O diretor executivo da Companhia Siderúrgica Nacional, Enéas Diniz Garcia, disse nesta quinta (26), no Palácio do Campo das Princesas, que a unidade da CSN a ser implantada em Suape será uma das siderúrgicas mais competitivas do mundo.
“A gente vem estudando várias regiões do País para instalar a siderúrgica. O que contou muito para a CSN foi a estrutura fundamental e estratégica do Porto de Suape", explicou.
A Usina Siderúrgica de Pernambuco (USP) está orçada em US$ 6 bilhões, superando o valor aplicado na construção da Refinaria Abreu e Lima – US$ 4,5 bilhões – tornando-se o maior investimento da história do Estado.
Será construída em três módulos, chegando a sua plena capacidade dentro de seis anos, para processar 3,5 milhões de toneladas de minério de ferro/ano .
A produção será voltada para o mercado interno e a Ferrovia Transnordestina deverá ser o seu principal canal de escoamento. A planta também conta com um porto privativo para recebimento e envio de matéria-prima.
Segundo o governo do Estado, a planta vai gerar 5.600 empregos diretos e outros 15 mil indiretos.
O governador Eduardo Campos destacou o empenho do secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, e do senador Sérgio Guerra, nas negociações.
Nesta quinta, Eduardo assinou o projeto de lei que prevê a concessão de incentivos fiscais na ordem de 95% para empresas dos ramos da siderurgia e automotiva que desejarem se instalar no Porto de Suape.
“Essa decisão da CSN representa o início da consolidação de um conjunto siderúrgico no Porto de Suape, que dialoga de maneira direta com o estaleiro de navios, com todo um conjunto de empreendimentos de linha branca (eletrodomésticos) e com a nossa luta e o nosso trabalho para fazer também um pólo automotivo em Suape”, Eduardo.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou nesta quinta (26) a instalação de uma siderúrgica no Pólo Industrial e Portuário de Suape, no município de Ipojuca, em Pernambuco. A previsão é de produção, dentro de seis anos, de 3,5 milhões de toneladas anuais de aços especiais de alto valor agregado, num investimento total de US$ 6 bilhões, para atender a todos os segmentos da indústria - de linha branca a naval e automobilística. Hoje, esta produção equivaleria a 10% da produção nacional de aço.
De acordo com o diretor executivo de produção da CSN, Enéas Garcia Diniz, o início da construção da siderúrgica, em uma área de 337 hectares nas ilhas de Cocaia e Tatuoca, deve acontecer no primeiro semestre de 2009. A previsão é que ela comece a operar 30 meses depois, produzindo 500 mil toneladas de vergalhão e fio máquina. Nesta primeira fase o investimento será de US$ 1,3 bilhão. Depois serão agregados mais US$ 4,7 bilhões em duas etapas.
"É o maior empreendimento da história de Pernambuco", comemorou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho. Segundo ele, todos os grandes projetos em andamento em Pernambuco - refinaria Abreu e Lima, estaleiro Atlântico Sul e duas plantas petroquímicas (POY e PTA) -, juntos totalizam o investimento final da siderúrgica.
A planta ainda depende de licença ambiental. A CSN possui hoje uma única siderúrgica, em Volta Redonda, no Rio. Além da de Pernambuco, uma outra siderúrgica será implantada em Congonhas, em Minas Gerais
O secretário Sílvio Costa Filho (PMN) promoveu um momento desconfortável durante a assinatura do protocolo de intenções para a construção de uma escola de hotelaria do grupo Teixeira Duarte (TD Hotels), em Ipojuca, namanhã desta quinta (26).
Os portugueses do TD Hotels vão instalar um complexo de até R$ 620 milhões em Porto de Galinhas, em uma área licitada pelo governo anterior. Mas, no ano passado, o ex-secretário de Turismo, José Chaves, revelou o que, segundo ele, era um lóbi de empresários contra o projeto, que vai gerar 3.500 empregos. Várias entidades locais posicionaram-se contra a entrada dos portugueses. Hoje, em Ipojuca, Sílvio Costa resgatou o assunto.
Conforme revelado na edição do dia 30 de março do ano passado, pelo Jornal do Commercio, o lóbi dos empresários locais foi motivado pelo temor dos empresários locais diante do projeto para a instalação de dois hotéis - entre outros equipamentos previstos no projeto dos portugueses, como shopping center, centro de convenções - que somariam no mínimo 1.000 apartamentos, podendo chegar a 1.200.
"Estão de parabéns todas as entidades do município que, de forma democrática, entenderam a necessidade do empreendimento. Não tem nenhum tipo de concorrência (desleal). Pelo contrário, é uma concorrência muito saudável", declarou Sílvio Costa. O comentário foi curto, mas provocou várias trocas de olhares entre os presentes.
