Especulações
POSTADO ÀS 22:04 EM 06 DE DE 2008
O candidato João da Costa (PT) disse ao repórter do JC, Wilfred Gadêlha, que a retirada da candidatura de Cadoca trata-se de "especulação". "Eu só vou tratar disso quando, se for o caso, for fato", disse. Confira o áudio.
"A conversa dele [Cadoca] é com o presidente, não sei o rumo que vai tomar", resumiu. Sobre os resultados da pesquisa JC/Vox Populi, que o coloca na liderança das intenções de votos, com 50%, o candidato disse que não se apega a números.
Perda
POSTADO ÀS 21:43 EM 06 DE DE 2008
O senador Marco Maciel também registrou suas impressões sobre o ex-prefeito Pelópidas Silveira. Confira a nota:
"Pelópidas Silveira foi um grande administrador e um político competente e de reconhecido dicernimento sobre os problemas do Estado e do País. Defendia suas convicções com serenidade e, graças a seu espírito democrático, convivia com todas as tendências políticas de Pernambuco. Deixa, com a sua morte, igualmente um testemunho de descortíneo e probidade".
Perda
POSTADO ÀS 21:40 EM 06 DE DE 2008
O governador Eduardo Campos encaminhou nota oficial sobre a morte do ex-prefeito Pelópidas Silveira. Veja:
"Pelópidas é uma das grandes referências da esquerda de Pernambuco, um homem que esteve à altura do momento e, ao lado de Miguel Arraes, fundou a Frente do Recife, instrumento de convergência que deu grande impulso à luta das forças democráticas e populares, com repercussão até os dias de hoje. Foi o primeiro prefeito eleito do Recife e fez uma gestão inovadora, com marcantes preocupações com as questões da mobilidade e da habitação.
Durante toda a sua bonita trajetória, Pelopidas lutou para unir nosso campo de idéias e projetos, sendo nosso ponto de apoio e de aconselhamento. Foi mais uma vítima do processo autoritário de 1964 por ter sido firme a defesa dos nossos ideais.
Pelópidas é ultimo das grandes lideranças de antes 64 ir embora. Todos estamos muito sentidos com isso".
Reagindo ao caos na saúde
POSTADO ÀS 21:21 EM 06 DE DE 2008
Médicos da emergência do Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, estão trabalhando normalmente por força de uma liminar judicial concedida, ontem (5), pela juíza Sílvia Amorim, na ação civil pública impetrada pelos promotores de Justiça Frederico Oliveira e Odir Flávio.
A liminar atinge 61 médicos ortopedistas, clínicos, pediatras e cirurgiões. Os dois membros do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) estão preocupados com os efeitos no Interior, em função do movimento sindical dos médicos da rede estadual de saúde, que prevê o pedido de exoneração em massa.
Na ação civil pública, os dois promotores pedem a concessão de liminar judicial em dois sentidos: impedir o Governo de exonerar os médicos demissionários até o final da crise; e obrigar os médicos da emergência do HRA a cumprirem seus plantões, até que a situação se normalize.
Frederico Oliveira lembrou que na última quinta-feira, quando a emergência do Hospital fechou as portas, por falta de médico, cerca de duzentos pacientes tiveram que ser removidos para hospitais públicos de Campina Grande, na Paraíba.
“Nós entendemos o direito do médico de se demitir, mas, em contrapartida, entendemos que o Governo não tem como substituir quatrocentos médicos demissionários em curto prazo, sem colocar em risco a vida das pessoas mais pobres. Daí, o que vale mais: o direito ao trabalho ou direito à vida?”, indaga Frederico Oliveira.
Reagindo ao caos na saúde
POSTADO ÀS 20:58 EM 06 DE DE 2008
O juiz de plantão Gilvan Macêdo dos Santos acaba de conceder uma liminar determinando que o governo do Estado encaminhe aos hospitais privados os pacientes quando houver superlotação. O pedido, impetrado pelo Ministério Público Estadual, foi atendido na íntegra e inclui a rede privada como réu.
A expectativa é de que, até terça-feira, aproximadamente 400 profissionais deixem o serviço público na área da saúde no Estado. A partir de amanhã, grande parte dos traumatologistas do Estado completam 30 dias da entrega do pedido de demissão e, assim, devem deixar os postos de trabalho nas grandes emergências.
Leia a liminar completa e veja também a ação impetrada pelo MPPE.
