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Recife - 07.11.09

Pernambuco // Repercussão

Arcebispo considera aborto mais grave que estupro

Publicado em 06.03.2009, às 23h40

Do JC Online Com informações do Jornal do Commercio e de Agências

Para o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, o estupro cometido pelo padrasto da menina de 9 anos que estava grávida de gêmeos não é mais grave que o aborto. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), no lançamento da Campanha da Fraternidade 2009. Dando continuidade às polêmicas a respeito da interrupção da gravidez da garota de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, ele chegou a comparar o procedimento, realizado no Centro de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no Recife, ao Holocausto, massacre de nazistas que matou seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Na quarta-feira (4), dia em que a gravidez foi interrompida, Dom José disse que todos que participaram do aborto e o apoiaram estavam automaticamente excomungados da Igreja Católica, mas declarou que o padrasto da menina, que está preso no Agreste e será indiciado por estupro, não poderia ser punido com a excomunhão.

“Ele cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão. Foi um pecado gravíssimo, mas, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto, eliminar uma vida inocente”, enfatizou.

Como após as declarações da Arquidiocese o caso da menina repercutiu nos principais jornais do mundo, até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou indignação com o discurso do arcebispo, chegando a ser mais contundente que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que defendeu os médicos que fizeram o aborto legal.

“Como cristão e como católico, lamento profundamente que um bispo da Igreja Católica tenha um comportamento conservador como esse. Não é possível que uma menina estuprada por um padrasto tenha esse filho, até porque a menina corria risco de vida”, declarou Lula durante o lançamento do Programa Território de Paz, em Vitória, no Espírito Santo.

Reunidas em Fortaleza, no Ceará, entidades médicas divulgaram moção de apoio à equipe do Cisam e criticaram a interferência da Igreja. “Repudiamos a postura de julgamento religioso dos profissionais pelo representante maior da Igreja Católica em Pernambuco, que lembra os tempos da Inquisição”, diz o documento.

A garota recebeu alta do Cisam na manhã desta sexta-feira (6), quando seguiu com a mãe para um abrigo providenciado pela Secretaria Executiva da Mulher. A irmã mais velha da menina, que é deficiente e também foi violentada, foi trazida do interior para a capital pernambucana nesta sexta.

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De: Juliana Botelho- 17/03/2009 19:54

Concordo com as palavras da Sandra. só complementando, repuguinante é atitude deles ao dizer e fazer tal barbaridade. De fato estão querendo brincar com o dom da vida, que é um dom divino. E por fim, Não sei como o presidente tem a cara de pau de dizer que é católico diante de tal depoimento... me poupe.

De: SANDRA COSTA- 13/03/2009 00:42

Caros leitores, esse ?grito silencioso? enviado Pelo CLEITON muito me emocionou e que, creio eu, também os emocionará. Não se trata de um sensacionalismo barato, tal como esse feito por nossa insensível e ignorante mídia, a cerca do aborto provocado numa criança já vítima de uma brutal violência - o Estupro, mas sim de motivá-los a não nos omitirmos diante de um fato tão absurdo. Ao conversar com uma médica (pediatra) fui informada que o aborto que realizaram na criança foi tão cruel quanto a violência por ela sofrida. Com um agravante: essa violência foi consentia! O corpo dela naturalmente expulsaria as gêmeas, e sim assim não o fosse, é pq ela teria condições de levar essa gravidez adiante. Ela não estava correndo risco de morte como foi divulgado, tanto e estava andando, falando... Se a situação viesse a se complicar... seria outra situação a ser avaliada. Pois o maior bem é a vida, e neste caso, a da mãe seria preservada. A pressa se deu unicamente pelo fato de que, a lei só permite a interrupção da gravidez (nesses casos de estupro) quando a gestação não ultrapassou o quarto mês. todavia, sabemos quem em caso de risco de morte para mãe, tal permissão se dá a qualquer tempo. Fato q nos comprova que não foi uma questão de saúde... Se, por acaso, ao decorrer do tempo, ficasse comprado que o últero infantil da menina já não era capaz de suportar o desenvolvimento de suas filhas, ai sim seria o caso de interrupção, mas nesse momento, talvez já no sexto mês... elas não sobreviveriam com o auxilio de incubadoras... Tanto se falou na criança de nove anos, uma menina... inocente.. e que não foi devidamente protegida nem pelo Estado nem por seus familiares. Mas muito me impressiona o fato de poucos, ou quase ninguém ter falado nas OUTRAS DUAS MENINAS, TÃO INOCENTES QUANTO... E QUE NEM SE QUER TIVERAM A OPORTUNIDADE DE NASCER. Trataram de agredir o Bispo, a Igreja... QUANDO TANTO UM QUANTO A OUTRA ESTAM A DEFENDER A VIDA! Ou um erro justifica-se com outro ainda pior? Crucificaram Dom José por conta de sua declaração: O aborto cometido foi mais grave do que o estupro, e não foi? Matar duas meninas não é pior que estuprar uma? Se tivéssemos que tomar a difícil decisão de escolher se nossa filha sería estuprada ou morta, o q escolheríamos? O estupro com certeza. Posto que os traumas por ele causados poderiam ser curados por Deus e pelo Amor a ela dedicado, mas a morte é irreversível! Estamos vivendo um tempo de crise moral, e esta é a pior violência de todas. A nossa geração: SÓ CABE A MISERICÓRDIA DIVINA! Todavia amigos, temos nas mãos a possibilidade e, sobretudo, a responsabilidade, de formar, educar.. uma geração nova, alicerçadas nos valores cristãos. A todos nós, formadores de opinião que somos, cabe-nos o dever de tratar com muita seriedade sobre esse assunto, não podemos nos omitir. Pois creio, não está longe o plebiscito que tentará legalizar esse crime absurdo e Jesus conta conosco. Ele não pode perder mais uma vez... como perdeu quando não conseguiu impedir que o aborto de duas gêmeas fosse cometido como se fora algo normal... Duas possibilidades de vidas novas, quem sabe santas...

De: Antonio Antunes- 12/03/2009 14:35

Caros Senhores, Embora a novela Caminho das Índias não tenha ensinado muito, as leis da Índia poderiam nos ensinar a acabar com estupradores, sem a necessidade de um bispo vir a público falar besteiras. vejam no site: http://video.google.com/videoplay?docid=4467292588895674826 Lá de forma clara podemos ver que se essa lei fosse implantada no Brasil, não teríamos mais estupradores. Inclusive o bispo poderia opinar sobre esta lei (vale também para padres pedófilos. Atenciosamente Antonio Antunes

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