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Sertão

Petrolina recebe Aldeia do Velho Chico nesta sexta
Publicado em 01.08.2008, às 08h11

Foto: Divulgação
O cantor Lenine será uma das atrações do projeto

Roseanne Albuquerque
Da Rádio Jornal Petrolina

É com o cortejo carnavalesco "Abre Alas para o Velho Chico" que o Serviço Social do Comércio (Sesc) inicia nesta sexta (1º), em Petrolina, Sertão do Estado, mais uma edição do Aldeia do Velho Chico. Durante quinze dias a cidade conhecida como capital da irrigação vai se transformar em um pólo de oficinas, mostras culturais, apresentações artísticas e shows musicais. Nomes como Lia de Itamaracá, Lenine, Elba Ramalho, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, dentre outros, fazem parte da programação.

"Por aqui vão passar diversos artistas não somente de Pernambuco, mas também de outros estados. A idéia é a troca de experiências entre artistas e públicos, fortalecendo a produção cultural como um todo e possibilitando à comunidade o acesso à riqueza das várias culturas", destaca a coordenadora geral do Aldeia do Velho Chico, Edneide Torres.

O cortejo que abre o festival deve sair da frente do Sesc Petrolina às 17h30 e segue pelas principais ruas do centro da cidade. Esse "arrastão" cultural será acompanhado por artistas, grupos culturais, orquestra de frevo Fernando Júnior, Frevuca e a fanfarra do colégio Paulo VI, da vizinha cidade baiana de Juazeiro. O destino final é a Porta do Rio, na Orla, onde - a partir das 18h30 - devem se apresentar o Samba de Véio da Ilha do Massangano, Lia de Itamaracá, Matingueiros, Petrúcio Amorim e Lenine.

"No cortejo Abre Alas a idéia é sair pelas ruas principais do centro conclamando a população, os comerciários a fazerem parte desta festa multicultural", salienta a coordenadora. No sábado, também na Orla, devem se apresentar o Samba de Véio da Ilha do Massangano, Forró Pega Leve, Maciel Melo e Elba Ramalho.

Este ano, o evento resolveu apostar na inovação e vai promover um circuito extra, na próxima quarta (6), na Ilha do Massangano, a cerca de 10 quilômetros de Petrolina. De acordo com os organizadores, a idéia é levar uma mostra da cultura para comunidades que muitas vezes não têm como se deslocar até o centro para prestigiar as apresentações. "O pessoal da Ilha é sempre bem representado pelo grupo do Samba de Véio. Mas ali está apenas uma parte, um pedacinho daquela comunidade. A idéia é interagir com a população, ampliar as possibilidades da arte se propagar na cidade por isso vamos realizar o Aldeia na Ilha", enfatiza Edneide. O espetáculo "O palhaço e a bailarina", além de Rabecando o Gonzagão, Samba de Véio da Ilha do Massangano e Fuá na Casa de Zé Mané serão apresentados à comunidade da Ilha.

Ainda dentro da programação do Festival, uma maratona de cultura de 'tirar o fôlego": trata-se do Virarte, doze horas seguidas de apresentações diversas, que acontece no próximo dia 16. Exibição de curtas e vídeos, danças, teatro, mostra de cultura, lançamento de livros fazem parte da programação.



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