Enquanto isso:
SES pede para pacientes procurarem policlínicas
Esclarecimento
POSTADO ÀS 20:00 EM 06 DE DE 2008
Após notícia publicada no Blog de que o Simepe queria salários de até R$ 127 mil por mês, o secretário-geral da instituição, Mário Jorge Lôbo, esclareceu que as informações da tabela salarial do site são fictícias.
"O objetivo da tabela é que as pessoas tenham conhecimento do impacto de uma alteração no salário base. É uma tabela interativa, um local de simulação de percentuais, qualquer pessoa pode utilizar, de qualquer profissão que seja. Por isso os valores estratosféricos", explicou.
A tabela, segundo contou, está no ar há vários meses. "Disponibilizamos esse serviço muito antes de iniciar as negociações salariais".
O secretário-geral disse também que "evitando criar dissabores, a tabela teve os valores corrigidos". A partir de hoje, quem consultar o site vai encontrar os valores almejados pela categoria.
Em Suape
POSTADO ÀS 19:17 EM 06 DE DE 2008
Só ele é assim
A confirmação veio do o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho. Ele afirmou que em 15 dias a Campari deverá fazer o lançamento da pedra fundamental em Pernambuco.
A idéia, segundo o secretário, é dobrar a produção de Jaboatão dos Guararapes e concentrar toda a produção do Brasil em Suape. Hoje, a marca tem apenas um engarrafamento em Jaboatão. Vai passar a produzir no Estado, no pólo de bebidas de Suape.
Foram investidos R$ 50 milhões, sem incluir capital, e o empreendimento deve gerar 150 empregos.
O secretário informou que não deve demorar muito para fábrica tomar forma. "Será construída com a máxima pressa, porque o mercado brasileiro e internacional está aquecido", disse.
Sobre a possibilidade de exportar, Bezerra Coelho, afirmou que ainda não está pensando em desativar a produção nas áreas.
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Futebol e desenvolvimento
POSTADO ÀS 18:51 EM 06 DE DE 2008
"Que coisa engraçada, nunca pararam meu pai para perguntar sobre a refinaria e o estaleiro, depois que ele anunciou que pode ser presidente do Santa, ele é parado em todo lugar". A frase foi dita por Fernando Bezerra Coelho Filho, em conversa com Jamildo durante a inauguração da Impsa.
O pai dele, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, é candidato de consenso à presidência do Santa Cruz para o biênio 2009/10. A Jamildo, Bezerra Coelho disse que só vai ter uma posição quando conversar com o governador Eduardo Campos, que pode viabilizar sua entrada na disputa.
Ele falou também que tem experiência na área. Já comandou o clube Caiano, em Petrolina, formado por funcionários da indústria Coelho.
O Conselho Deliberativo do Santa Cruz aprovou a antecipação das eleições presidenciais para o biênio 2009/10 de 12 de dezembro para 30 de setembro. Porém, a Assembléia vai ter que referendar a decisão do Conselho de ter antecipado o pleito e de ter reduzido os prazos de publicação dos três editais de convocação.
Os editais de convocação serão publicados nos dias 6, 11 e 17 de setembro. Com isso, o prazo limite para inscrição das chapas é dia 22.
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Inauguração da Impsa
POSTADO ÀS 18:45 EM 06 DE DE 2008
Por Renato Lima / Especial para o Blog
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, se atrasou um pouco na chegada à inauguração da fábrica de aerogeradores em Suape. Ela deu uma passada no hotel Atlante Plaza para retocar a maquiagem, informaram na fábrica.
Após rápida inspeção em produtos da empresa, Cristina disse que estava feliz em visitar Pernambuco, onde nunca esteve. Tanto por se tratar de um investimento argentino quanto por aqui ser o Estado em que nasceu o presidente Lula.
A Impsa surgiu em 1907 em Mendoza, estado do vice-presidente argentino, Julio Cobos. Cristina e Cobos mal se falam atualmente, depois do vice ter frustrado, com voto de minerva, o aumento de impostos para o setor agrícola.
Quem discursa no momento é o governador Eduardo Campos. Ele destacou a integração regional na América Latina, citando como exemplo a refinaria de petróleo com a Petrobras e PDVSA.
