
O festival Station Brásil se despediu do Recife em grande estilo. um público de mais de 800 pessoas lotou a Torre Malakoff na noite dessa quarta-feira (4) para prestigiar as apresentações de Mariana Aydar, Spleen, Fernanda Takai, Jeanne Cherhal, Bertignac e Zeca Baleiro. O festival, que já passou por João Pessoa, agora segue para Brasília e São Paulo.
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A paulista Mariana Aydar, que fez sua estreia em Pernambuco, foi a primeira a subir ao palco. Ela abriu o show com o samba Minha Missão e, em seguida, fez o público cantar junto a música Deixa o verão, do Los Hermanos. A cantora, que se apresenta nesta quinta-feira (5) na Livraria Cultura, seguiu com as músicas Tá? e Zé do Caroço, para logo depois convidar o cantor francês Spleen para acompanhá-la. Aliás, Mariana já conhecia a música de Spleen, pois comprou um disco dele durante o período que morou na França. Após dividirem o palco, Mariana se despediu e deixou Spleen no comando da festa na Torre Malakoff.
De todos os artistas franceses, Spleen foi o que mais empolgou os pernambucanos. Performático, cheio de caras e bocas, o artista pôs a galera para dançar com sua música que passeia pelo hip hop, o rock e o blues. Essa não foi a primeira vez do francês em solos pernambucanos. Em 2006, ele já havia se apresentado por aqui durante o festival No Ar: Coquetel Molotov. Encerrando seu show, Spleen desceu do palco e foi cantar no meio do público, que o aplaudiu bastante.
Fernanda Takai trouxe mais uma vez seu pop-rock ao Recife, abrindo o show com a música Diz que eu fui por aí, de Luiz Melodia. Ela também cantou O ritmo da chuva, música que gravou com Rodrigo Amarante, ex guitarrista do Los Hermanos. A curta apresentação seguiu com as músicas Você já me esqueceu. Depois dela, Takai convidou ao palco a jovem francesa Jeanne Cherhal e juntass cantaram Berimbau, do violonista Baden Powell. Jeanne deixou o palco para que Takai terminasse seu show, que ainda contou com a versão japonesa de O barquinho e com a música Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, composta por Roberto e Erasmo Carlos em homenagem a Caetano Veloso.
Depois que Takai saiu, a francesa voltou à cena. Ela demonstrou um enorme esforço de interagir com o público pernambucano, falando várias frases que decorou em português para apresentar e explicar suas canções. Ela ainda questionou o público: "Vocês acham que eu finjo bem falar português?". E, após uma resposta afirmativa, ela saiu com um irônico "Muchas gracias". No meio da apresentação, foi a vez de Jeanne convidar Fernanda Takai. Juntas, cantaram a música Je Suis Liquide, da francesa. Jeanne continuou sua apresentação, se revezando na guitarra e no piano. O que atrapalhou a performance da cantora foram os constantes problemas de som. Ruídos de microfonia teimavam em aparecer durante todo o show.
Depois de Jeanne, o legítimo rock n' roll invadiu a Torre Malakoff. Lois Beringnac, ex guitarrista da renomada banda francesa Télephone, pintou e bordou com as suas seis cordas. Acompanhado por um baixo e uma bateria, ele protagonizou o momento mias pesado de todo o Station Brésil. Depois da eletrizante performance do power trio, Beringnac chamou Zeca Baleiro, e os dois artistas puxaram duas músicas dos Beatles: Something e A hard day's night.
Sem sombra de dúvida, Zeca Baleiro foi o artista mais esperado da noite. E o maranhense não decepcionou os apaixonados fãs pernambucanos, que fizeram coro na maioria das canções. Ao violão e acompanhado apenas por uma guitarra, Baleiro abriu o show com Telegrama, um de seus maiores sucessos. Ele ainda tocou Ela falou Malandro, Quase nada e Babylon.
No final da apresentação, Baleiro convidou para se juntarem a ele alguns músicos que participaram de outros shows, como Paulo Lepetit, que, além de produtor musical do Station Brésil, tocou baixo com Mariana Aydar e Fernanda Takai. Com a banda completa e na base do improviso, Baleiro cantou Mamãe Oxum e Heavy metal do Senhor. Baleiro se despediu deixando gosto de quero mais no público. Mas, para muitos fãs, os acordes de Zeca não param por aí, já que o artista se apresenta nestas quinta e nesta sexta-feiras no Teatro do Parque. Os shows integram a programação do projeto Seis e Meia.
Uma noite pra ninguém botar defeito! Apesar do som falho e da demora do Zeca (que por sinal acabou muito tarde, as 00:25), tirando tudo isso caraca foi bacana, o Spleen eletrizante demais, Mariana Aydar compriu muito bem seu papel, Lois Beringnac ah cara pra mim o melhor show da noite(em relação as bandas francesas claro) o maluco é rock and roll puro, demais mesmo e sem poder esquecer do Zeca ah deixou um gostinho de quero mais ...
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