Do JC OnLine
O artista J. Borges, que representa a cultura de Bezerros, no Agreste pernambucano, é um dos indicados para receber o Prêmio Brasileiro Imortal, organizado pela mineradora Vale. A iniciativa visa valorizar a atuação de cidadãos que cuidam das riquezas naturais e colaboram para o desenvolvimento das regiões do Brasil. O prêmio terá votação exclusivamente através da internet no site do Brasileiro Imortal. O internauta deverá votar, primeiramente, em um nome nacional e, depois, em pelo menos um candidato regional. A votação segue até o dia 30 de agosto.
De acordo com a organização do prêmio, seis brasileiros serão eleitos e terão os nomes atribuídos a espécies botânicas da Mata Atlântica, descobertas nos últimos anos na Reserva Natural da Vale, em Linhares, no Espírito Santo: um na categorial Nacional e cinco na categoria Regional. Além de J. Borges, representam o Nordeste João Abner, do Rio Grande do Norte, e Rachel de Queiros, de Fortaleza (em memória). Os vencedores terão os nomes imortalizados junto com a ilustração da espécie em um selo a ser lançado pelos Correios.
HISTÓRIA - Nascido no dia 20 de dezembro de 1935, o xilógrafo e cordelista José Francisco Borges, ou apenas J. Borges, começou sua carreira em 1964. Os temas mais solicitados em seu repertório são o cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrupção, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, enfim, todo o universo cultural do povo nordestino.
As histórias mostram, de modo pitoresco, satírico, cômico ou trágico, casos verdadeiros ou fantásticos, como A Chegada da Prostituta no Céu - a preferida do artista - e A chegada de Lampião no Inferno. São comuns também os desafios como A peleja do cego Aderaldo com Zé Pretinho.