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Gás natural

Petrobras: acordo com Venezuela não foi pressão de Lula
Publicado em 02.07.2008, às 15h23

O acordo fechado entre Petrobras e a estatal venezuelana para importação de gás natural liquefeito (GNL) a partir de 2013 faz parte de um esforço para diversificar suas fontes, segundo a Petrobras, e não teria nenhuma relação com uma eventual pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas últimas semanas, o presidente teria insistido para que a Petrobras se aproximasse mais da Venezuela. "A decisão foi nossa e o objetivo é o de abastecer o mercado interno, principalmente no Norte e Nordeste" afirmou a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster.

Segundo ela, a empresa não participará da construção das unidades na Venezuela, que ficarão com a estatal PDVSA. A compra do gás virá de duas unidades, cada uma com a capacidade de produção de 4,5 milhões de toneladas. O Brasil ficará com 1 milhão de toneladas por ano. Os detalhes sobre o acordo, porém, ainda serão negociados. "Temos um ano para definir os detalhes. O que fizemos é iniciar a negociação. Para nós, será um projeto muito importante. Mas não passará de uma relação comercial", afirmou a executiva.

Para o transporte do gás da Venezuela ao Brasil, a Petrobras estuda várias opões, entre elas ferrovias e até mesmo por caminhões. Já a idéia de um gasoduto parece não avançar. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, também confirmou o interesse da empresa de participar de uma licitação de produção de petróleo na Venezuela e indicou que em breve poderá concluir a negociação sobre a criação da empresa binacional que vai administrar refinarias no Nordeste.

"Avançamos nas negociações sobre as leis da nova empresa e sobre os acionistas. Vamos continuar negociando os componentes da nova empresa que vai administrar a refinaria no Nordeste do Brasil", disse. Nesta semana, um carregamento de gás ainda desembarcará no Brasil, vindo de Trinidad e Tobago. "Estamos importando", explicou Gabrielli. A Petrobras comprou o gás de uma empresa britânica, que optou por trazê-lo de Trinidad. A Petrobras não descarta que pode se interessar em participar de licitações no país do Caribe, rico em gás natural.

Fonte: Agência Estado



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