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Oficial
POSTADO ÀS 18:14 EM 06 DE DE 2008
Pronta para operar
Kirchner em Suape. Detalhe para o editor multimídia ao fundo
A inauguração oficial da Impsa aconteceu há pouco, em Suape, com direito a hino nacional do Brasil e da Argentina. Mesmo com uma bandinha figurando no local, o som partiu de um aparelho eletrônico. É que a bandinha foi contratada para tocar apenas frevo.
A presidente Cristina Kirchner cometeu uma pequena gafe na cerimônia. Ela perguntou ao governador Eduardo Campos, se o presidente brasileiro seria ipojucano. "Foi aqui que nasceu Lula?", questionou. O presidente, na realidade, nasceu no município de Garanhuns.
Kirchner veste um tailleur rosa escuro, e faz uso de um leque.
Adeus
POSTADO ÀS 17:59 EM 06 DE DE 2008
O corpo do ex-prefeito do Recife e ex-vice governador de Pernambuco Pelópidas Silveira foi sepultado às 16h no cemitério Morada da Paz, em Paulista. O sepultamento foi acompanhado por três prefeituráveis: Raul Henry (PMDB), Carlos Eduardo Cadoca (PSC) e Edílson Silva (PSOL). Antes, haviam passado no velório os candidatos João da Costa (PT) e Mendonça Filho (DEM).
Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São José desde 15 de agosto, Pelópidas faleceu nesta madrugada, de falência múltipla dos órgãos, após se submeter a duas cirurgias para corrigir problemas intestinais. Formado em engenharia, Pelópidas foi prefeito dos Recife por três vezes e vice-governador do Estado, na chapa encabeçada por Cid Sampaio.
Além dos prefeituráveis, comparecem também ao enterro o governador Eduardo Campos (PSB), o prefeito João Paulo (PT), o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), vários deputados federais e estaduais, vereadores.
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Política perde Pelópidas Silveira
Nota exclusiva
POSTADO ÀS 17:22 EM 06 DE DE 2008
O Blog divulga em primeira mão a resposta do sindicato dos médicos (Simepe) ao comentário do procurador-geral do MPPE, Paulo Varejão. Ontem, ele disse que médicos fizeram ele e o MP de palhaços e prometeu processos. Confira a nota:
Resposta ao comentário do Procurador Geral da Justiça, Paulo Varejão.
O Procurador chefe do Ministério Público de Pernambuco declarou que o Sindicato dos Médicos e os médicos pernambucanos queriam fazer os promotores de "palhaços". Antes de qualquer coisa, queremos repudiar o termo pejorativo para a profissão de palhaço. Palhaço é um personagem de circo que existe para alegrar as pessoas, especialmente as crianças. O palhaço não é subserviente a ninguém senão à alegria de todos.
Entristece-nos ver o Procurador-Chefe tentar responsabilizar os médicos pelo caos na Saúde. Ao mesmo tempo em que não se tem notícia da atuação dele para corrigir essa calamidade antes que o movimento demissionário, e não greve, tivesse se iniciado.
Entristece-nos ver como o Procurador Chefe e o próprio Governo de Pernambuco conduziram as negociações. Não é ético, confundir a população ao se fazer crer que o aumento anunciado é para esse ano quando na realidade é escalonado em pequenas parcelas ao longo dos anos de 2008, 2009 e 2010.
Entristece-nos não perceber nenhuma manifestação do senhor Procurador no que se refere ao pagamento de valores diferentes entre as especialidades como é feito para os neurocirurgiões. A verdade é que é muito fácil falar quando se vive uma realidade completamente diferente, visto que, não existem pagamentos diferenciados entre os promotores e que estes recebem dez vezes mais que os médicos.
Entristece-nos a tentativa de responsabilizar a classe médica pelas mortes, no cenário em que já foram convocados médicos militares para prestar esta assistência e quando se há decisão judicial para que se proceda com o internamento da população no serviço privado.
Entristece-nos a sociedade em geral ver o Governo Federal e Estadual com interesse na crise para legitimar sua desresponsablização com a sáude e a consequente privatização dos serviços públicos através das FUNDAÇÕES DE DIREITO PRIVADO.
Os médicos não têm parentes sócios de companhias telefônicas. Os médicos não têm histórico de carteira de trabalho vazia. Os médicos não temerão as ameaças porque trazem em si a bravura do povo Pernambucano de não se render àqueles poderosos ébrios da vaidade e insensíveis à capacidade de negociação pacífica.
A população sabe que é impossível haver aceitação de salários diferenciados entre médicos. A sociedade sabe que os cinco mil reais, pedidos pelos médicos, é apenas um quarto do que ganha um procurador ou promotor.
