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Recife - 17.12.09

Station Brésil

Público vibra com artistas nacionais e é apresentado a músicos franceses

Publicado em 04.11.2009, às 00h55

Priscila Muniz Do JC Online
Siba, Chico César e Naná Vasconcelos tocaram juntos em momento forte da primeira noite do Station Brésil
Siba, Chico César e Naná Vasconcelos tocaram juntos em momento forte da primeira noite do Station Brésil
Foto: Carly Falcão/JC Online

Músicas tão diferentes quanto a brasileira e a francesa se uniram em apresentações cheias de improviso na noite desta terça-feira (3), na Torre Malakoff, Recife Antigo. A primeira noite do Station Brésil fez com que o público de cerca de 500 pessoas pudesse vibrar com artistas conhecidos dos pernambucanos como Siba, Chico César e Naná Vasconcelos e, ao mesmo tempo, conhecer trabalhos de nomes fortes da música francesa, como Mathieu Boogaerst e Thierry Stremler.

Nesta quarta-feira (4), sobem ao palco da Torre Malakoff Mariana Aydar, Spleen, Jeanne Cherhal, Fernanda Takai, Bertignac e Zeca Baleiro. Os convites - gratuitos - serão distribuídos a partir das 17h, no local dos shows.

A ideia do festival é promover o intercâmbio entre os artistas de ambos os países. E, para isso, o produtor musical do Station Brésil, Paulo Lepetit, ficou responsável por escolher as duplas que interagiriam no palco. "Nós ouvimos coisas de um e de outro para tentar encontrar elementos em comum que pudessem gerar parcerias interessantes", disse.

A proposta foi que os artistas brasileiros, como anfitriões, fizessem shows mais curtos, para que as apresentações dos franceses pudessem ser maiores. E, claro, não faltaram os momentos de interação entre eles.

Siba e a Fuloresta abriram o festival, com uma apresentação que, apesar de ter durado pouco mais de 20 minutos, animou muito o público, que dançou e cantou as músicas do trabalho mais recente: o disco Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar, que predominou no setlist. A canção que abriu o show foi Meu time, seguida pela faixa que dá nome ao disco. No meio do repertório, Siba ainda apresentou uma música nova, o frevo A jarra e a aranha.

Depois que terminou o show, Siba voltou ao palco para tocar rabeca com a banda do francês Mathieu Boogaerst. Como afirmou o próprio Siba, nada foi ensaiado; foi tudo de improviso. Depois que Siba deixou o palco, Mathieu, com ajuda de uma tradutora, fez questão de avisar ao público que sua música era bem diferente daquela que o precedeu. "Eu faço uma música bem diferente do Siba", disse, acentuando o nome do artista pernambucano na última vogal. "Vocês não vão poder dançar samba na minha música, mas poderão dançar com certeza", completou.

E os pernambucanos realmente se esforçaram para dançar a música de Mathieu, que puxava para um rock com pegada eletrônica. O momento que mais empolgou o público foi quando o francês começou um reggae, ritmo que marcou seus trabalhos mais antigos. Sem a tradutora, que havia deixado o palco, Mathieu tentava falar com o público, mas não sabia como. Então falava palavras em francês, em inglês e até arriscava alguma coisa em português, mas preferiu falar pouco temendo não ser compreendido.

Quem seguiu Mathieu Boogaerst no palco foi o também francês Thierry Stremler, que trouxe suas baladas influenciadas por artistas como os Beatles. Ao contrário de Mathieu, Thierry decorou algumas frases completas em português e ainda leu em nossa lingua algumas coisas que queria falar sobre sua música. Após sua apresentação, Thierry convidou Chico César para o palco e cantaram juntos.
 
E, mais uma vez, o paraibano mostrou porque é tão querido pelo público pernambucano. Ele abriu o show com Beradêro e pôs a galera para dançar com canções como Armando, Pelado, Marcha da calcinha e marcha da cueca, e Respeitem meus cabelos brancos. Ele ainda cantou Preta pretinha, dos Novos Baianos, e A morte do vaqueiro, de Luiz Gonzaga. Fechando a apresentação com chave de ouro, Chico cantou seu maior sucesso, Mama África, com direito a coro da plateia, e a canção Caminhando e cantando, de Geraldo Vandré.

Após a apresentação de Chico César, muita gente deixou a Torre Malakoff, o que fez com que Naná Vasconcelos dissesse que "ficou com o bagaço da laranja", além de brincar que "santo de casa não faz milagre".

Quem foi embora perdeu a excelente performance do percussionista, que, após tocar berimbau e passear por outros intrumentos de percussão, convidou Chico césar e Siba para se juntarem a ele. Siba, com a rabeca, e Chico César, com um instrumento que mistura berimbau com cítara, acompanharam o percussionista, que foi o grande maestro da parceria. Aos poucos, os demais músicos franceses foram se juntando ao trio no palco, sintetizando toda a idéia por trás do festival Station Brésil: a união de culturas diferentes em torno de algo tão universal como a música.

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De: Giovann- 04/11/2009 13:16

É Tamara concordo com vc sem tirar nem pô. Uma noite de intensa nostalgia ... Uma galera massa de bom astral hj tbm estarei la pode crê

De: Tamara- 04/11/2009 09:02

Uma noite inesquecivel ... que vai ficar pra história! Mathieu Boogaerst muito bom mesmo, Siba foi eletrizante e Chico ah esse foi de arrepiar!!! E hoje concerteza estarei la para prestigiar mais uma noite encantada!

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