Recife | 07-09-2008    
Jamildo Melo é editor do Blog

Com Silvio Burle e Thiago Lúcio
 
PATROCÍNIO

 


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VIOLÊNCIA ABSURDA     10/06/2007 19:33
Já nos aproximamos de 500 mortes, em menos de dois meses

 

Não será nada fácil o cumprimento destas metas. Só na madrugada deste sábado para domingo, foram mais 19 mortos em um único dia, de acordo com o site que registra.as mortes violentas no Estado. Já estamos nos aproximando das primeiras 500 mortes, em menos de dois meses.

Veja a contagem do site aqui.

 
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CONTAGEM MACABRA     10/06/2007 19:27
No primeiro mês do Pacto pela Vida, em vez de cair, as mortes subiram

Guga Matos/JC Imagem

Aumenta desafio para o plano de segurança

Eduardo Machado, de Cidades

 

Um mês após o lançamento do Plano Estadual de Segurança Pública, o desafio do governo para atingir a meta de 12% de redução na taxa de homicídios tornou-se ainda maior. No balanço de maio de 2007 foram notificados oito assassinatos a mais do que no mesmo mês do ano passado. Considerando o objetivo estabelecido pelo Estado, o período de maio de 2007 a abril de 2008 precisaria ter menos 529 homicídios do que os 12 meses anteriores, o que significa uma redução mensal de 44 execuções. Como no mês passado a violência não caiu e foram acrescentadas mais mortes, será necessário agora poupar 48 vidas mensalmente, em média, nos próximos onze meses.

Além de não conseguir diminuir a quantidade de homicídios, o governo enfrenta outro problema. A execução da maioria dos 138 projetos previstos no Plano Estadual de Segurança Pública caminha a passos lentos. É claro que não se pode cobrar que todas as medidas estejam em atividade em um mês, mas pelo menos 19 das ações têm prazos de implementação que vencem em menos de 60 dias.

É o caso dos projetos 2.3.4. A e B, que apesar de não estarem ligados diretamente à prevenção de homicídios, podem ser considerados de caráter urgente, tendo em vista que a previsão de implementação foi de dois meses. As ações destacadas tratam da definição de um protocolo de atuação das polícias nos casos de reintegração de posse de terra e em meio urbano. O protocolo, que seria aprovado em conjunto por duas secretarias de Estado e doze outras entidades, tem mais 20 dias para ser concluído. O grupo ainda não fez nem a primeira reunião.

Até mesmo a comissão de avaliação e monitoramento do plano sequer foi constituída. Os membros da comissão não foram nomeados e a execução dos projetos não vem sendo acompanhada de maneira colegiada, como foi informado na ocasião do lançamento do Pacto pela Vida.

No dia 8 de maio, o governador Eduardo Campos declarou que a primeira ação integrada, baseada nas ações do Plano Estadual de Segurança Pública, teria o bairro de Santo Amaro, área central do Recife, como alvo. Na última sexta-feira, o pesquisador e assessor especial do governador para a Área de Segurança Pública, José Luiz Ratton, afirmou que o programa na comunidade já está em andamento e vem sendo conduzido pela Gerência-Geral de Articulação e Integração Institucional e Comunitária, da Secretaria de Defesa Social.

O gerente de Articulação Comunitária, Manoel Caetano, informou, também na última sexta-feira, que foi indicado pelo secretário para ser o interlocutor da SDS no projeto que, na verdade, será coordenado pelo Gabinete Civil do governo. "Tive uma reunião com secretário ontem (quinta-feira) e ficou definido que vou ser o representante da SDS nesse projeto, que será coordenado pelo Gabinete Civil", detalhou Caetano.

Para a pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco Ronidalva Melo, se a prioridade do governo é a redução do número de homicídios, as ações mais imediatas deviam estar diretamente relacionadas à melhoria dos métodos de investigação, repressão do porte ilegal de armas e intervenção social nas áreas de risco. "Ninguém vai querer que o governo resolva a questão dos homicídios em um mês, mas com uma meta de redução relacionada a esse tipo de crime, seria necessário que ficasse claro o enfrentamento da atual situação como prioridade", avaliou Ronidalva.

