Do JC OnLine
Já no quarto dia de greve, os trabalhadores da Empresa dos Correios e Telégrafos (ECT) realizam uma passeata na tarde desta sexta-feira (4), no Recife, no intuito de reforçar a reivindicação de reajuste salarial da categoria. Os grevistas saíram por volta das 16h da Praça Oswaldo Cruz rumo ao Edifício sede da empresa, na Avenida Guararapes, Centro do Recife.
O tema da passeata, de acordo com nota divulgada pela assessoria do Sintect-PE, é o funeral simbólico do presidente da ECT Carlos Henrique Custódio. O sindicato alega que a empresa não quer negociar com a categoria e que a única medida apresentada pela ECT foi pedir judicialmente ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) que garantisse, pelo menos, 70% dos funcionários de volta ao trabalho.
O pedido foi negado e na próxima segunda-feira (7) ocorrerá uma audiência de conciliação, às 9h. Em assembléia nessa quinta-feira (3), os trabalhadores decidiram permanecer com os braços cruzados, até alcançarem as reivindicações.
PREJUÍZOS - De acordo com a assessoria da ECT, 28 milhões de objetos estão retidos nos depósitos em todo o Brasil por causa da paralisação, iniciada à meia-noite da última terça-feira.
Desde o início da paralisação os Correios mantêm o posicionamento de cortar o ponto dos grevistas. A empresa alega que o compromisso assinado em 2007 foi atendido e que tem pago um adicional de R$ 260. Com a greve, os serviços com hora certa – Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta –, que garantem prazo de entrega, foram suspensos.
A categoria reivindica o cumprimento integral de um compromisso assinado com a empresa em novembro de 2007. Os principais pontos do acordo não cumpridos são a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros.
De acordo com os Correios, caso a greve terminasse hoje, o volume de 28 milhões de objetos em atraso no País seria regularizado em uma semana. Em dias normais, passam pelos depósitos da empresa 33 milhões de objetos. Se considerados apenas o volume na capital paulista e na região do ABC, o movimento é de 18 milhões de itens por dia.