
Uma pesquisa realizada pela organização não governamental (ONG) Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) traçou o perfil sócio-econômico dos profissionais do sexo que atuam nas cidades do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (5) durante o I Encontro Pernambucano dos Profissionais do Sexo, que acontece até esta sexta-feira na capital pernambucana [assista ao vídeo].
Durante a pesquisa, realizada entre julho e dezembro de 2008, 44 profissionais do sexo foram entrevistados, entre travestis, transexuais e homens. Desse universo, 59% eram travestis e 29,55% eram Homens. Mais da metade (57%) têm entre 18 e 24 anos. No que diz respeito à escolaridade, 59% já fizeram curso profissionalizantes, a maioria de cabeleireiro. Menos da metade (38,64%) concluíram o Ensino Médio. É o caso da travesti Cláudia Morena, de 31 anos. Ela diz que, aos 12 anos, foi expulsa da escola pela professora porque frequentava as aulas com roupas femininas. "Ela disse:'eu não quero você aqui porque aqui não é um circo. Aqui homem se veste de homem", lembra. Cláudia afirma que muitas travestis entram no mundo da prostituição por não terem oportunidade no mercado de trabalho convencional.
E foi justamente isso que a pesquisa detectou. No que diz respeito ao motivo que os levou a entrarem no ramo da prostituição, 61% dos entrevistados citaram a falta de oportunidade de emprego como a maior culpada. Foi essa a razão que levou Leo Potência a se tornar garoto de progama. O jovem de 20 anos entrou no universo do sexo pago com apenas 17, depois de perder o emprego que possuía numa farmácia. Leo, que é homossexual, começou a fazer programas através de contatos de amigos que já viviam neste meio. "Eu fiquei muito nervoso nas primeiras vezes, mas acabei me acostumando", revela. Ele adimite que a prostituição não é, para ele, uma questão de sobrevivência. "Não faço por necessidade, mas para ter independência mesmo", afirma o rapaz. Ele mora com os pais, que desconhecem sua atividade de garoto de programa.
Leo afirma que não pretende ficar nessa vida por muito tempo. "Eu quero conseguir um emprego", diz. Deixar a prostituição é o objetivo de 79,55% dos entrevistados na pesquisa, que afirmaram pretender atuar na atividade apenas por tempo passageiro. A pesquisa ainda identificou que o valor médio do programa dos entrevistados é de R$ 36,16%.
No que diz respeito à saúde, 97% dos travestis, transexuais e garotos de programa afirmaram utilizar preservativos durante as relações sexuais com os clientes. 61,36% dizem visitar o serviço de saúde periodicamente. 70% responderam que já fizeram o exame de HIV. Destes, 22,58% realizam o exame pelo menos uma vez ao ano.
A questão da violência também foi contemplada pela pesquisa. 56,82% dos entrevistados disseram já ter sofrido algum tipo de violência. Os tipos de violência mais citados foram agressão verbal (61,36%), seguido por violência física (56,67%) e roubo ou assalto (43,33%). Entre todos os que sofreram algum tipo de violência, apeans 30% procuraram as autoridades competentes; 35% disseram não procurar autoridades por conta da discriminação.
GTP+- A ONG foi criada em 2002 com o objetivo de desenvolver trabalhos de prevenção do vírus da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). A organização criou o projeto Mercadores de ilusões, que aborda os profissioanis do sexo em seus locais de trabalho para informá-los sobre prevenção de DSTs.
Pois é..... e ainda disssem que o "mundo" não tem jeito. É com trabalho que mudamos as pessoas, é com dedicação que fazemos as mudanças necessárias. E tanta ONG séria trabalhando em pro da população e o Governo (municipal, estadual e federal) de braços cruzados. Parabéns ao GTP+ - Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo.
Em quatro anos, a quantidade de habilitações de mulheres para motos em Pernambuco cresceu 87%
| Comp | Vend | |
| Comercial | 1,7480 | 1,7500 |
| Turismo | 1,7100 | 1,8700 |
| Paralelo | 1,8500 | 1,9500 |