O cientista político e coordenador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Jorge Zaverucha, tem posição semelhante à de Ronidalva. "Um dos projetos mais imediatos do plano prevê a divulgação das ações. Essa ação, com certeza, não vem sendo cumprida, porque desconheço qualquer iniciativa do plano que tenha sido publicada nesse primeiro mês. A impressão é que o plano está paralisado, tendo em vista que nem a comissão de avaliação foi nomeada para acompanhar a execução do que está no papel", concluiu Zaverucha.

 

 
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OPERAÇÃO CAÇA NÍQUEIS     10/06/2007 18:57
Amigo de Lula foi avisado da ação da PF. "Já teve comentário lá de cima"

CAMPO GRANDE – Dario Morelli Filho, o amigo e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso na Operação Xeque-Mate, semana passada, pode ter sido informado antecipadamente por alguém de Brasília sobre o monitoramento dos envolvidos na máfia dos caça-níqueis feito pela Polícia Federal. Os grampos citados no inquérito revelam que Morelli alertou o suposto chefe da quadrilha, o ex-deputado Nilton Cezar Servo (PSB-PR), para que ele tomasse cuidado com os telefones.

Entre 11 e 17 de maio, pelo menos sete gravações indicam o vazamento de informações. Mostram ainda um encontro marcado por Morelli entre Servo e Sigmaringa Seixas (PT-DF), que foi vice-líder do governo na Câmara Federal. Segundo a PF, Morelli era sócio de Servo em uma casa de caça-níqueis em Ilhabela, litoral paulista.

Outras gravações de conversas – entre Morelli, Servo e sua mulher, Maria Dalva Martins – mostram outros personagens em busca de informações privilegiadas. Os envolvidos mostram-se preocupados com ações da PF contra a máfia dos caça-níqueis na Operação Hurricane (furacão, em inglês). No entanto, estão confiantes de que seus contatos no governo poderiam livrá-los.

Em 11 de maio, quando falam sobre os estragos da Hurricane, Morelli sugere a Servo que registre um telefone em seu nome, pois acredita que, ao verem de quem se tratava, os policiais pensariam "duas vezes em fazer qualquer coisa".

A partir do dia 16, a situação começa a mudar. Às 12h35, Morelli telefona para Servo e diz que precisa conversar sozinho com ele, porque "deu um pepino feio". O suposto chefe da máfia pergunta: "É comigo?". O compadre de Lula responde que não sabe, "precisa ver".

Duas horas depois, Servo telefona para a mulher – também presa pela PF – e diz que marcou um encontro em uma pizzaria, porque Morelli não queria ir à empresa Multiplay, fabricante de caça-níqueis. De acordo com Servo, "é por causa desse negócio de telefone, já teve comentário lá de cima".

Mais tarde, às 22h32, em outra conversa, Servo diz à mulher que Morelli "é amigo até debaixo d’água" e "não ficou nem preocupado que grampearam o telefone dele também". Na mesma conversa, Servo informa à mulher que no dia seguinte iria a Brasília para falar com Sigmaringa. "Morelli vai fazer um escândalo", adianta. Não há, porém, nenhuma referência sobre o assunto do encontro, às vésperas da operação.

 
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SEGURANÇA MÁXIMA     10/06/2007 18:36
O Quartel Planalto

Ancelso Gois, em sua coluna de hoje no JC

Acredite. Há mais de 400 PMs lotados no Palácio do Planalto.

Só no gabinete de Dilma Rousseff são 72.

A violência no Planalto, sei não, deve estar braba. O efetivo é maior que o do Recanto das Emas, uma das cidades-satélites mais violentas do DF.

PS: E o coronel Meira querendo tirar os oficiais que dão segurança na AL, TJPE, etc. Nesta semana que passou, por aqui, divulgou-se que só na Casa Militar, que virou secretaria, são mais de 200 homens lotados, uma boa parte oficiais.

 
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CARGA TRIBUTÁRIA     10/06/2007 17:53
CPMF do chinês tem taxa de 5%, mas todos boicotam

 

 

Maria Luiza Borges

Enviada especial à China, na missão da Fecomércio

Ir às ruas para comprar de uma simples caneta ao mais sofisticado equipamento eletrônico na China é tarefa para profissional. Digo: para mercador profissional. No comércio de rua, ou mesmo nas lojas, barganhar é a ordem. E dizem que os chineses mais tradicionais ficam tristes se você não fizer isso.

