Na atualidade, assistimos, perplexos, aos horrores de nosso tempo. Torna-se visível o aumento da violência doméstica, principalmente contra as mulheres e os casos extremos e fatais contra os próprios pais. Mais recentemente, a violência se amplia com características de barbárie, atingindo crianças e até bebês. Barbárie significa a violência num grau inumano.
Com certeza, muitos em contato com seus sentimentos e com os das crianças jamais cometeriam um ato assassino em direção a elas. É obrigação das famílias, dos pais, dos adultos e da sociedade proteger as crianças, assegurar-lhes sobrevivência, educação, cuidado, amor.
Nas ruas, transitamos indiferentes, como se não fôssemos responsáveis por tantas crianças que nos denunciam, com seus olhares tristes, o abandono, o descuido e o desamor, que as deixam jogadas a sua própria sorte. Nos lares, aparentemente protegidas, são muitos os casos de abuso, maus tratos e até assassinatos.
Banalizamos a vida, nos acostumamos com a mídia sensacionalista e corremos o risco de nem sequer nos indignar com tamanha indiferença social. Os animais matam pela sobrevivência. Os humanos, racionais, matam por qualquer motivo. Anestesiamo-nos e nos afastamos, desta forma, da nossa própria humanidade. Que o amor nos acorde de tamanha barbaridade.
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