Precisamos da independência e da alegria dos palhaços para resolvermos a questão e não da parcialidade e preconceito de alguns que se propõem a intermediar às negociações.
Se houvesse imparcialidade, já haveria, por parte do Ministério Público, ação de responsabilidade pela forma de pagamento irregular pelo Governo aos neurocirurgiões e alguma ação civil pública pelo caos da saúde já teria sido efetivada ao longo dos últimos 18 meses, além de ação judicial que responsabilizasse os governantes pelos homicídios decorrentes da inércia e da omissão destes.
DIRETORIA DO SIMEPE
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Impsa Wind
POSTADO ÀS 16:43 EM 06 DE DE 2008
Durante coletiva de imprensa que acontece nesta tarde, no Porto de Suape, o diretor-geral da Impsa Wind, Emilio Fader, informou que a fábrica do grupo argentino tem grande interesse em exportar os geradores de energia eólica.
A prioridade é atender a demanda nacional, no entanto, há forte possibilidade de abrir para o mercado internacional.
A fábrica já tem produção vendida para os próximos dois anos, em parques eólicos do Ceará e Santa Catarina. O grupo argentino opera em Pernambuco há 15 anos, com a fábrica TCA, localizada no Recife. Por isso, a escolha de implantar a fábrica de geradores em Suape.
A TCA é fornecedora de chicotes para a indústria automobilística e vai manter integração direta com a Impsa, que vai produzir bobinas de cobre para a empresa da capital.
Emilio Fader não detalhou os incentivos na área terraplanada em Suape, mas afirmou que foram gastos R$ 1,5 milhão no terreno. Para a construção da fábrica, que custou R$ 145 milhões, o BNDES financiou R$ 38 milhões. A Impsa vai ter redução de ICMS em 75%.
Segundo a direção-geral da Impsa, 98% dos empregados são pernambucanos. Em uma nova fase da empresa, 1600 pessoas poderão ser empregadas.
energia eólica
POSTADO ÀS 16:31 EM 06 DE DE 2008
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, está neste momento no Porto de Suape, na solenidade de inauguração da primeira fábrica de geradores de energia eólica do Nordeste, a Impsa Wind. Construída em tempo recorde – oito meses de obra - ao custo de R$ 145 milhões – a primeira unidade da Impsa no Brasil ocupa uma área de 27 hectares em Suape, gerando 300 empregos diretos.
Terá capacidade de fabricar 300 aerogeradores de 1,5 MW por ano (450 MW), além de turbinas e geradores para centrais hidroelétricas de grande porte, a partir de 2010.
No primeiro ano serão fabricadas 66 unidades aerogeradoras de 1,5 MW (megawats), que atenderão três parques eólicos no Ceará. Os projetos são Praia do Morgado (28,8 MW), Praias de Parajuru (28,8 MW) e Volta do Rio (42 MW) que estão incluídos no âmbito do PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica.
Os próximos 145 geradores fabricados serão instalados em dez parques eólicos localizados em Santa Catarina durante o ano de 2009.
A Impsa está presente em 30 países nos cinco continentes, possui mais de 5.400 funcionários espalhados pelo mundo. É o 2º maior desenvolvedor de parques eólicos no Brasil, onde está presente há mais de 25 anos, com escritórios em São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso e Santa Catarina.
Perda
POSTADO ÀS 15:25 EM 06 DE DE 2008
O deputado Armando Monteiro também se pronunciou sobre o falecimento do ex-prefeito Pelópidas Silveira. Veja a nota:
Pernambuco perde uma de suas mais honradas e ilustres figuras públicas. A vida de Pelópidas Silveira foi um exemplo de simplicidade, generosidade e espírito público.
A sua memória e a indelével lembrança de seus atos e posturas devem representar referência e inspiração permanentes. Estamos todos de luto.
Rumo ao voto
POSTADO ÀS 12:23 EM 06 DE DE 2008
O resultado da terceira pesquisa do Instituto Datafolha com intenções de voto à prefeitura do Recife, contratada pela TV Globo e pelo Jornal Folha de São Paulo, foi divulgado neste sábado (6). Foram ouvidas 815 eleitores na capital pernambucana entre os dias 4 e 5 de setembro.
Além do resultado para o primeiro turno, o Datafolha comparou o resultado com as pesquisas anteriores e também fez uma simulação para o segundo turno.