Nunca os preços são os que eles pedem. Geralmente, buscam vender pela metade do preço que começam pedindo. Para quem não está acostumado esse exercício teatral pode parecer perda de tempo e gasto de energia desnecessário. Mas quando você entra no jogo de cena, pode acabar achando graça.

Da primeira vez que fui a um mercado, ainda em Pequim, no primeiro dia da missão empresarial, me assustei. Os chineses pegam você pelo braço e geralmente não lhe deixam ir enquanto não fecham o negócio, às vezes por um décimo do preço inicial. Isso pode levar 5, 10 minutos. Imagina para comprar lembrancinhas para a família inteira? É um dia de vai-não-vai.

Com a barreira da língua, toda loja chinesa tem uma máquina de calcular. É nela que eles escrevem o preço inicial. Aí o cliente digita sua oferta, 10% do pedido. O chinês faz careta, muxoxo, e digita outro preço, já quase a metade. Aí é a sua hora de você mostrar desinteresse. Faz que vai embora, volta e bota 20% do preço. Até o ponto em que o vendedor aceita sua oferta. Quando isso acontece, é como se você tivesse assinado um contrato. Nem pense em desistir da compra.

Só tem uma exceção essa política de barganha. Os mercados do governo Chinês. Neles, vale o que está escrito. No máximo um desconto-padrão de 10%. Os guias locais (vinculados a uma agência estatal), várias vezes levaram o grupo da missão empresarial a um desses mercados – de cloisonné (artesanato em cobre), de pérolas, de seda. Em geral, os preços eram salgados, mas havia uma vantagem: poder pagar com cartão. Sim, porque, na China, pode sair de casa sem o seu... ele não serve para nada...

Demorei uma semana para descobrir o porquê de ninguém querer saber dos dois abandonados cartões que eu levava na bolsa. Quem me revelou o motivo foi uma simpática vendedora de uma loja de eletrônicos em Xangai. Raridade entre as raridades, era uma das únicas que falava inglês. E me disse que todas as transações internacionais passavam pelo Banco da China (mais uma estatal nessa história), que retinha 5% de taxa. E a gente ainda reclama da CPMF... Já pensaram que loucura vai ser se eles não repensarem isso até os Jogos Olímpicos de 2008?

 PS: Será por isto que a economia deles cresce tanto? Os recursos não ficam na mão do governo, para serem desperdiçados?

 

 
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O QUE É MELHOR PARA O BRASIL?     10/06/2007 17:00
Jaime Amorim diz que o Brasil não pode virar um grande canavial

Alexandre Belém/JC Imagem
Saques e baderna podem?

Segundo a Agência Estado, Pernambuco terá a segunda maior representação no Congresso dos Sem Terra, em torno de 1.300 delegados, que saíram neste sábado em 30 ônibus de diversos lugares do Estado, como Caruaru e Recife.

As maiores delegações sairão do Paraná e da Bahia, cada uma com cerca de 1.500 representantes. O Estado de São Paulo deve mandar 800 líderes para o encontro. Só do Pontal do Paranapanema, oeste do Estado, partirão seis ônibus.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pretende reunir 17 mil militantes de 24 Estados em Brasília, a partir de amanhã, para discutir os rumos da reforma agrária durante o 5º Congresso do MST.

O tema central, Reforma agrária: por justiça social e soberania popular, será discutido internamente com especialistas convidados, entre eles sociólogos, economistas e humanistas

O tema dos biocombustíveis, um dos assuntos discutidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a reunião do G8 na Alemanha, na semana passada, inevitavelmente entrarão na pauta de discussões do congresso dos sem-terra.

Jaime Amorim, um dos coordenadores nacionais do MST, diz que não dá para não debater o tema.

"Não tem como escapar. É importante que ofereçamos alternativas, em vez desse projeto de transformar o Brasil em um grande canavial", avalia. "O modelo agrário do País privilegia o agronegócio, a agroexportação. É o modelo que as elites implantaram há séculos. É necessário um outro, que leve em conta a conjuntura econômica, mas que seja uma alternativa de reforma agrária para o futuro."

