Na sociedade pós-moderna, o culto ao consumo se reveste de muita sedução e conseqüente aumento do ter e da compulsão para comprar. São muitas as tentações e a ilusão de que o consumo pode preencher o vazio existencial. Há uma quantidade grande de pessoas que buscam nos shoppings o acalento de suas faltas e dores, como se fosse possível comprar amor ou carinho.
Paralelamente a este engano, em algum momento, a quebra da ilusão fará com que a pessoa se dê conta de que não encontrará fora de si nada que possa tirá-la da insatisfação. E o pior é que viver sem esta consciência é provocar sofrimento a si e aos outros, numa ciranda de consumo e débito, aparentemente sem saída.
Se pararmos para analisar, constataremos que muitas propagandas são travestidas de promessas de felicidade, como se a felicidade viesse do ter. Quantas vezes compramos objetos sem nenhuma necessidade. Quantas vezes nos acumulamos de coisas supérfluas, de dívidas desnecessárias e de um nível de estresse que nos tiram do sono tranqüilo.
Tomar consciência do que é essencial e optar por uma forma de viver com mais simplicidade pode ser um caminho de sair da roda das tentações e de sofrimento. Viver com tranqüilidade é possível, desde que se tenha a simplicidade como companheira nessa travessia.
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