
Uma estudante do período noturno do câmpus ABC da Universidade Bandeirantes de São Paulo (Uniban), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foi xingada e acuada por um grupo expressivo de estudantes no prédio onde estuda por causa do comprimento do vestido que usava. O fato ocorreu no dia 22 e ganhou repercussão nesta semana por meio do site YouTube, onde foram publicados vídeos que registraram o episódio.
Segundo as cenas e os depoimentos de estudantes presentes, o tumulto começou quando a estudante subiu por uma rampa até o terceiro andar e os alunos começaram a gritar. Ela se trancou em uma sala após a reação dos colegas e foi escoltada pela polícia para sair da universidade. O nome da estudante não foi divulgado.
A Uniban, em nota, afirmou que instaurou sindicância. “Alunos, professores, seguranças e também a aluna estão sendo ouvidos individualmente”, informou. A universidade “pretende aplicar medidas disciplinares aos causadores do tumulto, conforme o regimento interno”.
O capitão da PM Carlos Cotta informou que a polícia foi chamada porque a estudante estava sendo impedida de sair da sala. “Ela não quis registrar boletim de ocorrência nem ir à delegacia, só queria ser acompanhada até sua casa. A Uniban também não solicitou nenhum tipo de ocorrência.”
Um funcionário da Uniban que não quis ser identificado disse que cerca de 5 mil estudantes estão matriculados no período noturno do câmpus onde ocorreu o incidente e que um número significativo deles rodeou a aluna durante o episódio.
O episódio motivou a criação de fóruns e enquetes no site de relacionamentos Orkut. Entre os comentários, pessoas defenderam que a aluna foi vítima de intolerância e violência.
Cada local tem sua vestimenta adequada, definadas através das épocas... Hoje um vestido que mostra a calcinha não é adequado a um ambiene acadêmico, pode até ser que no futuro seja... Mas esse dia ainda não chegou.
Se os estudantes quisessem, realmente, demonstrar seu repúdio pelos trajes daquela colega, bastaria que todos saíssem das suas salas de aula, se reunissem no pátio, e dissessem que só voltariam às aulas, depois que a colega se retirasse, ou colocasse uma roupa mais decente. No meu entendimento, ela poderia até estar dançando nua no corredor, mas nada, absolutamente nada, justifica a selvageria daquela manifestação. Dizem-se universitários e, no entanto, adotaram uma atitude medieval, do tempo em que se queimavam as pessoas na fogueira.
É uma universidade paga, o tipo de gente que comete esse tipo de discriminação é refugo das escolas que não conseguem entrar numa universidade pública. Mauricinhos e patricinhas é a única coisa que eles conseguem ser.
O projeto para o transporte público do Recife e a experiência bem sucedida de Curitiba
| Comp | Vend | |
| Comercial | 1,7480 | 1,7500 |
| Turismo | 1,7100 | 1,8700 |
| Paralelo | 1,8500 | 1,9500 |