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Recife - 25.11.09

Instrumental

Capital recebe a sexta edição do Recife Jazz Festival

Publicado em 04.11.2009, às 23h48

Marcos Toledo Do Jornal do Commercio

Desta quinta-feira até domingo (5 a 8) acontece a sexta edição do Recife Jazz Festival, que confirma este ano sua vocação para um intercâmbio internacional de músicos do gênero, além de ganhar mais um dia, firmar novas parcerias com outros eventos da cidade e ampliar espaços. Este ano, a programação conta ainda com uma exposição de arte naïf.

Este ano, além dos shows na Torre Malakoff, na Praça do Arsenal da Marinha (Bairro do Recife), e dos workshops no Conservatório Pernambucano de Música (CPM), em Santo Amaro, o Recife Jazz ocorre casado com o Pátio Sonoro, programa promovido pela prefeitura todas sexta-feiras, no Pátio de São Pedro, no bairro de São José. A outra parceria ocorre com o projeto Observa e Toca, amanhã, na própria torre. Nesses palcos se apresentam músicos brasileiros e de outros quatro países: Chile, Uruguai, França e Finlândia. O acesso é gratuito aos shows.

Pernambuco é representado pelos grupos Fusão A3 e Cor Jazz, pelo coletivo Aspesax, formado por saxofonistas do Estado, e por uma orquestra de frevo contratada para encerrar a noite de estreia em clima de festa. Há ainda o duo Bahianambuco, formado por guitarristas nordestinos radicados em São Paulo.

Da América do Sul vêm o baterista Nacho Meno – que já dividiu palco e estúdio com Ornette Coleman, Dave Brubeck, Marvin Gaye, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Gilberto Gil e Sivuca – e o premiado saxofonista Paulo Monteiro, ambos chilenos, mais o curioso conjunto uruguaio El Toque do Candombe, que traz em sua formação baixo, bateria, teclado e percussão com três tambores. Este projeto, que divulga as músicas afro-uruguaias e promove fusões baseadas especialmente no ritmo candombe, encerra a programação de amanhã com a participação especial do maestro saxofonista Edson Rodrigues.

No Ano da França no Brasil, o Recife Jazz ganha um reforço de músicos do país europeu. O premiado pianista Pierre Alain Goualch, solista da Orquestra Regional de Jazz de Lorena, toca em dueto com o baterista Rémi Vignolo. Completam a trupe francesa o jovem saxofonista Emile Parisien e o experiente saxofonista e professor Jean-Charles Richard.

Encerra o rol de atrações internacionais o Jaska Lukkakurian Trio, comandado por uma das revelações do jazz finlandês, o baterista que dá nome ao grupo.

“O festival hoje tem a cara que eu queria, com essa associação entre países e associações de classe”, diz o idealizador e organizador do Recife Jazz, o também saxofonista Alex Corezzi, enfatizando a importância da participação de coletivos como o Aspesax. Para o produtor, houve uma busca por um formato que, segundo ele, agora já está mais amarrado e deve se repertir em 2010.

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