Se há quem se preocupe em comparar a gestão do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PTB), e do prefeito de Ipojuca, Pedro Serafim (PDT), gestores dos dois municípios entre os quais se distribui a área da menina-dos-olhos de Pernambuco, o Complexo Industrial Portuário de Suape, Serafim não está nem aí. Nesta manhã, em evento no Cefet de Ipojuca, o prefeito, candidato à reeleição, comparou-se a Lula. Mas não o seu vizinho: foi ao presidente, mesmo.
Depois de elogiar a equipe, durante cerimônia de assinatura do protocolo de intenções para a implantação de uma escola de hotelaria no município, Pedro Serafim elogiou servidores, falou de seu "plano de chegar ao poder" que data, segundo diz, de 25 anos atrás, e garantiu ter apoio amplo e irrestrito da população. "A gente tem satisfação de 80% da população do município. A nossa aprovação é maior do que a do presidente Lula". Serafim disse que encara o índice com modéstia e satisfação.
Para o presidente, o etanol brasileiro não precisa, necessariamente, substituir a produção americana
Independentemente de quem vença a eleição presidencial nos Estados Unidos, haverá uso do etanol brasileiro naquele país. A avaliação foi feita esta tarde pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, à TV Bloomberg. “Qualquer um que ganhe as eleições lá se dará conta: (o etanol) é mais barato, gera mais emprego, garante mais paz, não cria conflito com a produção de alimentos”, enumerou.
Para Lula, o posicionamento dos candidatos democrata, Barack Obama, que é contra a compra do produto brasileiro, e do republicano, John McCain, que está a favor, é apenas uma questão de estratégia eleitoral. “Cada um, neste momento, faz discurso para seus eleitores. Quando tomam posse e assumem, começam a trabalhar em função da realidade”, argumentou.
Lula acrescentou, no entanto, que o etanol brasileiro, produzido por meio da cana-de-açúcar, não precisa necessariamente substituir a produção americana. “Não precisam prescindir do que já estão fazendo. Cada governo tem soberania para decidir o que é melhor para seu país”, alegou, alertando, porém, que é preciso identificar os reflexos das decisões para o resto do mundo.
O presidente ressaltou, na entrevista, que a produtividade da cana é 126% maior do que a do milho (do qual é feito o etanol noa EUA) e que o custo da primeira é 50% inferior ao do segundo. “É tudo mais barato e com a garantia de que os Estados Unidos estarão cercados por países que vivem em paz e que os querem como parceiros”, resumiu.
Para ele, a responsabilidade do petróleo sobre a atual disparada da inflação global é muito maior do que a do milho, no entanto. Vale lembrar, contudo, que grande parte da elevação dos índices está relacionada ao aumento dos preços de produtos alimentícios.
Deputada foi condenada por improbidade administrativa
O Ministério Público Federal (MPF) em Petrolina (PE) obteve, na Justiça Federal, a condenação da deputada estadual Isabel Cristina de Oliveira, por atos de improbidade administrativa cometidos na época em que a ré atuava como superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).
Em 2005, Isabel doou um terreno pertencente à empresa pública federal a Raimundo Ferreira Alves, conhecido como "Roque", com o objetivo de satisfazer interesses pessoais, obtendo apoio político da comunidade do Projeto Maria Tereza, da qual Raimundo era líder comunitário.
No dia seguinte à doação, realizada verbalmente em 10 de julho de 2005, Raimundo apossou-se ilicitamente do terreno, situado em Petrolina, iniciando a construção de um prédio e permitindo que outros moradores da vila do Projeto Maria Tereza adotassem a mesma conduta.
Na ocasião, o fato foi amplamente divulgado pela imprensa, o que fez com que a Codevasf ajuizasse ação de reintegração de posse com o objetivo de retomar a área invadida. No entendimento do MPF, os atos praticados por Isabel e Raimundo ocasionaram danos patrimoniais e morais à União e à Codevasf.
Na sentença, a juíza federal Danielle Souza de Andrade e Silva atendeu aos pedidos do MPF, condenando Isabel Cristina de Oliveira e Raimundo Ferreira Alves ao pagamento de indenização por danos extrapatrimoniais, no valor de R$ 50 mil, devidamente corrigidos. No caso, também foi determinada multa civil de R$ 40 mil, que será revertida à Codevasf.
A Justiça Federal também determinou a suspensão dos direitos políticos de Isabel e Raimundo por cinco e quatro anos, respectivamente, impedindo-os de contratar com o Poder Público por três anos. No caso de Isabel, foi determinada a perda de função pública não-eletiva que porventura esteja a exercer até o trânsito em julgado.