Para o primeiro turno, a candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), João da Costa, aparece em primeiro lugar, com 45% das intenções de voto. Mendonça Filho, do Democratas (DEM), aparece em segundo, com 22%.
Em seguida, aparece o candidato Cadoca, do Partido Social Cristão (PSC), com 10%. Raul, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), tem 9% das intenções de voto.
Os candidatos do Partido Socialismo e Liberdade (P-SOL), Edílson Silva, e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Kátia Telles, aparecem com 1% das intenções de voto. O candidato Roberto Numeriano, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), não atingiu um por cento de citações.
Os entrevistados que disseram que votariam em branco ou nulo somam 7%. Outros 5% não souberam informar. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TER) com o número 046/2008.
EVOLUÇÃO
A pesquisa mostrou como ficou a intenção de votos de todos os candidatos, em comparação com as pesquisas anteriores, realizadas nos dias 24 de julho e 22 de agosto.
Na primeira pesquisa Datafolha, João da Costa (PT) tinha 22%, foi a 37 na segunda pesquisa e agora está com 45% das intenções de voto. Mendonça Filho (DEM) tinha 30%, ficou com 26 em agosto e agora está com 22%.
Cadoca (PSC), que tinha 22% na primeira pesquisa, ficou com 13, em agosto, e agora tem 10%. O candidato Raul (PMDB) tinha 7% em julho, pontuou, em agosto, 5% e aparece com 9 nesta última pesquisa.
Edílson Silva (P-SOL) e Kátia Telles (PSTU) tinham 1% na primeira pesquisa, permaneceram com a mesma pontuação na segunda e continuam com 1% agora. Roberto Numeriano (PCB), que também apareceu nas pesquisas com 1%, não pontuou desta vez.
SEGUNDO TURNO
Na simulação para o segundo turno, caso este seja disputado entre Mendonça e João da Costa, este último teria 54% das intenções de voto contra 37% de Mendonça. Brancos e nulos somariam 7% e os entrevistados que não souberam opinar somam 3%.
Se o segundo turno for disputado entre os candidatos Mendonça Filho e Cadoca, Mendonça Filho teria 55% e Cadoca ficaria com 30%. Brancos e nulos chegariam a 12% e 3% não souberam opinar.
Mas se o segundo turno fosse disputado entre os candidatos João da Costa e Cadoca, João da Costa teria 64% e Cadoca, 25. Os votos brancos e nulos seriam 9%. Dois por cento dos candidatos não saberiam opinar.
Com informações do site PE 360 Graus
Perda
POSTADO ÀS 12:18 EM 06 DE DE 2008
Veja a declaração do candidato João da Costa, em nome da Frente do Recife, a respeito do falecimento do ex-prefeito Pelópidas Silveira.
Nota
"Para gente é um profundo pesar o falecimento de Pelópidas Silveira. Ele foi o primeiro prefeito do Recife eleito pelo voto direto. Criou políticas de participação popular, em uma gestão democrática. Cuidou da cidade e cuidou das pessoas. Foi um marco, uma referência para nós. Depois de muito tempo, queremos dar continuidade ao seu projeto de uma cidade mais humana e solidária. Ele deixa um exemplo para todo cidadão que quer construir uma cidade mais justa e entra para História com grande pesar. E nós quisemos, eu e Milton Coelho, com o nome de nossa coligação, fazer uma homenagem. Vemos seu falecimento com muita tristeza", declarou o candidato João da Costa, em nome da coligação da Frente do Recife.
Lindu era pinto
POSTADO ÀS 12:12 EM 06 DE DE 2008
Do site Café Colombo
Os intelectuais (prós e contra) falam sobre o busto de Bandeira
Há 50 anos, no Recife, não se falava de outra coisa. Exatamente neste domingo, a discussão intelectual da cidade era sobre a homenagem que se prestaria ao poeta Manuel Bandeira. Por iniciativa do jornalista Mário Melo, o que seria uma homenagem virou uma guerra (ver o outro post - Mário Melo contra homenagem a Manuel Bandeira). Nesta matéria do Jornal do Commercio, intelectuais, artistas e o então prefeito, Pelópidas Silveira, se posicionam sobre o tema. Além de Pelópidas, falam Ariano Suassuna, Paulo Cavalcanti, Audálio Alves, Paulo Fernando Craveiro, Aloísio Magalhães, Carlos Moreira e Aldemar Conrado.
