
Lá vem ela, toda séria, com seus passos silenciosos e seu olhar penetrante. Ela me olha inquiridora como quem diz: “Cadê meu espaço?”. Estico o braço e, nele, ela se deita num movimento rápido. O meu braço é dela. Depois vem a outra. Também silenciosa, mas como é comedida nos toques, posiciona-se um pouco mais distante. Gosta de presenças, mas não muito de chamego. Foram criadas juntas, desde pequeninas, mas são muito diferentes entre si. Duas criaturas de personalidades diferentes. Duas pessoas.
Olhar para elas faz sorrir e pensar. Gatos são maravilhosos. Olhar um gato pode resultar numa explosão de ternura dentro da gente. Gatos ensinam. Eles sabem viver. Gatos são livres por natureza. Sabem se espreguiçar. Tem o corpo alongado e flexível. Yogues natos. Observadores atentos do mundo, sérios, mas ao mesmo tempo mantenedores de um espírito lúdico que os faz entreter com uma bola de papel amassado.
Não sei de onde saiu a má fama dos gatos. “São interesseiros”, dizem os ignorantes, ignorando o desprendimento que um gato pode expressar. O problema é que muita gente não quer apenas um amigo e companheiro, que um ser que seja mesmo depois de maltratado ou ignorado, volte abanando o rabo, implorando carinho, implorando atenção. Gatos não imploram. Gatos são os Chuck Norris do mundo animal doméstico e urbano.
Quem tem um gato - ou mais - não o possui. Convive.
*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do JC ONLINE
lindo!
Matéria perfeita, quem escreveu simplemente retratou o gato em detalhes.Gatos são seres espetaculares. Eu sou ailurófila assumida é claro, pois isto é uma qualidade! Mônica M.M. Gouveia
Até novembro de 2009, 1.693 veículos haviam sido danificados em dias de jogo
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