A cada dia que passa a expectativa para o julgamento do Náutico, no caso do tumulto da partida contra o Botafogo, aumenta ainda mais.
Para mim, o que pesa contra o Náutico é a mídia do sudeste, que teima em fazer comentários negativos sobre a estrutura do clube alvirrubro.
O ex-vice-presidente de planejamento da FPF, Roberto Zaidan, ligou para o Blog do Torcedor para lembrar que nenhum comentarista do Rio de Janeiro fez qualquer crítica negativa aos dirigentes e torcedores do Vasco na partida contra o Sport, válida pela Copa do Brasil.
Zaidan, que esteve com a delegação rubro-negra na partida, fez o seguinte relato:
"Primeiro, tivemos dificuldades em relação aos ingressos da partida. Muitos torcedores nos procuraram para que a gente conseguisse os bilhetes. Foi uma dificuldade grande.
Depois, o trajeto do hotel para o São Januário foi complicada. A saída do hotel estava prevista para às 20h, mas fomos orientados a sair às 19h por causa do trânsito. O ônibus chegou às 19h20. Saímos acompanhados com batedores.
No meio do caminho, os policiais pediram para as cortinas. A rua que dá acesso ao estádio é estreita e estava cheia de ambulantes. A cavalaria da PM, então, passou por cima dos ambulantes, derrubando a todos.
Foi quando começaram a jogar pedra, lata. Quebrou o vidro do ônibus onde estava Carlinhos Bala. Fizeram um corredor polonês para chacoalhar o ônibus.
Quando entramos no estádio, a torcida continuava em cima. Os vestiários estavam trancados para que o Sport não fizesse o aquecimento no gramado. Para completar, havia um cheiro forte de tinta".
O relato de Zaidan mostra que os vascaínos foram hostís com o Sport. Algo que o Náutico não foi com o Botafogo. Pelo contrário, a diretoria alvirrubra cedeu o camarote vip do clube para os botafoguenses.