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Crise

No Rio, Biblioteca Nacional sofre com falta de espaço
Publicado em 30.05.2008, às 09h54

Cerca de 40 mil livros que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, no Rio, não podem ser consultados. Não que sejam obras raras e mereçam ser poupadas do manuseio para evitar deterioração, mas porque os volumes não podem ser localizados por falta de espaço para armazená-los nas prateleiras. A situação promete melhorar no fim do ano, quando a primeira etapa da Hemeroteca Nacional estará concluída.

Hemeroteca é o nome que se dá ao arquivo de jornais, revistas e publicações em série. No México e na Venezuela há dessas “bibliotecas” exclusivas para os periódicos. Aqui, por causa da Lei do Depósito Legal, tudo o que é publicado tem pelo menos uma cópia na Biblioteca Nacional. Inclusive jornais, revistas e outros periódicos - até mesmo boletins sindicais.

Mensalmente, chegam cerca de 2,5 mil livros e 4 mil exemplares de periódicos. Jornais e revistas já ocupam 17 quilômetros de prateleiras, em seis andares, no armazém da biblioteca. E nem sequer estão bem instalados. A clarabóia deixa entrar a luminosidade nociva à preservação do papel e não há como garantir as condições ideais de temperatura e umidade do ar. “Esse é um prédio tombado e temos de lidar com as limitações impostas. Não podemos fazer uma grande intervenção”, explica o arquiteto da Biblioteca Nacional, Luiz Antonio Lopes de Souza.

Para preservar os periódicos e abrir lugar para os livros, planejou-se a Hemeroteca Nacional. Ficará num prédio no cais do porto, erguido em 1946. A construção pertenceu ao Ministério da Agricultura e era usada para armazenar expurgo de grãos. São quatro andares, cada um com 3 mil metros quadrados. “É um edifício planejado para receber peso, como nós precisávamos”, diz Carla.

Fonte: Agência Estado



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