PARIS – Mal chegou ao fim a sexta edição de sua copa de tecnologia, a Microsoft já anunciou cenário, tema e abriu as incrições da próxima Imagine Cup. Em 2009, as competições serão realizadas sob a proteção das esfinges e pirâmides, no Egito. E o enigma que os estudantes terão que responder será o mais abrangente dos últimos anos: os oito objetivos do milênio para promover desenvolvimento social determinados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Acabar com a fome, garantir educação básica e de qualidade para todos, promover a igualdade entre sexos, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater aids, malária e outras doenças, respeitar o meio-ambiente e trabalhar juntos pelo desenvolvimento do mundo são os temas que inspirarão os estudantes.
“Há três anos usamos as metas do milênio como inspiração para definir o tema das competições. Em 2006, o tema foi saúde. Em 2007, educação. Agora, foi meio-ambiente. Da próxima vez, os estudantes escolherão. O importante é que eles tenham a consciência de que a tecnologia pode ajudar a melhorar o mundo”, diz o líder mundial do evento, Rogério Panigassi.
Segundo o executivo, o objetivo de deixar os estudantes livres para optar por algum dos desafios da ONU tem mais a ver com seu dia-a-dia ou até mesmo com o mercado ou área em que pretendem atuar. “Nossa missão é preparar técnicos, atrair gente para esse mercado de tecnologia, que tem um déficit cada vez maior de profissionais”, diz Panigassi. E para isso, quanto menos restrições, melhor. “Ou seja, mais alunos.”
A quantidade de inscritos até pode aumentar a partir de 2009. Na verdade, dobrar, se a tendência dos anos anteriores se confirmar. E as finais serão disputadas como nunca. É que a terceira novidade anunciada pela Microsoft foi a prorrogação do prazo de validade dos trabalhos submetidos pelos estudantes. A partir de 2009, um mesmo projeto poderá ser inscrito em três copas consecutivas. Isso indica que, a partir agora, os temas deverão ser cada vez mais abrangentes. E a disputa, mais acirrada. “Geralmente, os trabalhos chegam no estágio de protótipos. Com a nova regra, isso tende a mudar. E os projetos poderão ser melhorados a cada ano. A tendência é que o nível da competição se eleve muito”, prevê o pai coruja da copa.
As novidades anunciadas por Rogério funcionam como uma espécie de radicalização de um processo de “democratização” da Imagine Cup que a Microsoft iniciou há alguns anos, aumentando a quantidade de categorias e a diversidade. “Hoje, temos as categorias de artes digitais, que incluem fotografia, curta-metragem e interface design, para mostrar que é um grande engano achar que a competição é destinada só a estudantes de tecnologia”, diz o diretor de Iniciativas acadêmicas da Microsoft e xodó dos estudantes, Joe Wilson.
Hoje em dia, completa o executivo, tanto a tecnologia quanto a disputa são para todos. Wilson ressalta ainda a importância dos awards entregues pela empresa “para não deixar ninguém de fora”. E, claro, estimular o uso das ferramentas da empresa no meio acadêmico, onde o pingüim e companhia ilimitada (mais precisamente irrestrita) costumam fazer bem-sucedidas incursões.
“Não poderíamos deixar de render homenagens a quem apresenta os projetos mais bem resolvidos em interoperabilidade, acessibilidade, inovação rural, excelência de engenharia e no uso do Windows Live.” Sobre a possibilidade de aumentar o número de categorias e awards para 2009, os executivos da Microsoft preferem não comentar. O jeito é ficar de olhos – e sites da empresa – bem abertos. As inscrições podem ser feitas no site www.imagnecup.com. (B.C.)
» viajou a convite da Microsoft