 

 
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DESDE O TEMPO DO IMPÉRIO     10/06/2007 14:58
Equipe de João Paulo quer virar sócia do laudêmio, um imposto da União. Agora é que imposto não acaba mais

O pagamento de super impostos é o que sobra para a classe média

Além do avião para o governador, Fernando Castilho também revela, em sua coluna domininal, que a PCR está ainda negociado um outro convênio com a SPU no sentido de fazer a atualização do cadastro das chamadas áreas de marinha em cuja construção de imóveis permite a cobraça do laudêmio.

A SPU deseja trocar a atualização do cadastro por parte do imposto.

Segundo o secretário de Planejamento do Recife, João da Costa, com o acordo, a PCR entregará à SPU o cadastro atualizado e receberá 50% do imposto. Mas a aplicação terá que ser em ações de conservação da faixa de praias e proteção do meio ambiente.

Os convênios podem ser assinados ainda em 2007.

Uma pena. Gostaria de ver era uma declaração do secretário, possível candidato a prefeito em 2008, contra este imposto absurdo que é o laudêmio. Por ser cortada por canais, os pobres contribuintes do Recife pagam este imposto anacrônico, que nem para a Marinha vai, servindo apenas para o pagamento dos juros da dívida nacional. Se não quer defender os cidadãos, poderia pensar pelo menos na melhoria das finanças municipais, caso cheque ao poder. Deve ser incalculável o número de transações imobiliárias que deixam de ser feitas na construção local por conta do laudêmio. 

É um absurdo essa iniciativa, portanto, porque vai na contramão da redução da carga tributária. 

 
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AVIÃO NA PORTA     10/06/2007 14:50
Depois de Lula, vem aí o Aerodudu?

 Estado licita avião para Eduardo

Por Fernando Castilho, na coluna JC Negócios

Saiu o edital do governo do Estado para a contratação do fretamento de uma aeronave executiva para viagens do governador em todo o Brasil. O pregão será no próximo dia 21.

 
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PROJETO SOCIAL     10/06/2007 14:15
Suape procura resgatar dívida social

Da Editoria de Economia

A implantação da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul em Pernambuco reacenderam as discussões sobre o passivo social do Complexo Industrial e Portuário de Suape. Desde que foi criado, há quase 28 anos, a proposta era que a concessão dos incentivos fiscais às empresas fosse compensada pela instalação de cursos de qualificação de mão-de-obra para a população do entorno do porto. A contrapartida aconteceu em ritmo lento, abrindo postos de trabalho para apenas 5% dos moradores do Cabo e de Ipojuca dentro do complexo.

Agora, com as atenções voltadas para os projetos estruturadores, responsabilidade social é o tema da hora. Um dos projetos em andamento é a implantação de um restaurante escola no Porto de Suape, em parceria com o Senac. A construção do prédio teve início ainda na gestão passada, mas não tinha o perfil de escola e será adaptado. O investimento do governo do Estado é de R$ 362 mil e a expectativa é iniciar os cursos em setembro deste ano.

O superintendente de Gestão Fundiária e Patrimônio de Suape, Inaldo Campelo, diz que a idéia é formar os moradores do entorno do complexo para atuar tanto no setor turístico, quanto no refeitório das indústrias. "Também estamos tentando ampliar a parceria com o Senac para que eles ofereçam cursos profissionalizantes no horário da manhã no nosso Centro de Treinamento", observa.

O diretor-regional do Senac, Edgar Mattos, adianta que o segundo restaurante escola da entidade - o primeiro funciona no Recife - vai abrir nove turmas de cozinheiros, totalizando 108 alunos, além de dez turmas de garçons, para 228 alunos. "Estamos falando de cursos com altos índices de empregabilidade. De janeiro a abril deste ano, o setor de turismo e hospitalidade absorveu 303 alunos que formamos. Para efeito de comparação, no comércio esse número foi 79, em saúde 73 e em imagem pessoal (cabeleireiros, manicures) foi de 58", compara.

O prédio do restaurante já está pronto, faltando apenas a aquisição das máquinas e equipamentos. A gestão e a manutenção do espaço, que terá capacidade para receber 200 pessoas, será feita pelo Senac.

