
Enquanto no Agreste a poda de árvores é queimada na fogueira junina, no litoral galhos e folhas são transformados em composto orgânico no aterro controlado da Muribeca, localizado em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. A compostagem, desenvolvida pela Prefeitura do Recife desde 2006, é usada como adubo na sementeira, praças e parques públicos da cidade. Também é empregada no paisagismo e na produção de húmus de minhoca do aterro.
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Muribeca conta com 75 leiras, montes de poda ordenados que são revolvidos e umedecidos regularmente para a produção do composto. O número varia e pode chegar a 200 numa só época, dependendo do número de catadores. No momento, há três homens no serviço. “Já tivemos seis e pretendemos ampliar a quantidade atual”, diz a bióloga Socorro Silvério, responsável pelo projeto da compostagem.
Em abril último, entraram no aterro 88.060 quilos de poda e foram produzidos 37.820 quilos de composto. A diferença, conforme Socorro Silvério, tem duas explicações: a pouca quantidade de catadores e o tempo de espera pela maturação das leiras, que oscila de 90 dias a 120 dias. “No período de preparação do composto, continua a chegar poda, que é estocada”, declara. Ano passado, de julho a setembro, a Muribeca recebeu 457.580 quilos de poda e produziu 188.530 quilos de composto.
Parte da produção de 2008 foi destinada ao Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. “O projeto tem quatro aspectos importantes. A poda chega ao aterro como resíduo e sai como adubo para as praças, não gera chorume (líquido resultante da decomposição do lixo) e por isso não exala odor, resulta em economia para o município com a redução da compra de adubo e permite inclusão social”, destaca.
Conceição Souza, técnica agrícola que atua na produção de composto da Muribeca, acrescenta que trabalhadores que não tinham escolaridade aprenderam a ler e escrever depois de entrar no programa. “Eles foram incentivados a se matricular na Educação de Jovens e Adultos (EJA)”, diz Conceição. A poda chega triturada ou inteira para ser moída no aterro. “Temos máquinas que fazem a tritura nas ruas, logo após o corte dos galhos”, informa Socorro.
Segundo ela, antes da compostagem, a poda era enterrada no aterro. “Era um desperdício, porque recebíamos muito material da prefeitura e da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Uma agrônoma do município concebeu o projeto do composto orgânico”, recorda a bióloga. O preparado não é considerado adubo porque não contém matéria orgânica, só a poda.
Até novembro de 2009, 1.693 veículos haviam sido danificados em dias de jogo
| Comp | Vend | |
| Comercial | 1,7480 | 1,7500 |
| Turismo | 1,7100 | 1,8700 |
| Paralelo | 1,8500 | 1,9500 |