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Recife - 17.12.09

Pernambuco // Polícia

Marido da promotora assassinada com tiros na cabeça é um dos mandantes do crime

Publicado em 09.07.2009, às 17h20

Do JC Online ATUALIZADA ÀS 18H06

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Polícia Civil concluíram as investigações sobre o assassinato da promotora de Justiça Maria Aparecida Clemente. Entre os acusados, está o marido da vítima o empresário José Aderval Clemente que teria sido o mandante. O crime contou com a participação de integrantes do extinto grupo de extermínio Thundercats.


A promotora foi encontrada no dia 7 de abril, em 2001, no lixão de Igarassu, Grande Recife, com dois tiros na cabeça. As investigações apontaram que o crime aconteceu por motivos financeiros.

Segundo informações da polícia, o marido da vítima tinha empresas de tecidos no interior do Estado e estava devendo cerca de R$ 1 milhão ao Fisco e também cometia crimes de sonegação fiscal. Para tentar se livrar das dívidas, ele teria tramado o crime, já que com a morte da esposa os bens passariam para os três filhos do casal, menores de idade, que não seriam fiscalizados por débitos.

Antes do fato, a promotora, que era sócia do marido, desfez a sociedade. Com medo de ser alvo de um processo fiscal, ela pediu a separação conjugal. No entanto, caso houvesse o divórcio, os bens da família ficariam a cargo de Maria Aparecida, assim como a guarda dos filhos, e o que fosse penhorado para pagar as dívidas ficaria com o marido.

Os outros denunciados criminalmente foram Luciano Pereira da Silva, conhecido como Lúcio da Bomba, 30 anos, que teria sido o executor, Emilson dos Santos Davi, 33 anos. Os dois eram integrantes dos Thundercats e teriam recebido 10 mil pelo assassinato. O crime ainda contou com a participação de Alberto Carlos da Silva, 36 anos, funcionário de confiança do marido da promotora que serviu de intermediário no crime. Todos serão processados por homicídio duplamente qualificado.

Mais dois homens também são acusados de participar do crime. João Lucélio do Nascimento, que já está preso por causa de outros crimes, e o soldado PM Adaílton de Holanda que morreu em 2003.

A promotora foi abordada pelos homens no estacionamento do supermercado Carrefour, na Torre, por volta das 10h40 do dia 7 de abril de 2001. O grupo rendeu a vítima e a levou para o Lixão de Igarassu. No local, ela foi assassinada com dois tiros na cabeça. Numa tentaiva de forjar o crime de latrocínio, os acusados fizeram saques em caixas eletrônicos utilizando os cartões de Maria Aparecida. O corpo foi encontrado no mesmo dia por moradores da localidade.

 

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