Inaugurado em abril de 2004, o Centro de Treinamento de Suape também se prepara para melhorar sua atuação. Com sete salas, o espaço oferece cursos de Educação de Jovens e Adultos, além de profissionalizantes nas áreas de auxiliar de cozinha, auxiliar de limpeza, jardinagem, lancheiro, agente de saúde e outros.

Campelo destaca que a manutenção do centro custa R$ 160 mil por ano, bancados pela Secretaria de Educação (30%) e por Suape (70%). "Nosso próximo passo será a implantação de quatro laboratórios de inclusão digital até o final do ano", diz.

 
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VAVÁ, O INOCENTE, RECEBIA TROCO DA MÁFIA     10/06/2007 12:59
Ex-funcionário de bingo que delatou esquema recebe ameaça de morte de empresário


O dono de caça-níqueis Andrei Cunha, preso na Operação Xeque-Mate e que concordou com o benefício da delação premiada em depoimento à Polícia Federal, foi ameaçado de morte pelo empresário de jogo Nilton Cezar Servo, também preso.

"Vou trucidar você e sua família. Vou liqüidar vocês. Eu vou matar você, seu bosta. Você ameaçou minha mulher, meus filhos", afirma Servo em recado deixado no celular de Cunha no dia 1º de maio passado.

Cunha, no depoimento, disse que Servo pagava quantias de R$ 2.000 a R$ 3.000 a Genival Inácio da Silva, o Vavá. Após ter concordado em falar sobre a suposta participação de Servo na máfia dos caça-níqueis, Cunha foi solto. Servo permanece preso. A briga entre Cunha e Servo ocorreu devido à disputa pelo mercado de caça-níqueis. Cunha trabalhava com Servo, mas resolveu montar o seu próprio negócio.

Segundo a PF, após saber que João Catan --outro empresário de jogos-- se aliou a Cunha, Servo discute com o filho um ataque a Roberto Gordo, que também atuava no ramo. Em companhia de Cunha, Gordo teria atirado contra a casa de um aliado de Servo, em abril.

Na conversa do dia 30 de abril, José Lázaro, filho de Servo, diz que "pode pegar fogo na casa e matar todo mundo".

Ainda segundo a polícia, Servo diz que "não vai matar, não, que é pra tocar fogo no telhado, ou na frente".

Éldes Rodrigues, advogado da família Servo, disse que não há máfia dos caça-níqueis.

Segundo ele, Servo operava apenas duas caças de jogos legalmente, com autorização judicial.

Sobre os pagamentos de dinheiro a Vavá, Rodrigues disse que ocorreram dentro de uma relação de amizade e que não foi pagamento de propina.

Conforme a defesa, um depoimento de Dario Morelli Filho, sócio de Servo, segundo a PF, em caça-níqueis, também afirma que não havia pagamento de propina.

Cunha afirmou que os pedidos de dinheiro ocorriam em uma casa em Caraguatatuba (SP). A mesma casa seria elo entre Servo e Dario Morelli Filho, compadre de Lula. O presidente diz que é padrinho do filho de Morelli.

Em depoimento à PF, Cunha disse que os pedidos de dinheiro ocorriam em um casa em Caraguatatuba. O advogado de Cunha, Marcelo Dib, disse que, por enquanto, seu cliente não dará entrevistas.

 

 
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PAÍS DO FUTEBOL     10/06/2007 12:53
Abel Pereira, acusado de envolvimento na máfia das ambulâncias, morre de infarto em São Paulo

O empresário Abel Pereira morreu no final da tarde deste sábado, aos 51 anos, em Piracicaba (162 km a noroeste de São Paulo).

Segundo a assessoria do advogado Eduardo Rodrigues, que defendia o empresário acusado de envolvimento na máfia das ambulâncias, Abel morreu de infarto durante uma partida de futebol. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O corpo de Abel está sendo velado em Piracicaba e, depois, deve ser cremado em São Paulo.

Abel foi acusado de ligação com a máfia dos sanguessugas --esquema especializado na compra superfaturada de ambulâncias por meio da apresentação de emendas parlamentares ao Orçamento da União.

Ele foi apontado por Luiz Antonio Vedoin --chefe da máfia dos sanguessugas-- como elo da quadrilha dentro do Ministério da Saúde durante a gestão de Barjas Negri (PSDB), atual prefeito de Piracicaba.

