Ingrid Betancourt deu suas declarações do hotel Raphaël onde está hospedada com sua família, ao programa "Voces del secuestro" (As vozes dos reféns) que os reféns das Farc podem ouvir de meia-noite a cinco horas da manhã.
Durante todo seu tempo de cativeiro, que durou seis anos e quatro meses, a ex-refém recebia todos os dias mensagens de sua mãe, Yolanda Pulecio, através desta emissão.
"Ela falou aos reféns que ainda estão na selva, ela disse a eles que Sarkozy se comprometeu a manter os esforços para libertá-los", disse Astrid Betancourt.
VOLTA À COLÔMBIA - Em entrevista publicada neste domingo em Paris pelo Journal du Dimanche, Ingrid anunciou que voltará à Colômbia "dentro de alguns dias".
"Vou voltar à Colômbia dentro de alguns dias, mas antes disso quero visitar a França, toda a França. Também quero passar um tempo sozinha com meus filhos. Quero dedicar esse tempo à minha família e ao pai dos meus filhos, que adoro e que travou uma luta extraordinária para minha libertação", declarou.
Indagada sobre a possibilidade de escrever um livro relatando sua experiência, Ingrid Betancourt, que ficou mais de seis anos em poder das Farc, revelou que tem o projeto de montar uma peça de teatro.
Tranqüilizada sobre seu estado de saúde depois de ter se submetido sábado a uma série de exames médicos no hospital de Val-de-Grâce, Ingrid afirmou que seu fígado "funciona perfeitamente", apesar da hepatite que teve durante seus anos de cativeiro na selva. "Estamos aguardando mais resultados para determinar se o vírus ainda está no meu organismo", frisou.
Neste domingo, a franco-colombiana deve participar de uma missa em Paris. Ingrid Betancourt deve também almoçar neste domingo na casa do ex-primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, seu "amigo" que ela agradeceu após sua libertação.
Segundo Ingrid, seu principal carcereiro, conhecido como comandante Enrique Gafas, não foi "comprado" pelas autoridades colombianas.
A RSR (Rádio Suíça Romanda) informou que as Farc receberam 20 milhões de dólares para liberar Ingrid e outros 14 reféns, incluindo três cidadãos americanos.
O Exército, com o auxílio de agentes infiltrados na guerrilha, simulou uma operação de transferência de reféns ao acampamento do líder das Farc, Alfonso Cano, para resgatar os 15 seqüestrados.


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