Vistoria
África do Sul terá de correr se quiser sediar Copa Publicado em 06.07.2008, às 11h06
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, deve chegar neste domingo à África do Sul para uma visita, cujo objetivo principal é inspecionar as obras para a próxima Copa do Mundo, daqui a dois anos. Na semana passada, o cartola contrariou o que ele mesmo vinha dizendo havia quatro anos e admitiu, pela primeira vez, ter um "plano B" caso os sul-africanos não consigam dar conta do recado. Mostrou preocupações em relação à infra-estrutura e à violência. A ressalva de que o tal plano B só seria ativado em casos de tragédia da natureza não foi levada em consideração nem dentro e nem fora do país.
O Estado visitou recentemente a África do Sul: foram 12 dias, entre Johanesburgo, Durban, Port Elizabeth, Cidade do Cabo e Pretoria, cinco das maiores cidades do país, e todas sedes do próximo Mundial. A constatação é de que Blatter tem razão em estar preocupado - apesar de todo o esforço do comitê organizador para mostrar que está tudo bem. "Minha maior preocupação é que as grandes seleções, como Itália, Alemanha e Brasil não se classifiquem para 2010", responde Danny Jordaan, do comitê, quando questionado sobre o tema.
Os estádios - cinco inteiramente novos, cinco reformados - até estão em fase adiantada, mas o resto do país é uma coleção de problemas. Sobretudo no que se refere à infra-estrutura e segurança. A África do Sul apresenta problemas graves de transporte, energia elétrica e violência urbana. Há, ainda, a tensão racial, que é palpável em qualquer cidade, mesmo 14 anos após o fim do Apartheid.
Não há transporte público na África do Sul. Pelo menos não recomendável para turistas. Todos os hotéis oferecem serviço de vans para aeroportos e pontos turísticos. A idéia é blindar os visitantes, evitar ao máximo que tenham contato com a realidade e o cotidiano do país. A impressão é de que todos os habitantes da região têm carro - até porque as estradas são boas e as ruas são largas. Quem não tem, se vira em pequenas vans, que não têm itinerários definidos e são inseguras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado
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