O esporte talvez seja o mais poderoso meio de socialização que existe. É através da prática esportiva que as pessoas se mobilizam, se congraçam, vivem momentos intensos e, de quebra, ainda prestam um grande serviço à própria saúde. Uma área de lazer e esportes bem estruturada traz uma movimentação extremamente positiva para qualquer comunidade, elevando a auto-estima dos moradores e recuperando um território que poderia ser usado para fins nada saudáveis, como o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.
Investir em esportes não demanda rios de dinheiro dos cofres públicos: fiz isso quando da minha passagem pelo Governo do Estado, com o projeto Jovem Campeão, quando construímos 160 quadras em todo o Estado, sendo 40% delas na Região Metropolitana do Recife, onde a densidade demográfica é bem maior.
Fiz e pretendo fazer novamente caso a população do Recife me confie essa missão: vamos lançar o Jovem Campeão no âmbito municipal, com a construção de 60 quadras – sendo 10 por cada Região Político-Administrativa (RPA) – e quatro vilas olímpicas, aproveitando as instalações dos Centros Sociais Urbanos (CSU) como Afrânio Godoy (Alto do Pascoal), Bidu Krause (Tejipió), e áreas como o Engenho Uchoa (Areais) e o Parque do Caiara (Cordeiro).
É angustiante ver o estado de abandono a que foram lançados esses espaços. Cada vez que visito uma comunidade, ouço das pessoas que elas não receberam o cuidado devido e na esmagadora maioria das vezes a reclamação é apenas uma: falta uma área de lazer e de esportes para que o povo, já tão sofrido, possa se divertir livremente e de graça.
Sempre que entregava uma quadra dentro do projeto Jovem Campeão eu via nos olhos de cada pessoa o sentimento de alegria por saber que, dali em diante, haveria um espaço digno para a peladinha diária. Mães de família vinham me dizer que aquela simples quadra – repito, o investimento não é alto – seria uma aliada no sentido de que seus filhos não cedessem às tentações da criminalidade. E além disso, quantos craques de futebol, vôlei e basquete não podem ser revelados quando se dá a eles a oportunidade de desenvolver seus talentos!
É preciso avançar nesse sentido. A Academia da Cidade é, decerto, uma boa idéia da gestão atual e eu não tenho qualquer problema em admitir isso, pois comungo da filosofia de que a prática esportiva enobrece o ser humano e lhe dá uma saúde bem melhor. Mas o problema é a forma como esse projeto foi aplicado. Fica bastante bonito para a Prefeitura instalar uma Academia da Cidade às margens da Agamenon Magalhães, na Avenida Beira-Rio, no Parque da Jaqueira ou no calçadão de Boa Viagem, mas por onde tenho andando – na periferia do Recife – não existem áreas de lazer.
Essa realidade pode ser mudada. Vinculando o esporte à educação, fazendo da quadra um importante apêndice da sala de aula, temos tudo para evitar que nossos jovens sejam entregues de bandeja na mão de bandidos. Podemos formar campeões e cidadãos.
O prefeito João Paulo se mostrou tranqüilo nesta quinta-feira (26), em entrevista a Geraldo Freire, na Rádio Jornal, quanto à irritação do secretário das Cidades, Humberto Costa, por conta da aliança feita pelo PT com o PSDC do vereador Luiz Vidal.
"Estou aqui em Brasília e vou receber a premiação de prefeito amigo da criança. Isso é mais importante pra mim. Eu relevo isso aí", disse João Paulo. Segundo ele, a decisão de chamar Vidal para fazer parte da coligação de João da Costa faz parte da política de aliança do PT em todo o Brasil. Para o prefeito, a irritação do secretário é passageira.
"Acho que isso é fruto de momento. Isso vai passar. Tentei falar com ele (Humberto) ontem, mas não consegui", afirmou João Paulo.
Ministro afirmou que o reajuste foi dado dentro da lei
Um dia após confirmar o reajuste de 8% nos benefícios do Bolsa Família, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, defendeu nesta quinta-feira (26) o aumento dos valores do programa e rebateu as críticas de opositores feitas ao aumento dado em ano eleitoral.
Durante discurso em Belo Horizonte (MG), o ministro afirmou que o governo manterá as políticas pública e que os pobres não serão penalizados com a alta da inflação. Patrus Ananias disse ainda que o reajuste foi dado rigorosamente dentro da lei e que o governo manteve, mesmo com o aumento, a austeriadade econômica e fiscal.
Informação foi confirmada por Paulo Vannuchi, ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos
O governo federal deve criar ainda este ano um departamento nacional de prevenção à tortura. A informação é do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi. O novo setor, segundo o ministro, representará um marco legal para o país, possibilitando a formação de uma equipe de juízes, promotores e outros profissionais qualificados na área.
