Palácio do Planalto
Com Dilma acuada, Gilberto Carvalho ganha espaço Publicado em 06.07.2008, às 11h23
No bastidor do Palácio do Planalto está em curso uma mudança que vai além da arrumação administrativa. Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete da Presidência, ganhou espaço como coordenador das agendas ministeriais da Esplanada e porta-voz das cobranças do presidente.
Carvalho assumiu as funções porque na Casa Civil também há mudanças. Acuada pelas crises em seqüência do "dossiê FHC" e do caso Varig, além de cobrada nas funções de "mãe do PAC" e de pré-candidata empurrada para o palco eleitoral de 2010 pelo próprio presidente da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, dedica-se cada vez menos à função que fez Lula tirá-la das Minas e Energia, depois da demissão de José Dirceu nos tempos do mensalão.
Em junho de 2005, quando Lula colocou Dilma no lugar de José Dirceu, que voltou à Câmara e teve o mandato cassado, a intenção foi fazer da Casa Civil a gerência administrativa do governo. A intenção virou prática efetiva, o que liberou o presidente para fazer o que mais gosta: falar em solenidades públicas, fazer poucas reuniões de agenda administrativa - meio campo que Dilma tocava - e abrir a agenda do Planalto aos "encontros de visibilidade estratégica" com líderes empresariais e sociais.
Uma radiografia das agendas do presidente de 2007 mostra que Dilma concentrava os encontros administrativos com os ministros, que só iam a Lula quando era preciso bater o martelo sobre assuntos primordiais e decisivos. Hoje, com Dilma menos voltada para a tarefa, a agenda do presidente está recheada de um varejo de despachos com ministros cuja administração fica a cargo de Carvalho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado
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