Romoaldo de Souza: Correção na tabela do imposto de renda: a bala de prata do governo Lula
Ao que tudo indica, o governo do Rio usou o prestígio da PM para "vitaminar" o número de manifestantes na praia de Copacabana, no domingo

QUEM DÁ MAIS?
Os líderes dos partidos e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), fazem uma derradeira rodada de encontros “com o regimento da Casa em uma mão e o mapa das comissões na outra”, como disse à coluna o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ).
VALE O QUE ESTÁ ESCRITO
E, como dizia um certo comentarista esportivo: a regra é clara. O partido com o maior número de deputados, no caso o PL, tem a primazia para escolher que comissão vai comandar. “E entregá-la a qualquer um dos nossos deputados”, o líder Sóstenes se referia a Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que deve presidir a Comissão de Relações Exteriores.
NEM PINTADO DE OURO
O que o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), não quer nem ouvir falar é entregar a comissão para ser dirigida pelo filho Zero Três do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ele vai se aproveitar da comissão para difamar o Judiciário brasileiro lá fora”, acusa.
O CUSTO DA BALA DE PRATA
A franquia da música “breganeja”, Fernando & Sorocaba, nem precisa tirar o chapéu da cabeça e gritar: “criminosa”, que a moçada complementa: “Bala de prata acerta pra matar. Virei seu refém e não quero escapar.” Sem o prestígio da música de Fernando Fakri, o presidente Lula da Silva (PT) encaminha ao Congresso sua tentativa de vitaminar a popularidade. O custo dessa bala? R$ 27 bilhões.
ROBIN HOOD COM O CHAPÉU ALHEIO
O discurso petista, para emparedar congressistas, é dizer que a medida beneficia quem ganha menos e por isso deve ser paga com aumento da carga tributária “dos mais ricos”.
RESERVA COMPULSÓRIA
Quando o ex-presidente Bolsonaro subiu ao palanque, no domingo (16), em Copacabana, ele disse a aliados que não concorda com a chamada PEC dos Militares, mas foi aconselhado a não tocar no assunto durante o comício, quando pediu apoio para anistia “aos presos políticos”. A PEC autoriza transferência para reserva remunerada de militares que disputem cargos políticos. A bancada da segurança pública não apoia a iniciativa bancada pelo governo Lula.
‘DESVIO DE FINALIDADE’
O Ministério Público da Bahia foi acionado pelo deputado federal Jorge Goetthen (Republicanos-SC) sobre pagamento de cachês à ministra Margareth Menezes, durante o Carnaval, quando estava licenciada do cargo. A coluna apurou que os repasses totalizaram R$ 640 mil.
CONSÓRCIO NORDESTE E OS RESPIRADORES
Apesar da CPI da Covid-19, no Senado Federal, ter feito vista grossa para as denúncias, o Tribunal de Contas da União (TCU) debate em maio relatório sobre “possíveis irregularidades” na compra de 300 respiradores pelo consórcio dos nove governadores do Nordeste, durante a pandemia da covid-19. Pela denúncia, a compra foi feita, os equipamentos pagos, mas os respiradores não foram entregues.
MENOS, DEPUTADA!
A deputada Duda Salabert (PDT-MG), que já teve como livro da cabeceira “Se me Deixam Falar”, da escritora gaúcha Moema Viezzer, resolveu jogar fora a biografia de Domitila Barrios de Chungara (1937-2012), militante feminista da Bolívia, para pedir a prisão preventiva de Bolsonaro. “Ele continua praticando crimes, tumultuando as investigações”. Tudo por que supostamente o ex-presidente fez discurso “incentivando ataques à democracia”. Quem te viu!
PENSE NISSO!
No jornalista tem uma máxima, nem sempre aplicada, porém recomendada, que diz que se só você tem uma informação, e ninguém mais tem, há algo de errado e é preciso apurar mais.
Sem entrar no mérito se o comício de Bolsonaro no domingo foi um fiasco ou não - e eu acho que não foi, mas é preciso averiguar a discrepância entre os dados da USP, 18,3 mil manifestantes, e os números da PM do Rio de Janeiro: 400 mil.
Logo após as manifestações pedindo aprovação do projeto da anistia, 70 mil torcedores foram ao Maracanã assistir ao Fla x Flu (0 x 0). É como se 24 vezes a quantidade de torcedores estivesse em Copacabana. Algum coisa está errada e não foi somente a matemática da PM. Ao que tudo indica, o governo do Rio de Janeiro usou a secular instituição de segurança, para inflar o número de pessoas na praia.
Lamentável!
Pense nisso!
Saiba como assistir aos Videocasts do JC