Sacos para o transporte de cadáveres, um caminhão frigorífico e um contêiner refrigerado chegaram nessa quinta-feira (4) a Fernando de Noronha, para dar infraestrutura adequada ao Destacamento da Aeronáutica da ilha, caso as equipes de resgate encontrem o corpo de alguma vítima do desastre com Airbus A330, que fazia o voo 447 da Air France, ocorrido no último domingo.
Um Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) trouxe o material do Recife. Os sacos para transporte de corpos foram fornecidos pela Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco. Até ontem, os militares envolvidos na busca ao Airbus A330 só haviam avistado destroços no mar. Não há notícia de vítimas.
Pela manhã, o avião da FAB aterrisou trazendo o caminhão frigorífico que é chamado tecnicamente de Módulo de Alimentação a Pontos Remotos. O veículo é capaz de armazenar 2.400 litros de comida congelada e embalada a vácuo. A Aeronáutica não confirmou se o caminhão servirá como apoio logístico para a alimentação dos militares mobilizados no trabalho de resgate.
À tarde, o Hércules C-130 retornou a Fernando de Noronha trazendo os sacos para cadáveres, o contêiner refrigerado, além de alimentos e colchões.
O helicóptero Blackhawk da FAB, que será empregado no transbordo do material recolhido pelas embarcações da Marinha até Fernando de Noronha, decolou pela manhã com destino a um ponto no mar distante 180 quilômetros da ilha. Havia a possibilidade de destroços terem sido detectados no local, mas a informação não foi confirmada e a aeronave retornou ao aeroporto de Noronha sem recolher nenhum material.
Como, com o passar dos dias, as correntes marítimas estão espalhando os pedaços do aeronave por uma área cada vez maior, o avião-radar R-99 vem trabalhando intensamente para mapear a localização atualizada dos destroços.
DIFICULDADEEnquanto a Força Aérea Francesa tem facilitado o trabalho da imprensa do seu país colocando até cinegrafistas e fotógrafos a bordo dos aviões de busca que trabalham em conjunto com o Brasil, a FAB não tem fornecido qualquer informação aos quase 50 jornalistas do mundo inteiro que vieram acompanhar o resgate em Fernando de Noronha.
Ontem, uma oficial de comunicação chegou à ilha, mas se dispôs a apenas anotar telefones e e-mails e encaminhar as perguntas para o comando do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta) III, no Recife.