Cirque du Soleil durante ensaio técnico, em Olinda
Foto: Renato Spencer/JC Imagem
Apesar de a apresentação do espetáculo Quidam, do Cirque du Soleil, ter início oficial apenas nesta quinta-feira (9) à noite, na tenda montada no Memorial Arcoverde, em Olinda, no Grande Recife, várias pessoas de escolas públicas e ONGs compareceram ao local, nessa quarta à noite, para acompanhar o ensaio técnico da trupe canadense.
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Na verdade, chamar a exibição de hoje de ensaio técnico não faz justiça ao que foi apresentado. A seriedade com que os 52 artistas do grupo encaram o “ensaio” mostra nitidamente que não há ajustes a serem feitos. “Nunca pensei em acompanhar um espetáculo como esses. É uma oportunidade que quero guardar para o resto da vida”, disse o menino Pedro Silva, 7 anos, que foi ao local acompanhado de colegas de escola.
O espetáculo tem o poder de fascinar pessoas de diversas faixas etárias. Os artistas se apresentaram no palco giratório acompanhados por uma banda tocando ao vivo, em dois quadros de uma hora, separados por um intervalo de 30 minutos. Além dos movimentos difíceis de serem vistos em um circo comum, um fator que continua chamando a atenção é a interação com o público.
Apesar de toda a tecnologia e modernidade sob a lona, o Cirque du Soleil mantém velhas tradições circenses, como chamar pessoas da plateia para participar até de números inteiros.
Ainda nessa quarta foi inaugurado, na área externa da tenda, um mural criado por oito jovens artistas da Escola Pernambucana de Circo e do Arraial Intercultural de Circo do Recife, organizações vinculadas à Rede Circo do Mundo. Inspirada no espetáculo Quidam, a obra traduz a magia e o encanto da arte circense, simbolizando o envolvimento que o Cirque du Soleil estabelece com as comunidades que visita em suas turnês.