
Policiais que investigam a morte da advogada trabalhista Karina Lígia Cruz Amorim, 41 anos, morta a tiros na manhã dessa quinta-feira (2) no escritório em que trabalhava, no quilômetro 26 da BR-101 Norte, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, encontraram no local do crime um bilhete com ameaças à vítima.
De acordo com a delegada Silvana Lélis, designada para as investigações do caso, o conteúdo do bilhete estaria relacionado a uma das causas em que a advogada trabalhava. A polícia acredita em um crime de execução sob encomenda. A suspeita já havia sido levantada pela delegada Andréa Melo, da Força-Tarefa de Homicídios da Polícia Civil, que registrou o caso.
"De fato foi execução. O autor do delito chegou, perguntou pela advogada e, quando ela saiu, ele entrou e efetuou os dois disparos fatais", afirmou a delegada Andréa Melo. Segundo ela, o suspeito teria ido ao escritório durante a semana e falado com a advogada sobre um antigo processo. "Vamos fazer um levantamento dos possíveis clientes para traçar a linha de investigação principal", disse.
Testemunhas contam que a vítima havia chegado há pouco tempo da Justiça do Trabalho de Igarassu. Ela atendia um cliente quando o assassino chegou. Segundo a delegada Andréa Melo, a polícia tem a descrição exata do suspeito, descrito como moreno, de aproximadamente 1,80 metro, cabelo crespo e marcas de espinha no rosto. Um retrato falado deve ser divulgado ainda hoje.
O corpo da advogada será enterrado às 17h de hoje no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.
Com o caso de Karina Lígia, Pernambuco já registra cinco assassinatos de advogados este ano.
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