Navegue por aqui »
Max: 30º Min:24º
Recife - 18.11.2008
 
   
10 anos
 Caminhos do Oriente
 Ciência
 Clique Denúncia
 Colunas
 Desaparecidos
 Economia
 Entre a cela e o salão
 Imigração Japonesa
 Imposto de Renda 2008
 Internacional
 Luta contra dengue
 Mães de primeira
 Meio Ambiente
 Nacional
 Pernambuco
 Política
 Saúde
 Tábua de Marés
 Notícias
PARCEIROS
 Ache quem faz
 Amigo secreto
 Cardinot
 Libertas
 Meu Salário
 Pernambuco de A-Z
 Previna o câncer
 Primeira Edição OnLine
 QueroFicarRico
 Trânsito



 

 

 

 
  
 .Colunas
.Home / Cotidiano
Aumentar Diminuir Imprimir Enviar por E-mail Comentar


Questão de Pele

Acne rosácea: como enfrentar esse problema?
Publicado em 08.10.2008, às 20h17

CLÁUDIA MAGALHÃES é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Socidade Americana de Laser para Medicina e Cirurgia

A acne rosácea é freqüentemente confundida com a acne clássica e, por isso, às vezes, é conduzida erroneamente, levando a uma piora dos sintomas e a um tratamento que pode se arrastar por anos sem êxito. Então, como reconhecê-la? A doença incide mais comumente em indivíduos adultos, entre os 30 e os 50 anos de idade, especialmente naqueles de pele clara, com predomínio no sexo feminino. No início, ela se manifesta como uma tendência à vermelhidão duradoura na região central do rosto, desencadeada por fatores comuns como o excesso de frio ou de calor, ingestão de bebidas alcoólicas ou mesmo de alimentos condimentados.

A pele do rosto se torna sensível a qualquer creme ou produto aplicado. A vermelhidão progride para as bochechas e para o nariz, tendendo a tornar-se persistente. Nesta fase, podemos visualizar pequenos vasos sanguíneos dilatados que surgem nestas áreas da face. Seguem-se lesões pustulosas, que são muito semelhantes às espinhas comuns. Mas, ao contrário da acne clássica, as pústulas aqui são menores e de tamanhos uniformes. Na acne rosácea, também não existe cravos ou retenção de oleosidade na pele da face. Assim que se observa esses sintomas, é aconselhável procurar o quanto antes um dermatologista, pois, com a progressão do quadro, o nariz pode ir se deformando (é o que denominamos de rinofima ) e/ou haver complicações oculares severas.

Como evitá-la? Como a causa da rosácea ainda não está totalmente esclarecida, sabemos apenas que, se evitarmos os fatores associados à dilatação dos vasos da face, estamos também evitando o agravamento da rosácea. Por isso, o paciente deverá evitar tudo o que deflagre, intensifique ou cause a vermelhidão facial como, por exemplo, ingerir líquidos e alimentos quentes e/ou apimentados, bebidas alcoólicas, exposição solar desprotegida, exposição a extremos de temperatura ou ainda aplicar cremes e produtos tópicos oleosos e oclusivos. Também não se deve esfregar, massagear ou esfoliar a pele da face. Exercícios físicos somente em ambientes refrigerados. Evite saunas e banhos muito quentes e não use cosméticos ou produtos faciais irritativos.

O tratamento clássico da rosácea se resumia anteriormente ao uso de antibióticos orais, géis de metronidazol e sabonetes à base de enxofre ou de peróxido de benzóila. Com essas medicações, a melhora das lesões costuma aparecer somente um a dois meses após o início do tratamento. Mas, de qualquer maneira, a vermelhidão da face persiste, e os vasos dilatados devem ser tratados com o auxílio de um laser vascular. Recentemente, a Terapia Fotodinâmica com o ácido 5-aminolevulínico tem sido descrita na literatura médica como capaz de reduzir rapidamente as lesões inflamatórias da rosácea. Nos casos mais graves, a isotretinoína oral (cujo nome comercial mais conhecido é Roacutan) pode e deve ser indicada, com bons a excelentes resultados.

Nos casos mais avançados com deformidades do nariz (rinofima), novamente o tratamento à laser está indicado para melhora estética da lesão. De qualquer forma, é muito importante que um dermatologista capacitado e atualizado esteja à frente na condução do tratamento. Só assim poderemos efetivamente evitar que o paciente se utilize da automedicação, que a longo prazo, acaba agravando mais e mais este problema!

E-mail: clinica@claudiamagalhaes.com

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do JC OnLine



Comente esta matéria

ANTERIORES

- Pele oleosa: o que fazer?
- O processo de envelhecimento no homem
- Rejuvenescimento através da bioestimulação
- Dermatologia estética: qual o caminho certo a seguir?
- Vitiligo: há solução para este problema?

Voltar ao topo Aumentar Diminuir Imprimir Enviar por e-mail Comentar
 
 
COLUNA
Janela indiscreta na política

   
 

 
Copyright © 1997-2008, JC OnLine - Recife - PE - Brasil.
Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site para fins comerciais. Criação e desenvolvimento: JC OnLine.