
Quem for ao Hemisfério Norte tem de estar preparado para enfrentar, além do frio, um maior risco de contrair gripe suína. Embora a doença esteja espalhada pelo mundo, em temperaturas mais baixas há maior chance de contaminação. “Nesse aspecto, é um comportamento semelhante ao de qualquer gripe”, diz o diretor do Instituto Emílio Ribas, David Uip.
A seus pacientes que estão no chamado grupo de risco, ele recomenda evitar a viagem. Isso inclui gestantes, pessoas que tomam remédios que reduzem a ação do sistema imunológico, portadores de doenças crônicas, cardíacos. Para os demais, a dica é repetir os cuidados adotados no Brasil: evitar levar as mãos aos olhos, nariz e boca; não partilhar objetos pessoais; ao espirrar, usar lenço; lavar mãos com frequência e, quando não for possível, usar álcool gel.
Uip conta que a atenção de especialistas está concentrada em como a epidemia vai se comportar no Hemisfério Norte. A razão número um é verificar qual será o desempenho da vacina. “O esperado é uma eficácia de 80%,” diz. Além disso, infectologistas observarão como vão se comportar pacientes que já tiveram a doença. “Como não há registros de alterações do H1N1, teoricamente eles estão imunizados.” O infectologista afirma que não será montado nenhum sistema especial para um eventual aumento de casos de infecções de brasileiros que retornaram de viagens, porque a estrutura atual seria suficiente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado
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