O Náutico perdeu a sua quarta partida para a Portuguesa em São Paulo, em quatro jogos válidos pela Série A. A desta noite, com certeza, foi a mais doída. Com dois tempos distintos, o Timbu, que terminou o primeiro tempo vencedo por 2x0, cedeu a virada no segundo tempo e acabou derrotado por 3x2.
Foi a quarta derrota do time, nas últimas cinco rodadas do Campeonato Brasileiro. O Náutico, que chegou a liderar a competição, caiu da 6ª para a 8ª colocação e pode fechar a 12ª rodada em 10º, caso Internacional e Vasco vençam seus jogos, nesta quinta-feira.
No primeiro tempo, apesar de novamente mostrar dificuldade na armação das jogadas, o Náutico foi melhor. Principalmente porque a Portuguesa tinha dificuldade de penetrar na área alvirrubra (que jogou com os zagueiros Everaldo, Negretti e Vágner). Com isso, a Lusa se limitava a levantar bolas na área, facilitando as defesas de Eduardo.
Já o Náutico apostava nos lançamentos para Felipe. E assim o atacante abriu o placar, aos 11 minutos. Felipe, por sinal, voltou a jogar bem com a camisa alvirrubra. Ele, inclusive, sofreu um pênalti não marcado pelo árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro, ao ser derrubado dentro da área. Porém, a Lusa também teve uma penalidade não marcada quando Negretti empurrou o lateral Ralph.
Aos 31, com certa facilidade, o Náutico ampliou com Gilmar, de cabeça, após bom cruzamento de Everaldo. A Portuguesa lutava contra o nervosismo e a torcida, que pedia a cabeça do técnico Vágner Benazzi. Porém, o Náutico não teve competência para matar o jogo.
No segundo tempo, ao invés de marcar em cima e segurar o resultado, o Náutico fez o inverso. Apático, o time cedeu espaços e levou o primeiro gol logo aos dois minutos, com Edno, em cobrança de falta. Eduardo estava mal colocado.
Tudo bem que o Timbu poderia ter marcado o terceiro com Felipe, que colocou uma bola no travessão de Sérgio, mas o segundo tempo foi da Lusa, que aproveitou o recuo e o desligamento do Náutico.
Os gols da vitória saíram aos 37, com Patrício, que passou fácil por Itaqui, e aos 45, com Jonas, aproveitando bola mal rebatida da defesa.
Uma derrota difícil de engolir.
Por João de Andrade Neto