
A Capital do Forró quer dar exemplo de respeito ao meio ambiente neste período junino e promete combater a destruição ilegal de madeira. A tradicional fogueira gigante, cuja queima acontece no dia 28, será feita de podas de árvores e na ocasião haverá distribuição de mudas. A fiscalização será feita também pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão está cadastrando comerciantes que vendem madeira para fogueiras e promete aplicar multa a quem descumprir a legislação ambiental. O objetivo é permitir apenas fogueiras ecologicamente corretas neste São João.
A multa para quem for pego comercializando fora das regras de proteção ambiental é de R$ 300 por metro de madeira apreendida. Além disso, o infrator vai responder processo por crime ambiental. “Estamos cadastrando comerciantes que pretendem vender madeira para fogueira, depois começamos a fiscalização. Geralmente o pessoal coloca o produto à venda às vésperas das festas”, acrescenta Marcos Morais.
Este ano o governo municipal não vai realizar o festival de baloeiros, por causa dos danos que podem ser provocados ao meio ambiente. Além disso, no dia da queima da fogueira gigante, no Largo do Convento dos Capuchinhos, os fiéis vão receber mudas de árvores, como forma de compensação ambiental.
“As comunidades ou associações interessadas em madeira de podas devem procurar a diretoria de meio ambiente, porque vamos ceder o produto para as fogueiras”, diz o diretor de meio ambiente da prefeitura, Jorge Quintino. Segundo ele, a madeira é fruto das podas realizadas pela prefeitura durante o ano. Outra parte vem da erradicação de árvores, de casos onde estejam ameaçando imóveis, por exemplo.
Jorge Quintino alerta que a poda de árvores não pode ser feita de forma aleatória. Em espaços públicos, é necessário autorização da prefeitura. Ele lembra que em maio, o Ministério Público convocou cerca de 60 pessoas para prestar esclarecimentos, após denúncias de podas drásticas e sem autorização.
BLITZ - Além do Ibama, a fiscalização é feita pela Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipoma). As blitzes são realizadas principalmente nas rodovias. O objetivo é coibir o transporte de árvores cortadas e comercializadas ilegalmente. “Nossa estrutura não permite ação permanente em Caruaru. Além das rodovias, fiscalizamos serrarias, que podem estar utilizando madeira irregular”, destaca o tenente Bruno Silva Cavalcante.
A Cipoma tem sede em Igarassu, no Grande Recife, e a função de combater crimes ambientais em todo o Estado. A unidade negocia com a Prefeitura de Caruaru a abertura de uma sede na cidade.
O projeto para o transporte público do Recife e a experiência bem sucedida de Curitiba
| Comp | Vend | |
| Comercial | 1,7330 | 1,7350 |
| Turismo | 1,7200 | 1,8200 |
| Paralelo | 1,8200 | 1,9200 |