Notícias sobre segurança pública em Pernambuco, por Raphael Guerra

Segurança

Por Raphael Guerra e equipe
LINCHAMENTO

Caso Tabira: Polícia Civil investiga linchamento de suspeito de matar criança de 2 anos e conduta do policiamento

A prisão do casal investigado pela morte da criança ocorreu em outro município. Os suspeitos eram conduzidos quando a população cercou a viatura

Cadastrado por

Raphael Guerra, Maria Letícia Menezes

Publicado em 19/02/2025 às 7:27 | Atualizado em 19/02/2025 às 14:51
População linchou suspeito pelo assassinato de criança de 2 anos em Tabira, no Sertão do Estado - Reprodução/Redes Sociais

As polícias Civil e Militar vão investigar, em conjunto, o linchamento de Antônio Lopes Severo, de 42 anos, conhecido como Frajola, suspeito de violentar e assassinar Arthur Ramos Nascimento, de 2 anos.

O homem foi morto pela população quando era conduzido por uma viatura policial para a Delegacia de Tabira, no Sertão de Pernambuco. 

A mulher suspeita de ter participado do crime, Giselda da Silva Andrade, 30, também foi ferida. A prisão do casal ocorreu na noite dessa terça (19) no município de Carnaíba.

Durante a transferência dos suspeitos, moradores da cidade retiraram o homem da viatura policial e o lincharam. O homem foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

Investigações

A Polícia Civil informou instaurou um inquérito para identificar os responsáveis pelo linchamento do suspeito. A conduta dos agentes que realizavam a escolta também será analisada pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.

"As diligências seguem para a total elucidação do crime contra o menor de idade e dos eventos subsequentes", informou a corporação.

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Confira nota na íntegra:

"Uma ação integrada entre as polícias Civil e Militar resultou na captura do casal suspeito de assassinar um menino de 2 anos, no município de Tabira. A prisão dos suspeitos ocorreu na zona rural de Carnaíba. Eles foram conduzidos sob custódia, por um comboio policial, para a Delegacia de Polícia de Tabira, responsável pela investigação do caso. Antes de chegar até a unidade policial, um grande grupo de populares arrebatou um dos presos da equipe policial e passou a realizar seu linchamento. O suspeito foi socorrido, mas veio a óbito na unidade hospitalar. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o linchamento e identificar quem participou da ação. A conduta do policiamento também será apurada. Ressaltamos que as diligências seguem para a total elucidação do crime contra o menor de idade".

GOVERNADORA CLASSIFICA LINCHAMENTO COMO "BARBÁRIE"

"É lamentável que a gente veja cenas como esta. A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social já instaurou inquérito para poder apurar esse caso e enxergar os erros que aconteceram. A população não pode revidar com linchamento, o que foi uma barbárie que foi acometida", disse a governadora Raquel Lyra, nesta quarta-feira (19), no Palácio do Campo das Princesas.

"O sentimento de justiça aflora muito, especialmente quando se trata de um crime contra uma criança, mas o Estado precisa fazer o seu papel. Não só de investigação ao crime acontecido contra a criança, mas também a instauração para apurar a conduta dos envolvidos no linchamento", completou.

MORTE DA CRINÇA

O crime contra a criança ocorreu no bairro de João Cordeiro, em Tabatinga no último domingo. Arthur foi encontrado bastante ferido por uma vizinha e com indícios de violência sexual. O Instituto de Medicina Legal (IML) vai determinar a causa da morte.

No fim de semana, a mãe de Arthur estava em outro estado, a trabalho, e deixou a criança sob os cuidados de Antônio e Giselda, que eram seus amigos. 

De acordo com a delegada Joedna Soares, o casal já tinha antecedentes criminais e havia sido preso anteriormente por homicídio e tráfico de drogas.

No dia do crime, os suspeitos teriam agredido o menino e fugido do local. Ainda segundo a delegada, a mãe da vítima não teve envolvimento no crime.

O Conselho Tutelar foi acionado após a criança chegar ao hospital sem vida. Segundo o conselheiro Júnior de Zé Rita, a instituição não tinha conhecimento da situação da família.

"Até então, não tínhamos nenhuma informação. (...) Quando surgiu o nome da genitora foi que nós saímos colhendo informações até chegar no nome da criança, do Arthur", afirmou em entrevista à Rádio Pajeú.

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