
A urbanização, obesidade, diminuição de gasto de energia corporal no dia a dia, sedentarismo, mudança no estilo de vida e de alimentação para hábitos não favoráveis são alguns dos fatores responsáveis pelo aumento rápido do número de pessoas com diabetes mellitus.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, em 2006 mais de 6 milhões de pessoas eram portadores de diabetes e a expectativa para 2010 é de alcançar mais de 10 milhões de pessoas. Ou seja, um crescimento de mais de 60% em apenas quatro anos.
Devido ao número muito elevado de pessoas portadoras de diabetes mellitus, principalmente a do tipo II, o incentivo à prática de exercícios físicos está cada vez maior. Sendo esse um fator, junto com uma dieta apropriada, fundamental para o tratamento.
A diabetes mellitus tipo II é a mais comum e provavelmente causada pela incapacidade das células em absorver suficientemente o açúcar do sangue, resultando em uma alta taxa de açúcar na corrente sanguínea.
Existem outros tipos de diabetes, com menores incidências, como: diabetes mellitus tipo I, diabetes gestacional, diabetes causada pelo defeito genético nas células beta ou por uso de compostos químicos ou fármacos, entre outros.
Todos esses tipos têm como indicação no tratamento a prática de exercícios físicos, pois eles atuam diretamente na produção e/ou ação da insulina que é o principal transportador de glicose sanguínea.
Os exercícios físicos, por sua vez, agem de forma direta no tratamento. Eles ajudam no aumento do consumo de glicose, aumentam a resposta dos tecidos à insulina, melhoram os níveis de hemoglobina glicosilada, melhoram o sistema cardiovascular, aumentam o gasto energético favorecendo a redução do peso corporal e diminuição da massa total de gordura, contribuem para diminuição da pressão arterial, melhoram o perfil lipídico diminuindo os triglicerídeos, o LDL e aumentando a concentração de HDL, entre outros.
Todos esses benefícios ajudam no tratamento a curto, médio e longo prazo. Os exercícios de maior indicação são aqueles de caráter aeróbio, pois envolvem os grandes grupos musculares, podem ser mantidos por períodos mais prolongados e têm como principal fonte de energia a glicose. Exemplos: caminhada, corrida, natação, bicicleta etc.
Mesmo sabendo que os exercícios aeróbicos irão contribuir muito bem para o tratamento ou até mesmo para prevenção da diabetes, é importante levar em consideração o interesse da pessoa pela forma que o exercício será orientado. Assim, a aderência e assiduidade ao programa será bem maior.
Mas, antes de iniciar qualquer programa, é importante que o portador esteja com a diabetes controlada. Até mesmo antes das avaliações físicas que deverão ser realizadas no início do programa de exercícios.
Dessa forma, fica claro que o melhor tratamento, na grande maioria dos casos, é um bom programa de exercício físico e uma boa dieta, todos os dois com acompanhamento de profissionais capacitados.
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ANDRÉ NONATO é educador físico e coordenador do grupo Corpore Sano
O projeto para o transporte público do Recife e a experiência bem sucedida de Curitiba
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