
Nos últimos cinco dias, desde que o airbus AF 447 desapareceu na costa brasileira, a aproximadamente 650 km ao norte da Ilha de Fernando de Noronha, 11 aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) já sobrevoou uma área de 185.349 km2, o equivalente ao território do estado do Acre, em busca de sobreviventes, corpos e destroços. Apesar de alguns materiais metálicos e não-metálicos já terem sido avistados pelos pilotos da FAB, "nenhum material do A 330 foi recolhido", segundo o tenente-brigadeiro Ramom Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica.
De acordo com o tenente, "o que nós vimos foram materiais pertencentes a uma aeronave, que foram deixados, por causa da prioridade de buscas de corpos. Mas, até o momento, nenhum pedaço da aeronave foi recuperado", disse.
» Novos destroços encontrados não são do Airbus
» Parentes de vítimas do voo 447 chegam nesta sexta ao Recife
» Material de apoio chega a Noronha
Há informações de que a FAB envie mais profissionais para auxiliar nos trabalhos, embora o órgão não tenha confirmado. Apesar da negativa, um avião cargueiro Hércules pousou em Fernando de Noronha, na manhã dessa quinta (4), com dezenas de colchonetes para o alojamento militar, um caminhão frigorífico com alimentos e um gerador de energia. A carga do caminhão tem capacidade para alimentar 250 pessoas durante 25 dias.
FAMÍLIA - A convite da FAB, uma comissão de 15 parentes das vítimas chega ao Recife nesta sexta-feira para conhecer o trabalho de buscas por destroços do airbus da Air France e por possíveis corpos ou restos mortais das vítimas. Os parentes virão em dois aviões da Aeronáutica.
Eles vão assistir, no Cindacta 3, às 10h, a uma apresentação das atividades desenvolvidas pelo mutirão internacional, que envolve quatro países – Brasil, França, Estados Unidos e Espanha. Após a apresentação, por volta das 11h, haverá entrevista coletiva com os familiares, segundo o tenente-brigadeiro.
O retorno do grupo ao Rio está previsto para as 13h. Os familiares, informou o brigadeiro Ramon, participam de uma missa às 18h em memória das vítimas. Os parentes disseram, por meio do porta-voz Nélson Faria Marinho, pai do passageiro Nélson Marinho Filho, que esperam ser levados até Fernando de Noronha, mas a possibilidade foi afastada pela FAB, que também não permitiu que os representantes acompanhem a operação na aérea de buscas.
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