu próprio programa eleitoral na TV exibido no sábado à noite. O PT tentou neutralizar o tucano, ainda antes da exibição do seu programa, ao dizer que foi "demagógica" a citação da estrada.

"O Lulinha paz e amor é produto do Duda Mendonça. Nunca existiu. Toda vida que ele se sente de alguma maneira, criticado, ele vira um Lula fera e ódio. Toda vez que ele se sente por cima também - é bom lembrar o caso do caseiro -, ele não titubeia em tripudiar e pisar em cima", disse o senador tucano ao ser questionado sobre o que achava da reação dos adversários. As declarações de Tasso foram dadas logo após participar de um comício com Alckmin, que reuniu, sábado à noite, 8 mil pessoas em Quixeramobim, a 210 quilômetros de Fortaleza, no Sertão Central cearense.

"Ele (Lula) não quer o segundo turno, porque no segundo turno tem debate. No debate, ele é obrigado a se expor sem produção. Você (aparecer) na televisão todo produzido e editado e pré-gravado é uma coisa. Ir ao debate onde você vai ter que responder perguntas é muito difícil para ele, porque tem coisas que não dão para ele responder", comentou Tasso.

Virada - Geraldo Alckmin acredita que dê para virar o jogo faltando apenas três semanas para o dia da votação. Acredita, inclusive, que vai nesta reta final diminuir a diferença no Nordeste, onde Lula conta com mais de 70% das intenções de voto e ele não chega a 15%. Alckmin fez comparações com os Estados Unidos, onde, segundo ele, o eleitor só começa a se definir 15 dias antes.

Aos jornalistas, o presidenciável tucano reforçou o mal estado de conservação da BR-336, que liga os estados do Pará, Maranhão e Piauí. Segundo ele, em alguns trechos da estrada foi jogada areia "só para passar o ônibus do Jornal Nacional". Quanto à reação de Lula, que pela primeira vez dirigiu críticas a ele no horário eleitoral, Alckmin disse que o candidato do PT "não tem que ficar brabo com a notícia. Tem ficar brabo com o fato. Por que não arrumou as estradas? Por que não trabalhou direito? Aonde foi que foi parar o dinheiro do povo?", perguntou.

No palanque, Alckmin criticou o não crescimento do País, prometeu aumentar o Bolsa Família, recriar a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e instalar indústrias na Região. Disse que no seu governo o Nordeste irá crescer mais rápido que o Brasil para diminuir as desigualdades.

O comício em Quixeramobim encerrou um dia de campanha pelo Ceará terra de Tasso. Pela manhã, o candidato tucano caminhou pela feira de Cascavel, a 60 quilômetros de Fortaleza. À tarde participou de uma carreata em Senador Pompeu. Os moradores do pequeno município puseram cadeiras na calçada para ver o candidato desfilar em carro aberto. Gritavam "Geraldo, Geraldo, Geraldo!" e acenavam para ele. Depois do comício em Quixeramobim Alckmin foi dormir em Quixadá.

Em nenhum dos eventos, contou com a participação do governador do Estado, Lúcio Alcântara, que, apesar de tucano, tem preferido devido às desavenças com Tasso, se mostrar mais próximo ao presidente Lula.

Fonte: Agência Estado

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