Em depoimento à Justiça Federal, Vedoin afirmou que Abel tinha ligação com Barjas e atuava no Ministério da Saúde em 2002 para liberar verbas.

Em troca, o empresário receberia 6,5% por verba liberada. Conforme Vedoin, Abel conseguiu a liberação de R$ 3 milhões a R$ 3,5 milhões no ministério.

 
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OPERAÇÃO CAÇA NIQUÉIS     10/06/2007 12:47
PT empregou compadre de Lula na campanha


 

Da Folha de São Paulo

Pivô da nova crise que ronda o Planalto, o petista Dario Morelli Filho -compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva- foi contratado para fornecer carros à campanha do senador Aloizio Mercadante ao governo de SP em 2006.

Pelos serviços, Morelli recebeu, de acordo com declaração ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), R$ 187,6 mil entre agosto e outubro de 2006, em três pagamentos à empresa Dario Morelli Filho: um de R$ 57 mil, outro de R$ 65 mil e um terceiro de R$ 65.596,89.
À PF, Morelli afirmou que o serviço de locação de carros à campanha de Mercadante fez sua movimentação financeira subir de R$ 320 mil, em 2005, para R$ 661 mil no ano passado.

Disse que trabalhou em campanha de Lula, mas não precisou em qual. No depoimento, afirmou que conversou duas vezes neste ano com Lula, na casa do presidente em São Bernardo, sem tratar de política.

Atuante na coordenação da campanha, Morelli alugou os carros, segundo a assessoria do senador, por indicação do diretório estadual do PT. A assessoria de Mercadante diz que Morelli aluga, tradicionalmente, carros para as campanhas do PT, além de fornecer para o próprio diretório estadual.

Seu advogado, Milton Fernando Talzi, disse que, como militante do PT, Morelli prestou serviços para diferentes campanhas do partido. Segundo petistas, ele não só viabilizava carros mas também logística para candidatos. O presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, não quis se manifestar.

Além da empresa, criada em 2001, Morelli era, até a semana passada, funcionário da empresa de saneamento de Diadema, cidade administrada pelo PT. Contratado em 2002 e afastado após a Operação Xeque-Mate, Morelli tem salário de R$ 4.500. Segundo a prefeitura, era um funcionário atuante.

Mas, segundo assessoria do ex-deputado Roberto Gouveia, Morelli não comparecia à Assembléia Legislativa quando contratado para trabalhar, a pedido do PT, em seu gabinete. Morelli foi duas vezes contratado por Gouveia: na presidência da Alesp e como motorista.

Apelidado de "Chupisco" por amigos do PT, também foi segurança de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, na campanha de 1994. Sua trajetória se confunde com a de petistas que cresceram com o partido.

A exemplo de Morelli, Freud Godoy acumulou a função de assessor especial da Presidência com as atividades empresariais da família. Propriedade de Freud em sua composição original, a empresa de sua mulher é responsável pela segurança da portaria do Diretório Nacional do PT. Em 2004, a empresa Caso Sistema de Segurança atuou na campanha da prefeita Marta Suplicy à reeleição.

"A idéia deles é: Lula é nosso amigo. A amizade do bar em São Bernardo é levada a Brasília", afirma o professor Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos.
Até junho de 2003, quando já ocupava a diretoria da instituição, o presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, era sócio-gerente da empresa Red Star, que fornecia brindes, como botons, ao PT. Em 2005, Okamoto teria apontado a empresa como fonte do dinheiro usado para cobrir uma dívida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no valor de R$ 29 mil.

Também em 2005, vieram à tona investimentos de R$ 5 milhões da empresa Telemar na produtora Gamecorp, do qual o Fábio Luís, o Lulinha, tornou-se sócio em 2003. Naquele mesmo ano, o irmão mais velho do presidente, Genival Inácio da Silva, ganhou as páginas por ter aberto um escritório para intermediar demandas de empresários com prefeituras do PT, estatais e empresas com o governo federal.

"O presidente veio muito de baixo, antes de fazer parte da elite. Tem relacionamentos com pessoas do seu meio e que não conseguiram ascender tanto. Essas pessoas podem até exibir um relacionamento e influência que não têm", diz Leôncio Martins Rodrigues, cientista político da USP.

