"Acho que o juiz se equivocou pelo menos em um dos gols, mas o Náutico perdeu a classificação no primeiro jogo, quando não segurou a vitória nos Aflitos."
O atacante Felipe foi tão sincero ao definir a eliminação do Náutico da Copa do Brasil, após a derrota, por 1x0, para o Figueirense, ontem, no estádio Orlando Scarpelli, que resolvi abrir o texto deste post com a sua declaração.
Ontem, o Náutico voltou a mostrar personalidade dentro de campo. Buscou a vitória a todo instante, teve domínio territorial (segundo dados da Rede Globo, o Náutico teve 63% de posse de bola), mas pecou muito nas finalizações.
O Figueirense foi um time que, mesmo jogando dentro de casa, jogou com o regulamento em baixo do braço. Esperou o Náutico se atirar ao ataque para buscar o gol.
E foi assim que o carrasco Victor Simões marcou o único gol da partida. Depois de um lance em que Acosta mandou a bola para as redes, mas de forma irregular (o meia empurrou o seu marcador antes do arremate), o atacante do Figueirense aproveitou cruzamento da esquerda para, de cabeça, mandar a bola no contrapé de Gléguer.
Depois desse lance, o Figueirense não existiu mais e o Náutico foi um time mais voluntarioso. Acosta e Marcel foram os destaques da partida. Poderia ter conseguido a vitória se chutasse mais a gol. Beto, por exemplo, quase não arriscou um chute. Quando assim o fez, praticamente recuava para o goleiro.
Bom, como disse Felipe, o Náutico perdeu a classificação aqui no Recife e não ontem, em Santa Catarina. Mas, pelo menos, a equipe alvirrubra vai estrear no Campeonato Brasileiro com o espírito renovado. Bem diferente daquele Náutico que vimos atuar no Estadual, que não tinha equilíbrio e muito menos "uma cara".