Os intelectuais (prós e contra) falam sobre o busto de Bandeira
Continua em crescendo o rumoroso “affaire” criado sobre a homenagem que se quer prestar ao poeta pernambucano – Prefeitura, até agora, omissa sobre a questão – Intelectuais e artistas dão o seu depoimento – Notas de J. Gonçalves de Olivenra
Continua assunto dominante em todas as esferas da opinião pública o “affaire” recentemente criado sobre a homenagem que se pretende prestar ao poeta Manuel Bandeira. Nos bares, nos cafés e até mesmo nos ônibus, se comenta o fato e sobre o mesmo há depoimentos os mais vários.
A polêmica alimentada pelos jornalistas Nilo Pereira e Mário Melo a propósito de se deve ou não ser colocado em praça pública o busto do autor de “Libertinagem” e de tantos outros livros de poemas que fizeram do vate pernambucano um nome dos mais representativos da moderna poesia brasileira, tem também despertado para o fato as atenções de nossos escritores e artistas.
Não é que o poeta em si não mereça as honras e as homenagens do povo “mui nobre e leal” deste burgo – afirmam alguns – mas, trata-se de, no meio do entusiasmo dessas manifestações, saber se, realmente, a colocação em uma das nossas praças do busto fere o artigo 191 da Constituição do Estado. E é sobre esse ponto que não houve ainda a devida interpretação dos nossos constitucionalistas. Se os partidários da homenagem conseguirem superar esta questão é bem provável que o busto seja, em breve, uma realidade.
Não sabemos se devido o caso que se criou ou pela impossibilidade do financiador do mesmo, o industrial Odilon Ribeiro Coutinho, vir a esta capital, o fato é que o busto, esperado desde terça-feira última, ainda não chegou e se chegou se encontra como aquela Conceição do samba popular: “ninguém sabe, ninguém viu”.
FALA O PREFEITO
O prefeito Pelópidas Silveira distribuiu com os jornalistas credenciados no Serviço de Imprensa, a nota abaixo onde expõe o ponto de vista da Prefeitura:
“A Prefeitura tem sido frequentemente mencionada em artigos de Nilo Pereira e Mário Mello sobre o busto de Manuel Bandeira.
Cabe, assim, o meu pronunciamento, como responsável pelo governo da cidade.
Em primeiro lugar devo dizer que considero de todo justo que o Recife procure homenagear o grande poeta que é uma glória nacional e, em especial, uma glória de Pernambuco.
Resta saber se essa homenagem deve e pode ser feita através da colocação do seu busto num logradouro público.
Afirma-se que a Prefeitura vem se omitindo e que não ‘não cumpriu a lei’.
Não há lei nenhuma a cumprir.
A Prefeitura, autônoma, não pode ser obrigada por lei estadual.
Até agora nenhuma solicitação recebi no sentido de determinar local para o busto. Está claro que ninguém poderia, sem audiência do governo municipal, colocar um busto na rua da União ou numa praça.
Quando esse pedido for feito, ouvirei o órgão técnico da Prefeitura sobre os diferentes aspectos da homenagem que se pretende prestar ao poeta Manuel Bandeira, especialmente a questão da constitucionalidade.
Pessoalmente, considero perigoso o precedente que se abrirá.
Como impedir depois homenagens idênticas a grandes vultos das letras das letras, das ciências ou da política?
Por que não prestar a mesma homenagem a Gilberto Freyre, a Joaquim Cardoso, a Luiz Freire ou a Márrio Shenberg, que tanto têm honrado também o nome de Pernambuco?
Enfim, farei estudar o assunto em todos os seus pormenores.
Uma solução seria, talvez, a colocação do busto, não em praça pública, para evitar o precedente, mas numa área de entidade particular, como, por exemplo, no terreno do Instituto de Educação no Parque Treze de Maio.
O Instituto de Educação não terá muros, de modo que o busto ficará à vista do público.
De mim, devo afirmar que participarei, como recifense e como Chefe do Executivo, de qualquer preito que, dentro da Constituição e da lei, sem criar precedentes que venham trazer problemas futuros, seja prestado ao extraordinário poeta pernambucano.”