Para o filósofo Roberto Romano, da Unicamp, dizer que é "amigo do Lula é salvo-conduto". "Apontar o dedo para o Lula seria pecado. Quando o líder não pode ser responsabilizado, a corte e seu entorno também não podem", afirma Romano.

 
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O MELHOR DO BRASIL É O BRASILEIRO     10/06/2007 12:05
Fim da corrupção com financiamento público de campanha é parolagem


Élio Gáspari

Tungada no direito de escolher seus candidatos, a patuléia será convidada a pagar a conta. Criando-se o financiamento público das campanhas, os contribuintes pagarão R$ 7 por eleitor alistado.

Argumenta-se que se a choldra pagar, acabarão as caixas paralelas.

Parolagem. As caixas da malandragem só acabarão quando seus beneficiários tiverem medo de ir para cadeia. Sem grades, sempre que houver alguém querendo dar dinheiro a candidato, haverá algum mensaleiro mordendo o mercado. O financiamento público das campanhas eleitorais brasileiras será mais um caso de taxação das vítimas.

Estima-se que, com os mimos da reforma, o PRB poderá ficar com R$ 8 milhões. Pouca gente sabe, mas PRB é o Partido Republicano Brasileiro, que elegeu um só deputado. O MDB, com 93 cadeiras, embolsará R$ 136 milhões. Isso sem contar o prestígio acumulado em diretorias da Petrobras, da Caixa Econômica e do Banco do Brasil.

Depois de tanta notícia ruim, uma boa. Há duas boas vozes petistas contra o voto de lista. São o deputado Carlos Zarattini e o senador Eduardo Suplicy. Zarattini foi o quinto mais votado na bancada do PT de São Paulo. Poderia ser um crítico silencioso da maracutaia, pois se ela for consumada, seu mandato será prorrogado.
Há poucas semanas ele foi à tribuna da Câmara e advertiu:

"Em vez de realizarmos campanhas nas ruas discutindo e debatendo com o eleitor, levando-lhe nossas propostas, ouvindo o que ele tem a dizer -o que é, inclusive, muito importante para reciclarmos nossos pontos de vista-, vamos levar essa disputa da formação da lista para dentro dos partidos. E salve-se quem puder, porque, lá dentro, a briga vai se dar em outros termos".

Quais termos? Perguntaria Delúbio Soares.

 
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BOM HUMOR     10/06/2007 12:00
Ronaldo já identifica gente queimada no São João

Charge de Ronaldo/JC

 
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RUMO A 2008?     10/06/2007 09:12
João Paulo diz que já gastou mais 1,2 milhões em reforma da orla de Brasília Teimosa

A Prefeitura do Recife anuncia que já gastou R$ 1,2 milhão para concluir a segunda etapa da urbanização. A população do bairro ganhou cinco quadras (sendo três para futebol de areia e duas de vôlei), dois playgrounds com brinquedos infantis, equipamentos de ginástica, rampas e bicicletários, bancos, estacionamento, quiosques, iluminação especial e novas calçadas.

Depois disto, a Prefeitura do Recife inicia, nesta segunda, uma obra emergencial para proteger um trecho de 20 metros da orla de Brasília Teimosa contra o avanço do mar. Pedras graníticas serão colocadas no final da avenida Brasília Formosa, após o local conhecido como “Buraco da Velha”, com o objetivo de conter o impacto das ondas, que já provocou danos nesta parte do calçadão.

O muro de arrimo será recuperado, bem como partes da calçada, e será colocada uma manta geotêxtil para conter o aterro. O custo da intervenção fica em torno de R$ 200 mil. Apesar dos arrecifes naturais e do muro de contenção, implantado durante a construção da avenida Brasília Formosa, surgiu a necessidade de enrocamento para proteger o trecho final da orla.

O Governo Federal e a Prefeitura investiram R$ 8 milhões na urbanização da orla de Brasília Teimosa, que proporcionou a transferência dos moradores de palafitas, devolvendo ao Recife 1,3 quilômetro de praia.

Para garantir o uso da orla e evitar novas ocupações irregulares, foram investidos R$ 6,8 milhões na construção da avenida Brasília Formosa, uma obra estruturadora, fundamental para o desenvolvimento econômico do bairro.

 
Por Jamildo Melo | 32 comentários | Comente  Enviar    Imprimir
   
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