
Familiares dos 58 brasileiros que estavam a bordo do voo 447 chegam nesta sexta-feira (5) ao Recife. Os parentes, que viajam a convite da Força Aérea Brasileira (FAB), vão conhecer o trabalho de buscas por destroços do Airbus Air France e por possíveis corpos ou restos mortais das vítimas. Os parentes virão em dois aviões da Aeronáutica.
Os 58 representantes das vítimas brasileiras se reúnem no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, às 5h e têm saída da capital fluminense prevista para as 7h. Eles devem chegar por volta das 10h à base aérea do 2º Comando Aéreo Regional (Comar), em Boa Viagem, Zona Sul do Recife.
Eles assistem, no Cindacta 3, a uma apresentação das atividades desenvolvidas pelo mutirão internacional, que envolve quatro países – Brasil, França, Estados Unidos e Espanha. “Vamos realizar uma apresentação de tudo que está sendo feito. Fizemos esse convite para que os parentes possam conhecer o trabalho de buscas e ver nossos esforços, dificuldades e possibilidades”, declarou o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso. “Todos querem notícias que nem sempre podemos dar.” Após a apresentação, por volta das 11h, haverá entrevista coletiva com os familiares, segundo o oficial.
O retorno do grupo ao Rio está previsto para as 13h. Os familiares, informou o brigadeiro Ramon, participam de uma missa às 18h em memória das vítimas.
Os parentes disseram, por meio do porta-voz Nélson Faria Marinho, pai do passageiro Nélson Marinho Filho, que esperam ser levados até Fernando de Noronha, mas a possibilidade foi afastada pela FAB, que também não permitiu que os representantes acompanhem a operação aérea de buscas.
PRIORIDADE
Depois de privilegiar a procura por corpos ou restos mortais, a Aeronáutica informou que concentrará esforços, a partir de hoje, no recolhimento dos destroços do Airbus da Air France. De acordo com o diretor do Decea, o volume de materiais resgatados deverá ser maior. O brigadeiro Ramon admitiu que a chance de localizar mortos no oceano é cada vez mais vez mais remota.
“A cada momento, a possibilidade de achar corpos ou fragmentos é menor. Antes a gente encontrava destroços, mas deixava passar, pois priorizava a procura por pessoas. Agora vamos dar mais atenção ao recolhimento de materiais da aeronave”, destacou. “Com isso, aumentaremos de forma considerável o número de destroços resgatados”, completou.
À noite, o avião-radar R-99 faz a localização eletrônica dos destroços, que é confirmada visualmente durante o dia pelas outras aeronavess. Em seguida, os navios vão ao local apontado. “Vamos continuar nosso planejamento e dependemos do que o R-99 vai conseguir identificar”, ponderou.
Participam das buscas três navios da Marinha – navio-patrulha Grajaú, corveta Caboclo e fragata Constituição – e 9 aviões da Aeronáutica. A França, que já tem uma aeronave ajudando nos trabalhos, enviará mais dois aviões e um navio. Uma aeronave americana também atua na região.
O projeto para o transporte público do Recife e a experiência bem sucedida de Curitiba
| Comp | Vend | |
| Comercial | 1,7480 | 1,7500 |
| Turismo | 1,7100 | 1,8700 |
| Paralelo | 1,8500 | 1,9500 |