
Médicos de uma clínica privada de Manágua praticaram hoje um aborto em uma menina nicaraguense de nove anos, que estava na 15ª semana de uma gestação resultante de um estupro na Costa Rica. O aborto foi feito com o consentimento dos pais da menina, segundo uma pessoa próxima aos familiares.
O aborto foi confirmado por Ana Quiroz, diretora da Coordenadoria Civil,uma associação de mais de 300 organizações não-governamentais que assumiu a representação dos pais.
Horas antes, Quiroz tinha informado que a menor viajaria a Cuba este fim de semana com o objetivo de realizar aborto terapêutico, depois de terem sido esgotadas as negociações com o presidente Enrique Bolaños para que a criança recebesse cuidados médicos na Nicarágua.
Não se sabe como autoridades nicaraguenses permitiram que o aborto fosse realizado no país.
O caso foi considerado pouco comum e sem precedentes no país. A menina reside na região costa-riquense de Turrialba, 64 quilômetros ao leste de San José, na Costa Rica, mas sua identidade está sendo protegida pelas autoridades.
A menina pertence a uma família de imigrantes nicaraguenses que vive da colheita de café em Turrialba, uma região agrícola da província de Cartago.
Ela foi estuprada por um jovem agricultor da área e, por isso, os médicos do hospital local avaliaram o caso como "muito delicado" tanto pelo estado físico como emocional da menina.
O psicólogo Joaquín Aguilar, do Patronato Nacional da Infância (Pani), em declarações à imprensa local, qualificou o fato como "atrocidade" porque a menina "não tem idéia do que ocorre, só sabe que está experimentando uma transformação abrupta de seu corpo, o que a traumatiza".
Fonte: France Presse / Folha Online
Uma história em quadrinhos sobre os desafios do trânsito da vida real
| Comp | Vend | |
| Comercial | 1,7480 | 1,7500 |
| Turismo | 1,7100 | 1,8700 |
| Paralelo | 1,8500 | 1,9500 |