Memória
POSTADO ÀS 12:00 EM 06 DE DE 2008
Por Lêda Rivas
No blog de Ana Camelo
“Estou com saudades. Vamos tomar um vinho, qualquer dia desses”. Com estas palavras gentis – tão ao estilo do seu cavalheirismo – Pelópidas Silveira se despediu de mim, após a última e longa conversa que tivemos, por telefone, faz poucos meses. Inquieta com algumas dúvidas sobre as posições partidárias de Rodolfo Aureliano da Silva, primeiro juiz de Menores do Recife, cuja biografia eu estava concluindo, recorri ao meu velho amigo, como sempre fazia, quando me assaltavam dúvidas sobre a história política recente da província.
De Aureliano, dizia-se que tinha sido integralista e que chegara a pertencer ao Partido de Representação Popular (PRP). Pelópidas, na solicitude costumeira, estendeu-se em esclarecimentos e revelações sobre o magistrado, de quem fora amigo e cuja casa, na Avenida Conde da Boa, freqüentava, à época do alargamento daquela via. “Ele era um católico praticante, mas não um radical a ponto de se envolver com o integralismo”, garantiu-me o ex-prefeito, para quem o juiz era um homem “acima das politicagens”, “que respeitava os contrários”. E do meu biografado nossa conversa derivou para lembranças que nos eram tão caras, sobretudo, as de companheiros que a “indesejada das gentes” – parafraseando Bandeira – nos levara.
Aprendi a admirar Pelópidas Silveira pelo administrador que fora e pelo político coerente que era. Fiel aos seus princípios e aos seus amigos. Vertical, inteiro. Era assim que a ele se referia o meu pai, um “mais do que espanhol, galego”, simpatizante declarado do franquismo, que não se envergonhava de expressar o seu entusiasmo pelo prefeito popular. “Aquele homem que cuidava da cidade, vestindo um macacão”, como elogiava dona Lóla, minha mãe, que nem morria de amores pelos socialistas. Foi de posições contrárias que comecei a enxergar Pelópidas.
O Diario de Pernambuco deu-me a oportunidade de conhecer o grande homem de perto e confirmar tudo aquilo que ouvira em casa. Recolhido a uma minúscula sala no terceiro andar do prédio da Pracinha, Pelópidas vivia cercado de plantas e cálculos. Fui encontrá-lo ali, levada pelo jornalista Antônio Camelo, diretor do DP, em meados dos anos 80, para trocarmos idéias sobre as instalações que caberiam ao Departamento de Pesquisa e ao Viver, na reforma interna que estava sofrendo o edifício. Para desespero de Camelo, estabeleceu-se, de imediato, uma cumplicidade entre nós. Diferente do que planejara o chefe, o engenheiro atendeu a todas as minhas reivindicações, ganhando, a Pesquisa e o Viver, a ampla dependência, da qual, realmente, precisavam.
O fim das obras não interrompeu nossos contatos. Vez por outra, nós nos encontrávamos na salinha dele ou no gabinete de Camelo, para conversas amenas. Não raro, derivávamos para a política, e era divertido observar o duelo travado entre o diretor conservador e o ex-prefeito idealista. Não coincidiam em nada. Só na admiração e no respeito mútuos. “Este homem é um bravo”, dizia Antônio Camelo, reverente.
Pelópidas tornou-se presente em muitos momentos marcantes da minha vida. Quando fui afastada da Editoria do Viver, ele fez questão de participar, ao lado de sua meiga e dedicada Marilu, do almoço de solidariedade que artistas e intelectuais me prestaram, fazendo, na ocasião, um tocante depoimento, que me levou às lágrimas. Seu testemunho sobre o meu trabalho foi tão gratificante quanto o discurso proferido, na oportunidade, pelo mestre Manuel Correia de Andrade.
Anos depois, seria a minha vez de lhe prestar solidariedade, ao vê-lo dispensado pelo mesmo Diario, que ele tanto amava. Doeu-lhe, profundamente, o gesto frio dos novos administradores do jornal, “ignorando”, lastimava ele, “tanto tempo de empenho e dedicação”. Homem moldado na política, era estranho que não tivesse se acostumado às ingratidões humanas. Sobre esse pouco edificante tema também falamos, no nosso último telefonema. De quanto, ambos, estávamos desiludidos com os rumos que queriam dar ao País, certos gestores.
Nesta manhã de sábado, quando me chega a notícia da morte do meu amigo, não posso evitar o lugar-comum da expressão “irreparável perda”. Em momento de indigência ética, o desaparecimento de Pelópidas Silveira alarga o já imenso deserto político que atravessamos.