Devido ao risco de disseminação global, a mpox já é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma emergência em saúde pública de importância internacional. Esse é o nível de alerta mais alto da Organização.
O Brasil tem uma situação estável em relação à transmissão do vírus. Em 2024, Pernambuco registrou 10 casos da doença. Apesar do número controlado, é necessário manter atenção aos sintomas e prevenção.
A mpox é um tipo de varíola com algumas semelhanças à smallpox, a varíola humana. Apesar das similaridades, não são a mesma doença e possuem diferenças em suas estruturas, provocando distinção na forma de transmissão, gravidade e letalidade.
Principais diferenças
A varíola foi considerada erradicada pela OMS na década de 1980, após uma intensa campanha de vacinação nas décadas anteriores. A doença de fácil transmissão foi responsável pela morte de cerca de 300 milhões de pessoas no século XX.
A varíola é uma doença essencialmente humana, enquanto a mpox é uma zoonose, um vírus que é transmitido de animais para seres humanos. Isso não descarta a transmissão entre seres humanos, que é totalmente possível.
Segundo o Instituto Butantan, o nível de gravidade na mpox é considerado clinicamente inferior em relação à varíola convencional.
As lesões cutâneas são semelhantes nos quadros das duas doenças, entretanto a mpox, fora dos países africanos onde é endêmica, tem sido observada com um número menor de lesões nas regiões genital e perianal, enquanto no quadro convencional, as lesões são mais numerosas e em todo o corpo.