Os bastidores da política nacional, com Romoaldo de Souza

Política em Brasília

Por Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza

Onze deputados levam 'bomba' no segundo turno para prefeito

No Congresso, PSD volta animado com a vitórias nas urnas e agora já tem candidato até no pacificado Senado Federal. Mas votar que é bom, ainda não!

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Romoaldo de Souza

Publicado em 28/10/2024 às 19:06
Maioria dos deputados que disputaram eleição, volta para a Câmara - ROMOALDO DE SOUZA/ JC

POPULARIDADE APROVA 5 DEPUTADOS
O segundo turno das eleições mostrou que no quesito popularidade, a maioria dos deputados federais que disputou uma prefeitura, levou “bomba”. 11 deputados voltaram à disputa. Cinco foram eleitos e seis estarão em Brasília, de volta ao batente.

PL E PSD NA FRENTE
Dos cinco eleitos, dois são do PL, outros dois estão filiados ao PSD. Um é do União Brasil.
Abílio Brunini (PL), em Cuiabá (MT);
Márcio Correa (PL) na cidade de Anápolis (GO);
Naumi Amorim (PSD), Caucaia (CE);
Paulinho Freire (União Brasil), Natal (RN);
Ricardo Silva (PSD), Ribeirão Preto (SP).

PL TEM MAIS DERROTADOS
O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro foi o que teve mais deputados que levaram “bomba”, na avaliação do eleitor - André Fernandes (PL), Fortaleza (CE); Capitão Alberto Neto (PL), Manaus (AM); Carlos Jordy (PL), Niterói (RJ); Delegado Éder Mauro (PL), Belém (PA). Em seguida, vem o PT com duas deputadas que não se elegeram prefeitas: Maria do Rosário (PT), Porto Alegre (RS); e, Natália Bonavides (PT), Natal (RN). Guilherme Boulos (PSol), São Paulo (SP); e Mariana Carvalho (Republicanos), Imperatriz (MA), completam a lista dos que estão de volta à Câmara.

MOEDA DE TROCA
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, vai chegar para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e vai fazer uma proposta “irrecusável”, segundo o dirigente: “nosso partido fecha questão, todos votam no candidato dele [Hugo Motta-Republicanos-PB], em compensação ele coloca para andar o projeto de lei da anistia” dos participantes do quebra-quebra de 8 de janeiro de 2023. O projeto aguarda análise para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) onde a direita tem maioria.

BEM FEITO
O vice-presidente nacional do PT, deputado Washington Quaquá (RJ), disse à coluna que a legenda “jamais” deveria ter apoiado Guilherme Boulos (Psol), na disputa com Ricardo Nunes (MDB), em São Paulo. “O partido [MDB] é nosso parceiro histórico. Nós precisamos parar de errar! Ele [Boulos] era crônica de uma morte anunciada”, afirmou. Para Quaquá, recém eleito prefeito de Maricá (RJ), o PT poderia ter se socorrido de nomes “importantes” como do ministro Mário França (PSB), Micro e Pequena Empresa, e até de Estela Haddad, mulher do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Ela poderia dialogar com a ala mais conservadora de São Paulo”, afirmou Quaquá.

ENQUANTO ISSO
A retomada, ainda que “light”, das atividades parlamentares, mostra que os congressistas têm pela frente um projeto que trata da rastreabilidade de emendas parlamentares e da transparência de sua liberações. Ah, e ainda tem a advogada Deolane Bezerra (29) e o jogador Lucas Paquetá (30), do West Ham, na CPI dos Jogos, no Senado Federal.

PENSE NISSO!
Sabe aquela onomatopeia: “cric, cric, cric”, como é cientificamente chamada a estridulação dos grilos? Pois até agora, o PT nacional não se manifestou sobre a prisão do ex-senador do partido Wilmar Lacerda (DF), preso na quinta-feira (24) acusado de crimes de pedofilia.

Não se trata nem de querer fazer justiça antes do tempo, uma prática tão comum entre as legendas de esquerda e os movimentos sociais engajados nas suas causas seletivamente humanitárias.

O que se espera de um partido que nasceu na sacristia da Igreja Católica, abençoado pelos mais influentes cardeais, ungido pelos militantes das lutas populares é que se não quer condenar o companheiro que ao menos dê uma palavra de solidariedade às famílias das adolescentes violentadas.

Será pedir muito?

Pense nisso!

 

 

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