“Esses especialistas estarão credenciados a realizar visitas sem aviso prévio a qualquer local, como presídios, delegacias, [áreas de] atendimento socioeducativo, salas de aeroporto para triagem de imigrantes, onde essas práticas são geralmente denunciadas.”
As academias de polícia e as penitenciárias brasileiras serão os principais lugares para a divulgação da política de prevenção à tortura. Vannuchi disse que haverá investimentos em palestras, seminários, cursos e debates com promotores e juízes nessas instituições.
O Brasil já tem uma lei contra a tortura desde 1997. Segundo o ministro, a norma é mais avançada do que a formulação da Organização das Nações Unidas (ONU) – que estabelece como tortura apenas a violência praticada por agentes do Estado. No país, crimes como o ocorrido no Morro da Providência, em que três jovens foram assassinados pelo crime organizado, também recebem a mesma denominação.
Todas as pessoas tiveram as contas relativas aos cargos ou funções rejeitadas pelo Tribunal de Contas em última instância. Aqueles que já tiveram as contas recusadas, mas que ainda podem recorrer da análise, não estão listados. A entrega da listagem ao TSE está prevista em lei complementar. Pela regra, o TCU deve encaminhar à Justiça Eleitoral esses nomes até o dia 5 de julho
Com informações da Agência Brasil e da Agência Estado
O corpo da antropóloga Ruth Cardoso está sendo enterrado no Cemitério da Consolação, na região central de São Paulo. O túmulo em que será enterrado o corpo foi comprado pela família há um ano e ao lado da campa já estão dezenas de coroas de flores e vários parentes estão no local.
O corpo da mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estava sendo velado na Sala São Paulo, também na região central e o velório, que durou todo o dia de ontem (25) foi interrompido às 21h e reiniciado às 8h30.
A demora para enterrar o corpo se deu para que a filha Beatriz, em viagem na Espanha, pudesse chegar e se despedir da mãe.
Na manhã de hoje (26), o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, retornou ao velório para uma última despedida. Ontem (25) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu à Sala São Paulo ao lado de Marisa Silva e de mais oito ministros.
Alvo de uma ação do Ministério Público que tenta obrigá-lo a arcar até com as despesas da União com indenização de presos políticos, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra já montou sua defesa num possível processo. Ustra foi comandante do DOI-CODI paulista entre 1970 e 1974, período em que pelo menos 60 presos políticos perderam a vida sob tortura e centenas foram submetidos a formas diversas de violência e maus tratos.
Para defender-se, Ustra faz um apelo genérico e uma convocação específica. Ele quer que o atual senador Romeu Tuma seja ouvido como testemunha de sua defesa. Num texto de 31 páginas, ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, Ustra diz que Romeu Tuma “acompanhou e viveu a situação de violência e o trabalho do DOI, já que, como delegado da Polícia Civil, era o elemento de ligação entre o Comando do II Exército e o Departamento de Ordem Política e Social, órgão no qual estava lotado.” Ustra constituiu um advogado para orientá-lo no processo, Paulo Esteves.
Além do senador Romeu Tuma, Ustra convoca quatro oficiais da ativa do Exército para servirem com suas testemunhas. Ele não está falando de baixas patentes, mas do próprio comandante do Exército, Enzo Martins Peri; do comandante militar do Sudeste, onde funcionava o DOI paulista; do Chefe do Estado Maior do Sudeste e do chefe do Centro Inteligência do Exército, CIEx. Referindo-se a oficiais de gerações posteriores, que fizeram carreira após a democratização, Ustra escreve que “tais militares, ainda que jovens naquela época, vivenciaram ou acompanharam a violência daquela quadra conturbada.”
Com esse pedido, a investigação sobre o passado da ditadura pode transformar-se em confusão e constrangimento no presente.
O argumento de Ustra contra Tuma é que o então delegado assistiu de perto aos trabalhos dos órgãos de repressão que prenderam e eliminaram adversários do regime, em particular integrantes de organizações armadas. No texto de sua defesa, ele implica o delegado no desaparecimento de presos políticos, ao alegar que é possível localizar os restos mortais destes militantes a partir de inquéritos realizados pelo DOPS paulista. A escolha de Tuma não é casual.
Filiado ao PTB, o senador integra a base parlamentar do governo Lula, de onde têm partido sinais de estímulo à reabertura de investigações dos crimes ocorridos durante a ditadura militar e também sobre o papel de Ustra à frente do DOI.
Nos anos finais do regime militar, Tuma foi o delegado que, cumprindo ordens do Planalto, manteve o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva sob prisão, acusado de crime definido na Lei de Segurança Nacional. Lula estava preso quando sua mãe, muito doente, faleceu. Tuma permitiu que Lula saísse da prisão para acompanhar o enterro. Entre amigos do presidente da República, é comum dizer que esse gesto marcou uma primeira aproximação entre o delegado e o sindicalista.